quarta-feira, 25 de novembro de 2015

AS COZINHAS DA FASE AÇUCAREIRA PAULISTA (FINAIS DO SÉCULO XVIII - meados do SÉCULO XIX - MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM.

As cozinhas da fase açucareira paulista (finais do século XVIII – meados do século XIX)

Maria Cecília Naclério Homem
FAU e IEB-USP

Neste período, em que em que o governo da Metrópole portuguesa promoveu a restauração da Capitania de São Paulo, a cozinha caracteriza-se pela autossuficiência. Nos engenhos de açúcar, situados em território paulista, ao lado da produção em maior escala, com vistas à exportação, ficavam as culturas de subsistência, além da criação e de atividades como caça e pesca. Com exceção do sal, azeite e bacalhau, importados do Reino, muita coisa devia ser processada no local: milho, mandioca, arroz, feijão, fumo, algodão, café e chá. Fazia-se sempre presente o equipamento indicativo do plantio e beneficiamento daqueles gêneros: foices, enxadas, cavadeiras, moendas, alambiques, cochos, etc. Os trabalhos eram pesados e morosos, exigindo muita mão de obra. Temos, assim, uma cozinha desconexa, aberta para os quintais, por onde se espraiavam o forno de barro, os pilões, os telheiros, as casas da farinha, etc. Com a abertura dos portos, em 1808, começam a soar os ecos da Revolução Industrial.

V Seminário Internacional de História do Açúcar

Santos, Engenho São Jorge dos Erasmos – USP, 18 a 20 de novembro de 2015

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