domingo, 12 de agosto de 2018

SANCHO BRANDÃO, O VERDADEIRO DESCOBRIDOR DO BRASIL - TEXTO DE ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO - MEUS CRÉDITOS AO CLÁUDIO LUIZ SENISE E AO LUIZ GIORGIS. (O TUIUTI Nº 283)

SANCHO BRANDÃO O VERDADEIRO DESCOBRIDOR DO BRASIL


Trabalho baseado no texto de Adriano Augusto da Costa Filho em: https://www.mundolusiada.com.br/colunas/opiniao-luso-(descendente/sanchobrandao-o-verdadeiro-descobridor-do-brasil/)

Após séculos de uma “Era das Navegações” Portugal é a referência na qual, como todos nós sabemos, implementou colônias nas fantásticas terras descobertas criando novos mundos. Mas, tudo isso teve um início que por circunstâncias ficaram escondidas. Somente após séculos é que foi tudo documentado, guardado na “Torre do Tombo” em Lisboa e em museus históricos, vindo então à tona. Sabe-se que tudo foi resultado das animosidades entre Portugal e Espanha. Por volta do ano de 1300 da nossa Era, grande número de navegadores avançavam no Oceano Atlântico. Eles iam à África em busca de madeiras, frutas, diamantes, ouro e outras especiarias. Nesses barcos, cheios de apetrechos, voltavam para Portugal e parte do material era do Rei. Com isso, nessa busca, muitas vezes descobriram ilhas, como no caso do navegador “Zarco” que descobriu a Ilha da Madeira. A crença da humanidade era de que o planeta Terra era uma terra plana e, assim, todos aqueles navegantes não ultrapassavam o Cabo das Tormentas, hoje conhecido como “Cabo da Boa Esperança”, no sul da África. E a razão desse receio era que após o cabo as águas caiam em um “abismo”. Em assim sendo ninguém se aventurava a ir adiante. Um desses navegadores de nome SANCHO BRANDÃO chegou perto do Cabo das Tormentas onde, em razão das grandes tempestades o seu barco foi levado adiante e ultrapassou o referido Cabo. E como Sancho se viu em mar aberto, continuou a sua navegação, mesmo porque ele era um ‘cartógrafo’ e conhecedor dos mares. Seguiu em frente e chegou às costas do futuro Brasil, percorrendo toda a costa desde o Pará até o Rio da Prata. Ele levou para Portugal um mapa desse achado. Era obrigação naquele tempo dar conhecimento às descobertas e enviar informações para Roma, posto que quem aprovava os mapas era o Papa. O Rei de Portugal, devido à desentendimentos com a Espanha, receoso que isso desse aos espanhóis também um avanço nos mares, resolveu guardar toda a documentação na “Torre do Tombo” em Lisboa, que era o local da guarda das documentações dos navegantes, os quais eram obrigados a descrever as suas viagens e tudo o mais que tivesse acontecido nessas viagens. Assim sendo, o segredo ficou guardado por dois séculos, até que aconteceu a mesma coisa também com outro navegador, que ultrapassou o Cabo das Tormentas e chegou em Madagascar. Ele percebeu então que a Terra não era plana e sim redonda, e levou isso ao conhecimento dos Reis de Portugal. A notícia se espalhou na Europa. Outro navegador português de nome “Colombo”, que era nascido na Vila de “Cuba” no Algarve, teve a ideia de levar aos Reis de Portugal um plano de descobrir novas terras, navegando no sentido oeste. Os Reis de Portugal não aceitaram, porque sabiam das terras descobertas no ano de ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL/RIO GRANDE DO SUL (AHIMTB/RS) - ACADEMIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA - E DO INSTITUTO DE HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL (IHTRGS) 370 anos da Primeira Batalha dos Guararapes -100 anos da participação do Brasil na I GM ANO 2018 AGOSTO N° 283 O TUIUTI INFORMATIVO 2 1300 por Sancho Brandão. Colombo ficou desapontado e foi à Espanha oferecer a viagem e pedindo três barcos, o que lhe foi negado pelo Rei Fernando. Mas a Rainha Isabel concedeu-lhe os navios Santa Maria, Pinta e Niña. Como todas as viagens tinham patrocinadores que pagavam os marinheiros em troca de mercadorias trazidas, os comerciantes genoveses patrocinaram a viagem de Colombo. E este conformou-se em dizer que era “genovês”. Fez a viagem em sentido leste-oeste e chegou às futuras “Américas” em 1492, descobrindo a Ilha de “Guanaany” no Caribe, que hoje é o Haiti. Para a outra ilha ao lado da primeira deu o nome de “Cuba” em homenagem à sua terra no Algarve. Com a notícia das descobertas de Colombo, o Rei de Portugal enviou um navegador que era timoneiro de Vasco da Gama, descobridor das Índias, de nome Duarte Pacheco Pereira, o qual visitou as terras do futuro Brasil e informou que não havia ninguém por aqui. Portugal, em 1500, armou uma frota com 13 navios e 1500 homens e veio tomar posse das terras descobertas em 1300 por Sancho Brandão. Aqui chegando, os portugueses ficaram sete dias e foram depois para a Ásia, voltando em seguida para Portugal. O comandante da expedição Pedro Álvares de Gouveia (depois Cabral) deu o nome de Ilha de Vera Cruz às terras, que depois receberam o nome de Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil. Portanto, a verdadeira descoberta do BRASIL deve-se ao eminente SANCHO BRANDÃO, um navegador português, ou seja, a suprema glória da descoberta das terras do futuro BRASIL. No entanto, temos que louvar a Pedro Álvares Cabral, também um grande timoneiro, que veio tomar posse das terras brasileiras, e que, se a história se escreve com nomes de heróis, o BRASIL e PORTUGAL tiveram dois heróis: SANCHO BRANDÃO e PEDRO ÁLVARES CABRAL. 

Adriano Augusto da Costa Filho Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada

Um comentário:

Unknown disse...

FELECITAÇOES POR UM FEITO TAO GRANDE,QUE LAMENTAVELMENTE FICOU NO OLVIDO!