Batalha do Riachuelo - Dr. Agamenon
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1 de jul (Há 1 dia)
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---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Luiz Giorgis
Data: 12 de junho de 2018 14:55
Assunto: Batalha do Riachuelo - Dr. Agamenon
Para:
De: Luiz Giorgis
Data: 12 de junho de 2018 14:55
Assunto: Batalha do Riachuelo - Dr. Agamenon
Para:
REPASSO INTERESSANTE TEXTO DO Dr. AGAMENON VLADIMIR SILVA SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA INFANTARIA EMBARCADA DO EXÉRCITO NA NOSSA ESQUADRA NA BATALHA DO RIACHUELO. ABRAÇOS A TODOS. CAMINHA.
O E X É R C I T O N A B A T A L H A
D O R I A C H U E L O
Cooperação da Marinha com o Exército E VICE-VERSA
Comemora-se este ano o 153º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, travada em 11 de junho de 1865, entre a Armada do Império Brasileiro e as forças da República do Paraguai. Trata-se de um fato que sempre deve ser considerado e cultuado, quando passa o dia comemorativo da sua ocorrência. O renhido encontro, onde com indômita bravura as armas do Brasil colheram os louros da vitória, quando a Nação tinha a perspectiva de uma guerra difícil e prolongada. Por incrível que pareça houve no tempo do Império quem se opusesse ao acréscimo nos quadros da tropa de primeira linha e que não se abalasse em declarar na Câmara dos Deputados, a 18 de março e a 8 de junho de 1864, conforme cita o Visconde de Ouro Preto, “que daria graças a Providência se visse arder o último navio da esquadra brasileira“!
Por não ter permitido a passagem das tropas paraguaias foi vítima destas a Confederação Argentina cujas forças, sob comando de Estigarribia, logo após invadiriam o Rio Grande do Sul. Como tinham sido preparadas as forças de Lopez para uma ofensiva rápida, logo dominaram a Província de Corrientes, enquanto os poucos navios brasileiros de Gomensoro, su-biam o rio Paraná para auxiliar a tropa argentina. Eram oito somente os navios brasileiros os quais, em Goia, foram pas-sados ao comando do almirante Manoel Barroso da Silva.
Foram inestimáveis os serviços prestados pela esquadra ao exército em operações sob o comando do general Paunero, já em fins de maio de 1865. Os navios brasileiros retiraram-se para o Rincão de Soto e seguiram para a desem-bocadura do Riachuelo e Corrientes, margem direita do rio Paraná, defronte à localidade denominada Coluna.
O recuo das forças aliadas levou o autocrata à concepção do ataque a Riachuelo, operação decisiva para a ofensiva dos Exércitos Paraguaios, mais numerosos e aparelhados, conhecedores do território. Ataque que colocava os aliados em situação difícil: 80 mil homens, 500 canhões e 23 vapores fluviais de Lopez contra 18.200 homens e 16 navios da Tríplice Aliança.
A 30 de abril parte de Buenos Aires a fragata Amazonas, com a insígnia do Chefe-de Divisão Francisco Manoel Barro-so. Acha-se a bordo o Cel Guilherme Bruce, comandante da Brigada do Exército, que seria distribuída pelos navios. Na or-ganização da 9ª Brigada, incorporado, estava o 9º Batalhão de Infantaria, que chegara antes de Pernambuco, e mais o Corpo Policial da Província do Rio de Janeiro. Esses foram os elementos que a constituíram, sob o comando do Tenente Coronel do 9º Batalhão José da Silva Guimarães.
Em 27 de abril de 1865, a 9ª Brigada embarcou nos navios da esquadra, encontrando já embarcados, o 1º Batalhão de Infantaria vindo do Pará, sob o comando do Major Francisco Maria dos Guimarães Peixoto, e também, o 1º Batalhão de Artilharia, totalizando os efetivos, reunidos aos da Brigada, 1.430 homens entre oficiais e praças.
Já havia partido de Buenos Aires a 5 de abril de 1865, a 3ª Divisão da Esquadra, com o fim de bloquear o rio Paraguai nas Três Bocas. Essa divisão era composta da corveta Jequetinhonha e das canhoneiras Araguari, Ipiranga e Iguatemi, sob o co-mando do capitão de mar e guerra José Secundino de Gomensoro.
A organização definitiva da força naval, assim como a distribuição da tropa do exército pelos navios, somente se realizou quando houve a junção da divisão de Gomensoro com a de Barroso, em 2 de maio de 1865, em Bela Vista.
As ordens de Lopez à sua esquadra eram: surtir em cima dos brasileiros ao romper do dia, passar ao largo por eles e volver em seguida; cada vapor paraguaio devia colocar-se ao lado de um brasileiro, descarregando toda a bateria e também da chata do seu reboque, saltar para abordagem, e então, assenhorear-se dos navios!
Mas assim não aconteceu, porque um dos navios paraguaios, o Iberá, teve partido a sua hélice nas Três Bocas, o que atrasou e desconcertou toda operação, que foi realizada em dia claro, às oito horas da manhã.
São por demais conhecidos os pormenores do combate, e a batalha somente findou à noite com a vitória das armas brasileiras; por toda a parte a luta foi sangrenta e os nossos marinheiros e soldados lutaram bravamente.
O procedimento da brigada Bruce demonstrou integralmente a abnegação e o denodo dos nossos heroicos marujos. Quando da abordagem do Parnaíba, sob o comando do Cmt Capitão Tenente Aurélio Garcindo Fernandes de Sá, este disse, após, em sua parte,
“toda a guarnição defendeu a abordagem, inclusive a primeira e a sexta companhias do 9º Batalhão de Infantaria, destacadas a bordo desta corveta, sob as ordens do seu distinto comandante Tenente Coronel José da Silva Guimarães.”
Disse mais,
“nessa luta heroica, cada oficial, marinheiro e soldado cum-priu o seu dever como verdadeiro brasileiro, muitas vidas preciosas foram sacarificadas no altar da Pátria! “
O Barão de Tefé em seu livro “Batalha Naval do Riachuelo”, assim se expressa:
“Enfim, do contingente do exército, o que posso dizer, é que no meu navio só o uniforme distinguia as corporações”.
Irmanados com os marinheiros, com eles partilhando de todos os trabalhos e combates, lutando a ferro e fogo, de longe e de perto, com o inimigo audaz e valente, os elementos da heroica briga-da Bruce, que merecem bem a nossa grata e imperecível veneração.
Nos navios da esquadra de Barroso, ali nas águas do rio Paraná, próximo ao Riachuelo, “só o uniforme distinguia as corporações” pois que todos, soldados e marinheiros, esforçada e denodadamente, lutaram com um único objetivo – a vitória das armas brasileiras.
Já é tempo e oportuno que o Exército tenha em local próximo aos seus quarteis, um monumento onde se compareça, na data de aniversário de 11 de junho de 1865, para cuja glória ele tanto concorreu - trabalhando e pelejando e morrendo - a fim de reverenciar à Brigada Bruce, nos seus heróis distintos – Feliciano Maia e Pedro Afonso - aIi relembrar, na imorredoura memória dos seus feitos e no seu nobre exemplo, estímulos para continuar e aprestar-se cada vez mais devotadamente para a defesa intemerata do Brasil.
Porto Alegre, 1º de junho de 2018.
Compilação efetuada por Agamenon Vladimir Silva, Lanceiro Honorário do 3º RCG (Regimento Osorio) e Membro Efetivo da Aca-demia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB/RS) e do Instituto de História e Tradições do RGS. (IHTRGS). OAB/RS 5.124; (51) 3233-6490 e (51) 99992-5500.

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