O projeto de criação é de autoria do ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili.
A construção, que ocorreu entre 1947 e 1970, é do engenheiro alemão Ulrich Edler.
“Espero que os visitantes sejam tocados pelos ideais de Galileo Ugo Emendabili e
possam entender esse verdadeiro tesouro, que por tanto tempo ficou oculto do nosso público”, salientou o secretário da Segurança.
Tombado como patrimônio histórico da Capital e do Estado, o Obelisco guarda os restos mortais
de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo (M.M.D.C.), estudantes mortos durante a Revolução de 1932, além de outros combatentes.
(OBSERVAÇÃO DO PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC - NENHUM DOS 15 FERIDOS NA MADRUGADA DE 23 PARA 24 DE MAIO DE 1932 ERAM ESTUDANTES)
O artista deixou impressos na história do monumento diversos símbolos e números relativos à Revolução Constitucionalista
de 1932 e à Maçonaria.
As referências começam pelo tamanho da área, que tem 1.932 metros quadrados.
Existem, no local, 33 arcos que representam os 33 graus da Maçonaria.
Além disso, a base principal do Mausoléu tem 9 metros; a base externa, 7m; e a altura do piso
até a base da escultura do herói jacente é de 32m.
Juntos, os números formam a data principal da revolução: 9/7/32.
A altura do monumento também traz referências a essas simbologias.
Do solo ao topo, há 72 metros – que representam os 72 nomes de Deus da tradição esotérica hebraica.
Neste caso, a soma dos algarismos resulta em nove, mais uma vez.
A profundidade do subsolo também é de nove metros.
Já o salão principal, onde ficam os restos mortais, conta com três capelas, que representam
o nascimento, o sacrifício e a ressurreição de Jesus Cristo.
Os símbolos religiosos fazem associação com a história da cidade de São Paulo - a fundação (nascimento),
a Revolução (sacrifício) e a ressurreição (publicação da Constituição de 1934).
No centro do Obelisco, há a escultura de Paulo Virgínio, o herói jacente que repousa em seu leito.
A ideia da escultura é de que o herói não está morto, mas apenas descansa, pronto para acordar
e lutar pelos paulistas e atirar de seu canhão a bala que dá forma ao salão.
O espaço conta, ainda, com uma câmara da reflexão, que se trata de um ambiente mais escuro,
cujo objetivo é levar o visitante a refletir sobre a morte.
“Esse monumento que entregamos, hoje, novamente à sociedade é um testamento da saga humana
em busca da justiça, paz e assentamento espiritual”, concluiu Grella
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