segunda-feira, 24 de abril de 2017

A PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA - POR ÁLVARO PEDREIRA DE CERQUEIRA.

 povo brasileiro (Norton Seng) / A privatização da telefonia

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Álvaro Pedreira de Cerqueira alvaropcerqueira@uol.com.br

16:43 (Há 23 horas)
para ArialdoFranciscoboanergesaguia.nortonsengjosealvaresvera_maria_nev.elisamaria_11sergiorcastroeledaltonmarmauolibgcfcacholasluciomaisadelane.pratesclovis.aticorozemarioarauj.iaciltonmiltonbertocorenal.coleheliocarneirom.joseplandimj.poliveiratanjajfaillacemiriamleitaoeconomia
Aí abaixo está mais um comentário perfeitamente marxista-gramsciano do comunista Arialdo Pacello, eivado de preconceitos ideológicos enfiados no cérebro dele pela lavagem cerebral que o imbecilizou, a partir dos anos 70 do século passado. E o estilo se parece com o do  “Bosta Rolada pelo Besouro”  (como ele diz que gosta de parodiar Roberto Campos), FJD Santana, igualmentecomunista.

Santana disse ontem que telefonia “não é infraestrutura” (de telecomunicações), e que a privatização apenas serviu para vender aparelhos telefônicos estrangeiros aos nossos patrícios. Como se os telefones não fossem apenas os terminais operacionais das telecomunicações, que, ligados às novas e abundantes linhas telefônicas antes existentes de forma muito escassa – impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil –, não conformassem a importante infraestrutura das telecomunicações, como se lê no II PND do governo Geisel, muito elogiado por Pacello.

Ambos, Pacello e Santana, são radicalmente contra  as privatizações e preferiam que o Brasil continuasse com as velhas e corporativistas estatais, inneficientes cabides de emprego, travando o nosso desenvolvimento econômico.

A crítica que eles fazem à sofreguidão com que o capital estrangeiro entrou nessa atividade no nosso País, através de grandes empresas multinacionais do ramo, era a pressa que a sociedade brasileira tinha de criar a suficiente infraestrutura de telecomunicações, travada (com freio de mão puxado), pelas velhas e ineficientes estatais.

O elevado número de reclamações dos usuários da telefonia fixa e celular se deve à velocidade com que o sistema (de telecomunicações) se instalou e desenvolveu, tendo de empregar uma multidão de funcionários a serem treinados em serviço, com as falhas e erros que tal pressa, naturalmente, haveria de acarretar. As altas tarifas cobradas se devem à forte demanda pelos serviços de telefonia, de uma sociedade há mais de meio século privada, quase por completo, de tais essenciais serviços.

Mas para os referidos comunistas e os outros, em geral, é preferível a alternativa, tão cara a eles, de não privatizar (Pacello disse abaixo que tal ideia lhe causa diarréia) e a sociedade continuar privada dos desejadíssimos e ultranecessários serviços de telefonia, principalmente móvel, por telefones celulares.

Era tal a ânsia dos brasileiros a ter acesso ao telefone (móvel de preferência, como disse acima), que as pessoas estavam dispostas a pagar o preço, mesmo através do cartão de crédito com juros de 450% ao ano, como disse Pacello em seu comentário abaixo. E oscomunistas, entre eles Pacello e Santana, nem desconfiam que esses juros estratosféricos se devem ao fato de no Brasil o Estado se meter em tudo, sendo o maior banqueiro do País, o que é remata estupidez.  E o Banco Central ainda obriga os bancos privados a manter parte substancial de seu capital em “depósito compulsório às ordens do mesmo BC”, como maneira de favorecer os bancos públicos, diminuindo a concorrência, bancos (públicos) que não deveriam existir, e que só sobrevivem por praticarem as altas taxas de juros que eles mesmo provocam, encobrindo sua baixíssima eficiência, pois são cabides de emprego público.

E a outra crítica de Pacello, de que nosso povo não sabe ler nem escrever, e usa o celular quase sem parar apenas para se divertir, em vez de pesquisar assuntos importantes do saber, não admite ele que o culpado disso é o Estado (leia-se ‘os muito numerosos e ultradispendiosos  burocratas corporativistas e os políticos corruptos’), não sobrando senão pequena fração dos elevados impostos arrecadados para investimentos em educação, saneamento básico (existente somente em metade dos municípios brasileiros, o que arruína a saúde dos habitantes da outra metade e os impede de se educarem), em segurança pública etc.

Álvaro P. de Cerqueira

De: Arialdo Pacello [mailto:aripacello@uol.com.br]
Enviada em: domingo, 23 de abril de 2017 11:05
Para: Francisco José Duarte de Santana; alvaropcerqueira@uol.com.br
Assunto: RE: O povo brasileiro (Norton Seng) / A privatização da telefonia


Essa história de dizer que a privatização da telefonia no Brasil, feita por FHC-Serra, na Privataria Tucana, trouxe “enormes” benefícios ao povo brasileiro é uma das coisas mais ridículas que o PSDB-DEM e seus asseclas neoliberais-privatizantes têm propagado.

Chega a me dar dor de barriga. Caganeira mesmo, quando ouço tais besteiras.

O que eu tenho visto, de realidade mesmo, é que a telefonia nacional foi colocada nas mãos de empresas particulares multinacionais, cujo único objetivo é o lucro sem medidas e sem controle. Cobram as tarifas mais caras do mundo. E são campeãs de reclamações no Procon, outro órgão ineficiente e inútil. E isso interessou muito às megaempresas mundiais fabricantes de IPHONEs, IPADs, IPODs, TABLETs e outros bichos.

A mídia mercenária também gostou muito: páginas e páginas de jornais, revistas e TVs são regiamente pagas por essas empresas (privatizadas) de telefonia – todas multinacionais gigantescas – para entorpecer e imbecilizar o povo brasileiro, cuja grande parte da população ainda não sabe ler nem escrever. E muitas vezes não tem sequer dinheiro para comer.

Mas a manipulação e a doutrinação foi imposta: o que vemos são jovens, crianças, gente de meia idade, idosos, balconistas, empregadas domésticas, visivelmente pobres assalariados, que vão para o trabalho em ônibus ou trens superlotados, todas as manhãs; andando pelas ruas de cabeça baixa, mas sem deixar de pinicar seus deslumbrantes e caros aparelhos, comprados a prestação, ou no cartão de crédito, com juros de 450% a.a.!

O pior não é isso: é que eles utilizam seus aparelhos, na maioria das vezes, para futilidades, para ver receitas de bolos, para futricas e comentários imbecis, enfim, para continuarem sendo distraídos e imbecillizados – que é o que interessa ao grande capital, e aos governos neoliberais.

Se, pelo menos, esse povo fosse orientado para utilizar esses magníficos recursos da informática para pesquisas, para estudos, para desenvolvimento cultural, para maior discernimento, para saírem da alienação a que se refere Karl Marx e Friedrich Engels, tudo bem, eu apoiaria.

Mas o que vejo é que tudo isso foi feito para perpetuar a alienação – pelo menos em grande parte do povo brasileiro, como em grande parte da população mundial.
E isso é triste! Mas os privatistas ainda se atrevem a utilizar como marketing!

Esse é o neoliberalismo-privatizante!

Arialdo Pacello

Mais uma vez o BRB APC - 64 desonra seu diploma de aluno do PESTALOZZI. 
 
Ele não sabe absolutamente o que é infraestrutura. Aumentar numero de telefones não significa absolutamente investir em infraestrutura. Significa abrir o mercado para as multinacionais venderem seus brinquedos e lixo eletrônico aos idiotas brasileiros criando empregos em seus países de origem. 
 
Seria investimento em infraestrutura se o Brasil fabricasse seus próprios satélites e os lançasse. 
 
Mas FHC fez o contrario, sucateou toda a infraestrutura de torres de transmissão montada pela ELETROBRAS, que ainda era útil, para favorecer os fabricantes de satélites e a NASA americanos. 
 
Na época houve essa polemica no ministério de comunicações. Abandonar as torres de Transmissão e sucatear a malha de transmissão terrestre seria uma temeridade pois nos deixaria estrategicamente totalmente dependentes de potencias estrangeiras. Mas para FHC e o BRB, APC -64, grandes vendilhões da pátria, isso não significa nada, eles são modernos.
 
Aprenda BRB APC - 64, aumentar numero de telefones não é investir em infraestrutura de comunicação. A infraestrutura está nos satélite ou nas malhas terrestres de Torres de Transmissão. Rasgue seu diploma do PESTALOZZI e se matricule de novo no primeiro ano primário.
 
Outro exemplo de infraestrutura: O sistema de transmissão e distribuição de energia. FHC conseguiu produzir o maior apagão de energia da historia do Brasil. Por que?
 
Porque optou por privatizar o sistema ao invés de investir no sistema. Malan cancelou os projetos de construir dois linhões que já estavam no cronograma da Eletrobras que interligariam o sistema Tucuruí e CHESF. Se tivessem sido feitos, dentro do prazo previsto,  não haveria apagão no Norte nem Nordeste e no Sudeste seria minimizado. 
 
Não foi construída nem uma nova hidrelétrica de porte. Pelo contrario, FHC adotou o uso de termelétricas, que é uma energia 3 vezes mais cara, alegando que a competição entre as empresas privadas de eletricidade é que as estimularia para investir. O Estado fica de fora.
 
Outro exemplo de infraestrutura: A malha rodoviária. FHC optou por privatizar ao invés de investir. Resultado, destruiu a malha rodoviária brasileira que leva aos altíssimos preços de frete para exportar a soja e outros, diminuindo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 
 
A famosa estrada do feijão da Bahia virou piada. Os criticos diziam: Deu gorgulho na Estrada do Feijão.

 

Em 22 de abril de 2017 15:11, Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br> escreveu:
Só o comunista e Bosta Rolada pelo Besouro Santanapode dizer que FHC destruiu a infraestrutura do País. O Brasil tinha ridículo número de telefones antes da privatização e após ela o número foi enormemente ampliado. Portanto, a infraestrutura foi, na realidade, construída.

De: Francisco José Duarte de Santana [mailto:franssuzer@gmail.com]
Enviada em: sábado, 22 de abril de 2017 14:15
Para: Álvaro Pedreira de Cerqueira
Assunto: Re: O povo brasileiro (Norton Seng)


Mas outra mentira do alucinado BRB APC - 64.
FHC recebeu o governo em janeiro de 1995 com uma divida de 65 bi, vendeu estatais num total de 82 bi e entregou o governo em janeiro  de 2003 com uma divida de 900 bi. O que ele fez com tanto dinheiro? Destruiu toda a infraestrutura do pais. desempregou pra valer e deixou o opais no 15º lugar no ranking do PIB.

Em 21 de abril de 2017 18:02, Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br> escreveu:
Sr. Boanerges,

Sou aposentado de empresas privadas e co-fundei o Instituto Liberal de Minas Gerais em 1987. Tivemos de fechá-lo em 1997 quando o ex-presidente FHC (comunistade carteirinha, como Arialdo Pacello) privatizou algumas estatais, apenas porque precisava de dinheiro para rolar a pesada dívida pública que herdou.

Os empresários que contribuíam para o IL-MG funcionar disseram que, privatizando, o Brasil já era neoliberal e não precisavam mais do Instituto Liberal. Mas..., deu Lulla na cabeça, depois. Tremendo erro de perspectiva dos ditos empresários.

De: Boanerges Aguiar Castro [mailto:boanergesaguiarcastro@gmail.com]
Enviada em: sexta-feira, 21 de abril de 2017 10:05
Assunto: Re: O povo brasileiro (Norton Seng)

Bem, Sr. Álvaro, se Norton é canhoto nacionalista, eu também sou. E sou também de direita, contanto que o capitalismo não tenha apenas uma mão, um braço, uma perna, daí seu desequilíbrio, o desequilíbrio da economia, o desequilíbrio da repartição da riqueza, que é produzida pelo capital e pelo trabalho. E olhe que sem capital o trabalho produz riqueza. O capital não existe sem o trabalho. 

E mais: o capital paga formadores de opinião como o Dr. Merval Pereira, seu colega Ricardo Noblat e sua colega Miriam Leitão para defendê-lo, como se ele fosse mais importante que o trabalho, como se os agiotas fossem mais importantes que o empreendedor e o trabalhador, como se os sonegadores de impostos merecessem ser chamados de empresários, como se o PCC, os bicheiros e as milícias fossem mais importantes que o povo que faz o batente todos os dias, acordando a partir das 4h da madrugada e indo pra cama depois de meia noite porque ligado na televisão para ver seu time jogar nesses horários por imposição do capital selvagem dos donos desses meios de comunicação e outros, eles mesmos vampiros que se alimentam de polpudas verbas publicitárias do BB, CEF, CORREIOS, PETROBRAS, do próprio governo, para fazer a cabeça de gente como você, Sr. Álvaro.

Não sei se você é empresário. No caso mais específico do Brasil, difícil será encontrar algum homem de negócios ("homme d'affaires", "business man", empresário etc.) que não tire pelo menos uma lasquinha no Estado. Se você é empregado de empresa particular, é inconcebível que você não perceba que seu patrão o explora enquanto você é jovem e cheios de ideias, usa-o como bem entende, abusa, depois o dispensa. Se você é funcionário público ou de empresa estatal, você não pode ser assim tão liberal. Se você é brasileiro, é mais inconcebível que você não perceba que o Brasil, pela dimensão das riquezas que este país possui, sempre foi cobiçado. Não é surpresa. Qualquer que seja a sua categoria, você já disse, e até com deboche, que se guia pelo finado Roberto Campos, que não era empresário mas fundou um banco que faliu, que sempre viveu e até fez patrimônio com os salários que lhe eram pagos pelo Estado. 

Bom 21 de abril para você, para você estudar um pouco de História do Brasil. A Norton Seng meus renovados parabéns. A Arialdo já dei muitos parabéns e dou mais um agora. Ambos podem lhe dar umas aulas sobre geopolítica, sem esquecer o professor Francisco Cacholas e Delane Prates. Você não tem nada a perder.

Bom trabalho.

Em 21 de abril de 2017 09:07, Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br> escreveu:
No artigo, Norton Seng, o autor, faz uma crítica feroz a Lulla e aoPT, PMDB, PSDB, PP e outros partidos, sem lhes mensionar os nomes. Mas no final, estraga tudo, pois é canhoto nacionalista, é contra a privatização dos perdulários mastodontes estatais, consumidores de impostos e corporativistas.

E é contra a modernização das estúpidas CLT e (in)Justiça do Trabalho, destruidoras de empregos e de empresas privadas. Lamentável!

De: Arialdo Pacello [mailto:aripacello@uol.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 20 de abril de 2017 22:19
Cc: taniajfaillace@gmail.com
Assunto: ENC: O povo brasileiro (Norton Seng)

Como achei muito interessante este artigo de meu amigo NORTON SENG (*), de Brasília, eu o estou repassando.

(*) NORTON SENG - Tomou posse no BB em 1965. Administrador de Empresas e Auditor Interno. Requisitado em 1986 para o Ministério da Fazenda. Requisitado em 1991 para o Ministério dos Esportes como Coordenador da Área Internacional do projeto “Brasília – Olimpíadas 2000”. Depois, foi Consultor no Ministério da Administração. Designado, em 1992, Chefe do Escritório do BB-Beijing (China), onde permaneceu por cerca de 12 anos. Aposentou-se após quase 37 anos de trabalho no BB. Como brasileiro especialista em assuntos chineses, destaca a qualidade da educação (naquele país) que deu ênfase no emprego de engenheiros na administração, o que tem viabilizado planejamento capaz de promover o emprego de centenas de milhões de pessoas em atividades de crescente conteúdo tecnológico. Fluente em inglês, com bom conhecimento de Francês, Espanhol e Chinês. Norton é espírita kardecista.

Arialdo Pacello



De: "norton seng" <nortonseng@gmail.com>
Enviada: 2017/04/20 21:49:35
Para: undisclosed-recipients@
Assunto: Fwd: O povo brasileiro (Norton Seng)
 
​O povo brasileiro

A cada dia é mais frequente ouvirmos, até mesmo, por parte de autoridades, que se consideram supremas, a descabida afirmação de que a degradação do cenário nacional só terá solução quando, e se, o povo reagir. Uma estultice de vez que é fato, recorrente, que os governantes brasileiros não ouvem o povo. Basta relembrar o plebiscito no qual a maioria votou contra o desarmamento. E o governo – ditatorialmente – além de não acatar a decisão popular, criou todos os obstáculos possíveis para impedir que o cidadão de bem pudesse ter uma arma em sua casa para a sua defesa pessoal e a de sua família. Como sempre foi. E, então, os assassinatos eram em número bem inferiores às assustadoras dezenas de milhares atuais, a cada ano.

Mas segundo os fatos o povo nunca foi ouvido nas decisões do governo. Nada obstante, ser chamado, sempre, para pagar os débitos bilionários decorrentes dos maus pagadores em sintonia concupiscente com os governantes. Fatos que se repetem ao longo das décadas e que atestam a impossibilidade de mudar esse cenário pois o país se encontra dominado, há muito, por uma quadrilha que se renova, se expande, e se encontra presente, por capilaridade, pelos vários estamentos do tecido nacional e pelo país afora.

E os fatos comprovam que não só as duas casas congressuais, mas também o judiciário e o executivo se encontram nas mãos ávidas de pessoas inescrupulosas. Trata-se assim de uma tarefa que requereria dezenas de anos de trabalho árduo, uns 60 anos (3 gerações), com maciços investimentos em educação; combate ferrenho à corrupção e à impunidade (endêmicas) que dominam, desde sempre, o Brasil, na busca de tentar mudar esse cenário de erosão. Por certo, uma tarefa hercúlea pois os governantes brasileiros sempre foram – historicamente -, submissos às imposições externas. Agora, mesmo, o governo, legal, segundo os fatos, se empenha em desfazer o que resta das relações de trabalho, seguridade e previdência, além de alienar o que resta dos ativos nacionais: alguns bancos estatais; as nossas terras com suas trilionárias riquezas minerais e parte considerável do pré-sal; do nióbio e das nossas águas minerais, entre outros ativos, e até mesmo, imagine!, a Base de Alcântara.

Portanto, como alguém pode ter a veleidade de esperar que o povo brasileiro, sob o comando arbitrário e inquisitorial de uma maioria de apátridas, tenha alguma condição de mudar esse cenário? Ademais, tudo de valor já se encontra na posse - mansa e pacífica -, dos 'investidores' estrangeiros. E, afinal de contas, os fatos e os dados macroeconômicos são imperiosos e incontestáveis, e falam por si sós!

Norton Seng
(BSB, 20.04.2017)


Álvaro Pedreira de Cerqueira alvaropcerqueira@uol.com.br

16:54 (Há 23 horas)
para Álvaro

Álvaro Pedreira de Cerqueira alvaropcerqueira@uol.com.br

05:51 (Há 10 horas)
para boanergesaderbalbacchib.antonioeliasso.papanegroEuclidesJoãoPachecoMarcosCNBBifhcJoséRobertoRobertoJacobLedaAirtonAdrianoSilvioSilvioBarrosPi.SilvioBPinheiroSindicatoSindicatoDiretoriaHelberthHélio
Olhe aí abaixo, Sr. Arialdo Pacello, comunista metido a sabichão. Que bela lição lhe deu o especialista, este sim!, Sr. Raimundo Aben Athar, cujos alunos lhe dariam ZERO em contabilidade bancária, segundo ele escreveu. Ele confirmou o que eu disse a respeito da desleal concorrência dos bancos públicos, que têm o privilégio de contar com os depósitos de órgãos públicos e empresas estatais, que são obrigatoriamente feitos no Banco do Brasil e isso é uma enorme vantagem copmpetitiva para os bancos públicos, que contam com esses depósitos sem custo e os podem emprestar cobrando as altas taxas de juros praticadas no Brasil doente, com a doença do gigantismo estatal.

Sou formado em administração pela FGV-SP (1962), mas sempre trabalhei como executivo em empresas privadas nacionais e multinacionais, exclusivamente nas áreas de vendas, de marketing e comunicações, como vendedor, inicialmente, e mais tarde como gerente-geral desses  departamentos, e jamais na área financeira, razão do meu fraco adestramento nessa última área.

Álvaro P. de Cerqueira

De: RAIMUNDO ABEN ATHAR [mailto:raimundoathar@globo.com]
Enviada em: domingo, 23 de abril de 2017 23:57
Para: 'Arialdo Pacello'; 'Álvaro Pedreira de Cerqueira'; franssuzer@gmail.com
om
Assunto: RES: RES: O povo brasileiro (Norton Seng) / A privatização da telefonia

Ah! Sr. Arialdo, nunca vi tanta arrogância, para escrever tanta bobagem sobre um assunto que, vê-se, o senhor não conhece. Pesquise mais, por favor:

1)    Não há depósitos compulsórios, há “recolhimentos compulsórios” sobre RECURSOS À VISTA (Até  a arrecadação de tributos entra aqui), RECURSOS A PRAZO, DIRECIONAMENTO DOS DEPÓSITOS DE POUPANÇA (ENCAIXE OBRIGATÓRIO), DIRECIONAMENTO DE MICROFINANÇAS E OUTROS COM ALÍQUOTAS ZERO ATUALMENTE;
2)    O capital total à disposição da empresa é chamado de Ativo e é formado por dois capitais, a saber: o capital de terceiros, chamado de passivo exigível e o capital próprio, chamado de patrimônio líquido, tudo derivado da equação fundamental da Contabilidade: AT  =  PE  + PL  ou se preferir: AT – PE = PL, ou ainda Capital total à disposição  =  Capital de Terceiros  + Capital Próprio.
3)    O Sr. Alvaro quis dizer que os depósitos de governo, no banco do governo está isento de recolhimentos compulsórios. Assim, por exemplo, no BB, todas as contas de depósitos à vista do governo federal estão isentas de recolhimentos compulsórios e era sim um baita incentivo aos bancos públicos. Quase 15% dos depósitos à vista do BB derivam de contas governamentais. Não é pouca coisa.
4)    Capital próprio é patrimônio líquido, não é Ativo, dos bancos e de qualquer empresa, Ativos são os bens e direitos adquiridos com os capitais de terceiros e próprios, ou seja, os investimentos, o capital à disposição para se obter receitas e pagar a quem “financiou” a empresa;
5)    Meus alunos também lhe dariam ZERO e iriam ZOMBAR da arrogância do senhor.

Raimundo Aben Athar

De: Arialdo Pacello [mailto:aripacello@uol.com.br]
Enviada em: domingo, 23 de abril de 2017 22:21
Para: Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br>; franssuzer@gmail.com
Cc: boanergesaguiarcastro@gmail.comnortonseng@gmail.comjosealvares@hotmail.com;vera_maria_neves@hotmail.comelisamaria_11@hotmail.comsergiorcastro@gmail.comeledalton@uol.com.br;marmauoli@gmail.combgcf@globo.comcacholas@uol.com.brluciomaisa@terra.com.brdelane.prates@oi.com.br;clovis.atico@gmail.comrozemarioaraujosouza@gmail.comiacilton@gmail.commiltonbertoco@gmail.com;renal.cole@uol.com.brheliocarneiromoreira@gmail.comjoseplandim@yahoo.com.brj.poliveira@hotmail.com;tanjajfaillace@gmail.commiriamleitao@oglobo.com.breconomia@oglobo.com.brgeorgia@conversaafiada.com.br;george.vidor@globo.comsardenberg@cbn.com.brarnaldo@oglobo.com.brcacad1940@gmail.compaulofdc@gmail.com;paulonbjr@hotmail.comnoblat@oglobo.com.brmoreno@bsb.oglobo.com.brrenan.calheiros@senador.leg.br;lucia.vania@senadora.leg.brkatia.abreu@senadora.leg.brdep.paulopereiradasilva@camara.leg.br;dep.vicentinho@camara.leg.brantonio_morales@uol.com.brbabyabrao@gmail.comcfocus@uol.com.br;elyeser@uol.com.brcacholas@uol.com.brclovis.atico@gmail.comfernando.56.campos@gmail.com;fernando.batalha@uol.com.brmiltonbertoco@gmail.commarmauoli@gmail.compousopoesia@gmail.com;sbpinheiro@sapo.ptsilvio202@bol.com.brtresse.es@gmail.compoesilas@terra.com.brnortonseng@gmail.com;valdirfiorini@gmail.comfranssuzer@gmail.comelpescador2@hotmail.comffernandobbenevides@hotmail.com;iacilton@gmail.cominiroifotrebor@gmail.comrenal.cole@uol.com.bridacil@terra.com.brantonioluiz1941@hotmail.com;carjope@gmail.comcelsoaguiar@ymail.comg.tmelo@uol.com.brgefersonal@gmail.comgboehme@uol.com.br;hamiltonsilva1946@gmail.comhelioalmeidarocha@gmail.comcapadocialis@gmail.comluiz.padilla@gmail.com;rocha.pp1@terra.com.brmauriciorodsouza@globo.comb2miguel@gmail.commoysestomaz@gmail.com;pmlustoz@gmail.complimagno@terra.com.brraimundoathar@globo.comironwood@terra.com.br;isdeaero@yahoo.com.brtaniajfaillace@gmail.comffernandobbenevides@hotmail.com
Assunto: RE: RES: O povo brasileiro (Norton Seng) / A privatização da telefonia


O co-fundador do Clube Liberal (rançoso) de MGÁlvaro Pedreira de Cerqueira continua falando sobre uma variedade de temas sobre os quais demonstra completo desconhecimento.

Hoje, vamos abordar apenas duas leviandades de Álvaro:

(1)- Depósitos compulsórios – Álvaro já disse, um dia, ter estudado Administração na FGV, se não estou enganado. Mas acho que estou enganado. Ou então ele fez o curso e não aprendeu sequer as coisas básicas. Dizer, como disse Álvaro: “...E o Banco Central ainda obriga os bancos privados a manter parte substancial de seu capital em “depósito compulsório às ordens do mesmo BC”, como maneira de favorecer os bancos públicos, diminuindo a concorrência...” – francamente, meus alunos que, durante mais de 15 anos, dezenas de turmas, inclusive no Anglo, tiveram aulas sobre o Conselho Monetário Nacional, a estrutura do Sistema Financeiro Nacionalas competências do  BC, os Bancos Comerciais, o Incremento do Volume dos Meios de Pagamento, o Controle Monetário e o Combate à Inflação, os bancos comerciais, de investimentos, os bancos públicos (BNDES, BB, CAIXA)... – francamente, iriam ridicularizar o Administrador Álvaro pelas bobagens que falou.

Em primeiro lugarÁlvaro (pobre FGV!), “o BC [não] obriga os bancos privados a manter parte substancial de seu capital em depósito compulsório”. Explicação pedagógica: o depósito compulsório exigido pelo BC não recai sobre o capital dos bancos. Ele incide apenas sobre depósitos, especialmente depósitos à vista (que é um passivo dos bancos). (Mas parece que Álvaro não sabe qual a diferença entre ativo (Capital) e passivo (Depósitos)). O objetivo, portanto, é evitar a expansão descontrolada da moeda escritural. (Sei que você também não sabe o que é isso, mas não posso explicar agora porque a “aula” ficaria muito extensa.)

Em segundo lugar, a obrigatoriedade do depósito compulsório não recai sobre os depósitos à vista apenas dos bancos particulares, mas também dos estatais, vez que todos são criadores de moeda escritural.

Em terceiro lugar – aqui sua estupidez e ignorância atingiu os píncaros: Como o depósito compulsório é determinado em iguais condições para bancos privados e públicos, jamais o BC estaria favorecendo os bancos públicos em detrimento dos privados. O único objetivo é frear a expansão da moeda escritural, e não diminuir a concorrência e favorecer os bancos públicos, como, absurdamente, você disse.

Em quarto lugarÁlvaro não tem a menor noção da disparidade entre o capital próprio (ativo) de um banco e o volume de seus depósitos (passivo).

Para um aluno da FVG, que disse ter sido; para um cidadão que enaltece Hayek e critica Keynes, como faz diariamente; para um propagador do liberalismo clássico e do neoliberalismo, e crítico do socialismo e do comunismo – só faltava mesmo, agora, essa ignorância demonstrada sobre os depósitos compulsórios. Por aí se pode ver, se Álvaro sabe alguma coisa de Economia, e se podemos acreditar no que ele fala.

Os meus alunos lhe dariam nota ZERO! E iriam zombar de sua arrogância.

(2)- Gramsci – Álvaro refere-se a Gramsci e ao gramcismo como se ele soubesse o que é isso. Tenho certeza de que Álvaro jamais leu uma obra sequer de Gramsci. Apenas ouviu falar dele nas conversas rançosas de seu Clube Liberal de MGGramsci é considerado um grande pensador e um filósofo respeitado. Um de seus pensamentos fundamentais é que ele via o Estado, nas sociedades ocidentais, como um instrumento para a conservação do poder dos poderosos contra os oprimidos. Por isso, foi encarcerado pelo regime fascista do ditador Mussolini. E foi no cárcere que ele ficou por mais de 20 anos, até adoecer, e logo depois, morrer. E ironicamente, foi no cárcere que ele escreveu boa parte de suas grandes obras – Cadernos do Cárcere – com quase 3.000 páginas.

Pergunte a Mussolini por que ele mandou prender Gramsci. Pergunte a Mussolini, o ditador fascista, de qual crime ele acusou Gramsci para prendê-lo.

Mas tenho com Gramsci alguma identificação: Uma delas é que minha ascendência paterna é da Calábria, assim como a dele. (Já a minha ascendência materna é da Lombardia (mantovanos), do Norte da Itália.). A outra é que que vejo, como ele, que a maioria dos Estados ocidentais, de modo geral, estão a serviço dos poderosos (atualmente, quem manda é o sistema financeiro internacional). Outra identidade que tenho com ele, ainda, é que “O poder que as classes dominantes exercem sobre o proletariado é garantido fundamentalmente pela "hegemonia" cultural que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do sistema educacional, das instituições religiosas e dos meios de comunicação.” Só faço uma ressalva: excluo dessa lista as instituições religiosas. Mas concordo com Gramsci que à época em que ele viveu e escreveu ele tinha razão inclusive neste ponto. Foi exatamente este fato que levou Marx e Engels a dizerem que a “religião é o ópio do povo”. Mas a falha de Marx, Engels e Gramsci, neste quesito, foi restringir seus estudos apenas a um tempo, embora esse tempo tenha sido longo. Mas nunca foi unânime.

Se eles analisassem o cristianismo primitivo, desde São João Batista; olhassem as Encíclicas Sociais da Igreja; olhassem os mártires que foram perseguidos e decapitados, ao longo dos séculos, por defender os oprimidos; pudessem ver hoje as homilias e as encíclicas do Papa Francisco, certamente eles fariam alguns reparos nas suas ideias e as suas obras.

A propósito, vejam que coincidência: A Primeira Leitura da missa dominical de hoje, extraída dos Atos dos Apóstolos  tem o seguinte trecho:
“...Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir os ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão, nas orações...Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um...” (At 2, 42-47)

Onde se pode encontrar um traço sequer do liberalismo clássico e do neoliberalismo neste texto bíblico?
Uma boa noite a todos. E uma ótima semana.

Arialdo Pacello

 


De: "Álvaro Pedreira de Cerqueira" <alvaropcerqueira@uol.com.br>
Enviada: 2017/04/23 16:47:00
Para: aripacello@uol.com.brfranssuzer@gmail.com
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Assunto: RES: O povo brasileiro (Norton Seng) / A privatização da telefonia
 

Francisco José Duarte de Santana franssuzer@gmail.com

08:07 (Há 7 horas)
para ÁlvaroArialdoeledaltonDaniel[Política][Política]antonioBabyCésarElycacholasClovisFernandoBATALHAJoséMarcosSilvioPinheiropapanegrosilvio202EuzebioPoetaBBN01-01ValdirkGeraldofernando
És incorrigível. Continuas gozando com o pau dos outros 

Euzebio Tresse tresse.es@gmail.com

10:53 (Há 5 horas)
para FranciscoÁlvaroArialdoeledaltonDaniel[Política][Política]antonioBabyCésarElycacholasClovisFernandoBATALHAJoséMarcosSilvioPinheiropapanegrosilvio202PoetaBBN01-01ValdirkGeraldofernando
Não gosto do conceito de Estado Empresário, a não ser na área social.

Arialdo Pacello aripacello@uol.com.br

11:29 (Há 4 horas)
para franssuzeralvaropcerquei.eledaltonboanergesboanergesaguia.aderbalbacchib.antonioeliasso.babyabraocfocuselyesercacholasclovis.aticofernando.56.ca.fernando.batal.miltonbertocomarmauolisbpinheiropapanegrosilvio202tresse.espoesilasnortonsengvaldirfiorinielpescador2ffernandobbene.
Tempos atrás, eu já alertei o professor Raimundo Aben Atar para que ele estudasse e pesquisasse melhor, antes de ter a pretensão de passar-me lições. (À época, ele quis dar-me lições sobre Análise de Balanços, como ele faz aos seus alunos no Rio. Eu lhe expliquei que, mais que dar explicações em salas de aula, eu já havia analisado milhares de balanços, desde pequenas empresas até poderosas e gigantescas empresas nacionais e multinacionais, com o fim de se estipular limites de crédito. Também já havia feito perícias contábeis nessas empresas. À época eu trabalhava em agências do BB em São Paulo, Capital, e em cidades da Grande São Paulo, onde se concentram as maiores indústrias do País. Só depois de anos de prática, e vivendo a vida real, eu fui lecionar a matéria num Colégio Técnico). Mas não adiantou nada minha recomendação: ele continua precipitado, pretensioso e superficial, como sempre.

Agora, depois de algum tempo de silêncio, ele volta a querer dar-me lições. E a primeira coisa que ele afirma, com emoção e arrogância (vejam o item 1 de seu e-mail que respondo) é que Não há depósitos compulsórios, há “recolhimentos compulsórios”E o professor ainda mandou: “Ah! Sr. Arialdo, nunca vi tanta arrogância, para escrever tanta bobagem sobre um assunto que, vê-se, o senhor não conhece. Pesquise mais, por favor.”

Álvaro P. Cerqueira, logo depois das explicações que lhe dei, pediu desculpas pelo seu erro, alegando que já tem 84 anos, e que já era tarde da noite, quando escrevera coisas equivocadas. Achei um gesto de grandeza de sua parte. Mas, logo em seguida, o prof. Atar voltou a confundir a cabeça de Álvaro, com sua pretensa lição que quis me passar. E Álvaro voltou a pensar que estava certo, e enviou efusivos agradecimentos ao prof. Atar.

Eu não estou muito longe da idade de Álvaro. Tenho 75, e trabalho desde os 9 anos, sem jamais ter parado. E sempre estudei à noite, e aos domingos. Só nos últimos anos é que ando estudando também de dia. Graças a Deus, ainda tenho muita disposição e ânimo. Mas quando estou muito cansado, vou dormir. Todos nós corremos o risco de falar “bobagens” até mesmo quando estamos lúcidos e descansados; imaginem o que pode acontecer quando estamos sonolentos!

Mas voltemos à “lição” do professor Atar: -- Não há depósitos compulsórios, há “recolhimentos compulsórios... Ah! Sr. Arialdo, nunca vi tanta arrogância, para escrever tanta bobagem sobre um assunto que, vê-se, o senhor não conhece. Pesquise mais, por favor.”

Muito bem, professor Atar. Não sei qual a sua idade, e não sei se também o senhor estava cansado e sonolento quando escreveu a sentença. Para mim, o senhor consultou o primeiro site do BC que lhe apareceu, e viu ali o título de “Recolhimentos compulsórios, encaixe e direcionamentos obrigatórios”. – E deve ter exclamado: -- Eureka! Descobri que Arialdo está errado. Que Arialdo é arrogante e só fala bobagem!

Pois é, professor. Se o senhor tivesse continuado suas pesquisas, pelos próprios links do Banco Central do Brasil, teria encontrado outra página, esta com o título de “Depósitos Compulsórios”.

Como não o fez, fiz pelo senhor, e aqui está ela, como brinde para o senhor e para “seus alunos que me dariam zero”:


Um resumo dela:
Banco Central do Brasil – Série perguntas mais frequentes

“Depósitos Compulsórios
O que são e para que servem os depósitos compulsórios.

Os depósitos compulsórios são recolhimentos obrigatórios de recursos que as instituições financeiras fazem no Banco Central do Brasil (BCB)

São considerados instrumentos de política monetária, mas são utilizados também como instrumentos de preservação da estabilidade financeira.

Os depósitos compulsórios produzem os seguintes efeitos sobre as condições monetárias:

·         influenciam o multiplicador monetário, ampliando ou reduzindo o volume de recursos que os bancos podem transformar em crédito para a economia e, dessa forma, controlam a expansão dos agregados monetários;
·         levam a demanda previsível por reservas bancárias, o que assegura mais eficiência ao Banco Central em sua atuação no mercado monetário;

No Brasil, os percentuais de recolhimento do depósito compulsório têm sido definidos pelo Banco Central com o intuito de preservar a estabilidade e a solidez do Sistema Financeiro Nacional, permitindo crescimento sustentado do crédito.

Os efeitos dos recolhimentos compulsórios são considerados pelo Copom, ao proceder às decisões de política monetária.

4. Quantas modalidades de compulsórios existem e quais são suas principais características?

Atualmente, estão em vigor as seguintes modalidades de depósitos compulsórios:

·         Recolhimento Compulsório sobre recursos à Vista;
·         Recolhimento Compulsório sobre recursos a Prazo;
·         Encaixe obrigatório sobre recursos de depósitos de Poupança;
·         Recolhimento Compulsório sobre Recursos de Depósitos e Garantias realizadas; e
·         Exigibilidade adicional sobre Depósitos (recursos a prazo e depósitos de poupança).

10. Qual o objetivo da remuneração dos depósitos compulsórios e qual é a proporção de depósitos compulsórios remunerados?

A remuneração dos depósitos compulsórios reduz o custo de captação dos bancos, implicando menores taxas de juros cobradas nas operações ativas (operações de crédito).

Atualmente, são remunerados os Recolhimentos Compulsórios sobre Recursos a Prazo, sobre Depósitos de Poupança e a Exigibilidade Adicional sobre Depósitos. Aqueles incidentes sobre Recursos à Vista não fazem jus à remuneração já que as instituições financeiras também não remuneram essa forma de depósito. Os recolhimentos sobre Garantias Realizadas também não fazem jus à remuneração...”

Uma boa semana a todos. E, aos professores, boas aulas.

Arialdo Pacello

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