O NOBEL BRASILEIRO
Escrevo estas mal
digitadas linhas para dizer que “podemos todas as coisas em Cristo que nos
fortalece...” (Filipenses 4:13). Por Isaac Carreiro Filho
“O Prêmio Nobel é uma
das mais prestigiadas premiações do mundo. Todos os anos, pessoas que fizeram
pesquisas de grande valor para o bem do ser humano em diversas áreas, como
Química, Física, Medicina, Literatura, Economia e Paz, são escolhidas e
premiadas. A vontade foi do
inventor sueco Alfred Nobel que
estabeleceu os
prêmios em 1895. Entre 1901 e 2012, os prêmios Nobel foram laureados 555 vezes
a 856 pessoas e organizações. Com os poucos que receberem mais de uma vez o
Prêmio, o total vai para 835 indivíduos (791 homens e 44 mulheres) e 21
organizações... O Prêmio Nobel da Paz é entregue em Oslo,
na Noruega, enquanto os outros prêmios são
concedidos em Estocolmo, na Suécia. O Prêmio Nobel é amplamente
considerado como o mais prestigioso prêmio disponível nos campos da literatura,
medicina, física, química e paz (...).” (Texto adaptado de wikipedia).
Medalha do Prêmio
Nobel
A
escolha dos vencedores é feita por sugestão dos acadêmicos e intelectuais do
mundo inteiro diretamente às entidades julgadoras. Cada categoria é avaliada por uma entidade
específica. A Fundação Nobel é responsável por administrar e fiscalizar.
Desde o “Terra à vista” de Cabral até o
“Corrupção à Vista” de Moro, nunca se viu um Prêmio Nobel sequer concedido a um
brasileiro. A ignorância é um desrespeito a todo mundo, tanto que os
compatriotas não aprenderam ainda que o povo perece por falta de conhecimento. Decididamente,
a ignorância não é uma virtude. Este articulista pode afirmar sem medo de
errar, como professor particular, que as pessoas ainda preferem cuidar da
aparência, da forma, em detrimento do conteúdo. O atalho é saber, sempre com
Deus no coração, desvendar os caminhos da Ciência e da Tecnologia, enveredar
pelo Raciocínio Lógico e saber escrever razoavelmente. “Aprender a escrever é
aprender a pensar.” (Saramago). Por outro lado, parece que o País cisma em se
nivelar por baixo, tentando massificar, dividir, socializar, politizar as
questões, ao invés de olhar com bons olhos a meritocracia. Olha o absurdo a que
se chegou a questão de cota para tudo quanto é coisa, sem falar no desprestígio
do culto aos símbolos nacionais, ministrado antigamente na Educação Moral e
Cívica do Fundamental e a OSPB (Organização Social e Política Brasileira), do
Ensino Médio e Superior. Ao não se atacar devidamente a questão socioeconômica
e cívica, dificilmente o País conseguirá alcançar os seus objetivos nacionais.
Pequenas
ações podem fazer uma grande diferença na comunidade onde se vive. Na década de 60, prestei Trabalho Voluntário
no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização). Em 1982 recebi o Diploma de
Reconhecimento aos valiosos préstimos à ANVFEB (Associação Nacional dos
Veteranos da Força Expedicionária Brasileira), pelo trabalho de divulgação da
epopeia da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália por meio de palestras
em colégios e venda de livros sobre a 2ª Guerra Mundial.
Como
Oficial de Comunicações, qualificado pela Escola de Comunicações do Exército,
venci todos os campeonatos de Comunicações, nível Brigada, de que participei de
1986 a 1991: duas vezes em Praia Grande, duas vezes em Uruguaiana e uma vez em
Santa Maria, ficando os quartéis com o troféu definitivo. Considerei todas
aquelas equipes que chefiei como de alto desempenho. Em Uruguaiana, tive a
iniciativa de reformar uma pracinha por meios próprios no sistema de mutirão
comunitário.
Recebi, em 1994, em 1995, pela segunda
vez consecutiva, o prêmio Anual de Eficiência do Sistema FHE/POUPEX (Fundação
Habitacional do Exército/Poupança do Exército), por ter sido o representante
que mais se destacou em toda a Amazônia. O dinheiro recebido dos prêmios reverti
em material desportivo para ser usado pelos militares do 8º Batalhão de
Infantaria de Selva e pelos pelotões especiais de fronteira.
Em
1996 este articulista recebeu uma Moção de Louvor e Congratulações da Câmara
Municipal de Vereadores de Tabatinga, Amazonas, pela doação de uma grande
quantidade de livros e revistas que foram repassados para a Escola Estadual
Marechal Rondon, beneficiando milhares de crianças, jovens e adultos daquele
município. Prestei Trabalho Voluntário na Cruz Vermelha Brasileira, AM
(1994-1996).
No entanto, hodiernamente, as
autoridades governamentais não vêm se esforçando devidamente para gerar
oportunidades como, por exemplo, concursos literários e educacionais, visando
levantar possíveis soluções em diversas áreas de atividade e galardoar os
vencedores: aproveitamento elétrico dos relâmpagos; reciclagem dos cabelos
humanos; participação comunitária; transformação de regiões desérticas
brasileiras em vários kibutz, uma forma de coletividade comunitária israelita; aperfeiçoamento
do sistema penitenciário; redução drástica das taxas de juro abusivas. A
colocação em prática de ideias brilhantes é uma das razões pelas quais os
brasileiros têm aplaudido estrangeiros por alcançarem prêmios internacionais
como o Nobel. Se as autoridades que teriam o dever de ofício em desafiar e
premiar não o faz, quem iria desafiar e premiar a nossa gente? E como fica a
iniciativa privada? Na real, pesquisa revela que a maioria dos brasileiros
não recebe estímulos para a leitura na infância. Então, tem relevância estimular
nossas crianças para o hábito da leitura.
Para o aperfeiçoamento pessoal sugiro:
LIDERANÇA PARA O SUCESSO, de John Adair, Nobel; A LIDERANÇA DO FUTURO, Randal
P. White, Philip Hodgson & Stuart Crainer, Nobel; O CLIENTE, CAPITAL DA
EMPRESA, Jay Curry & Ludovic Stora, Nobel; A EMPRESA DO SÉCULO XXI, Warren
Bennis e Michael Misch, Nobel; COMPETÊNCIAS & DESEMPENHO ORGANIZACIONAL,
Bruno Henrique Rocha Fernandes, Saraiva. Outra dica: compre livros da Academia
Santa Mariense de Letras.
Um dos problemas brasileiros é achar
que não pode conquistar nada, não é capaz disso e daquilo, ter baixa autoestima
e pouca capacidade de auto-realização. A propósito, Maslow (1954 apud
CHIAVENATO, 1994, p.103) acreditava que o ser humano possui um impulso
evolutivo de auto-realização, estando sua conduta orientada no sentido de
buscar primeiro a satisfação das necessidades de nível inferior para, em
seguida, passar às de nível superior, conforme apresenta a figura a seguir:
FONTE: GODOY, 2009
A organização Médicos Sem Fronteiras
conseguiu o Prêmio Nobel da Paz em 1999. Que tal se toda a população de Camobi pudesse
ajudar, acessando msf.org.br ou ligando para 0800 941 008? O que falar de ajudar
a Fundação ABRINQ, organização sem fins
lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da
cidadania de crianças e adolescentes? (www.doeagora.org.br). Dessa
forma, poderia concorrer a uma fictícia premiação a um Nobel de Solidariedade. É
sempre bom lembrar que todos gostam de ser reconhecidos pelo bem que fazem a
outrem.
Quando da ocasião da tragédia da Boate
Kiss, em Santa Maria, RS – só Deus sabe quem foram os culpados e qual será o
desfecho judicial. Que prevaleça o Fumus boni iuris sem
perder de vista o Periculum in mora -, estava de
férias com meus sogros em Camobi e pude testemunhar a solidariedade do povo
gaúcho, mesmo num momento de comoção como aquele. A minha enteada (filha mais
velha), Fisioterapeuta e Especialista em Dermatofuncional, estava de plantão no
hospital e permaneceu humanitariamente três dias seguidos atendendo as vítimas
que não paravam de chegar. Agradeço ao
fato de você, filha, sempre estar grata por eu ter-lhe proporcionado educação e
ensinado a ter força de vontade e persistência.
Do que foi exposto no presente artigo,
resta evidente que o primeiro Prêmio Nobel Brasileiro deverá ser mesmo na área
da solidariedade. Outra sugestão, a quem interessar possa, seria a indicação ao
Prêmio Nobel da Paz 2017 ao juiz Sérgio Fernando Moro e à Força-Tarefa da Lava Jato
pelo competente trabalho de combate à corrupção no Brasil que pode levar à tão
sonhada paz social. “Ele é muito preparado, é um juiz sério, honesto, muito
trabalhador, conhecedor a fundo das questões criminais do Brasil e um juiz que
está prestando um grande serviço ao Brasil com a Lava jato” (Roberto Veloso,
presidente da Ajufe. Gazeta do Povo, PR, 25 Jan 2017).
SOMOS
TODOS CHAPE - Acerca
da tragédia anunciada do avião do time da Chapecoense próximo ao aeroporto de Medellín,
ocorrido no apagar das luzes de 2016 pode-se fazer algumas reflexões e tirar
alguns ensinamentos. Será comum um avião
ser abastecido no limite da sua autonomia? Porque utilizar companhia aérea
condenada ou suspeita de ilícitos? Porque não se respeitar as regras básicas
para o voo? A última palavra do piloto foi “Jesus!” Embora Deus esteja no
controle de todas as coisas é necessário que o ser humano procure fazer a sua
parte da melhor maneira possível. Apesar dos pesares, o que se destacou foi a
solidariedade do povo colombiano e demais manifestações de apoio aos familiares
e torcedores do time catarinense, muito explorado pela mídia no noticiário.
Retribuamos, pois, a solidariedade do povo colombiano e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) por ter declarado a Chapecoense campeã
da Copa Sul-Americana 2016.
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