SANCHO BRANDÃO O VERDADEIRO DESCOBRIDOR DO BRASIL
Trabalho baseado no texto de Adriano Augusto da Costa Filho em:
https://www.mundolusiada.com.br/colunas/opiniao-luso-(descendente/sanchobrandao-o-verdadeiro-descobridor-do-brasil/)
Após séculos de uma “Era das Navegações” Portugal é a referência na qual, como todos nós
sabemos, implementou colônias nas fantásticas terras descobertas criando novos mundos.
Mas, tudo isso teve um início que por circunstâncias ficaram escondidas. Somente após séculos
é que foi tudo documentado, guardado na “Torre do Tombo” em Lisboa e em museus históricos,
vindo então à tona. Sabe-se que tudo foi resultado das animosidades entre Portugal e Espanha.
Por volta do ano de 1300 da nossa Era, grande número de navegadores avançavam no Oceano
Atlântico. Eles iam à África em busca de madeiras, frutas, diamantes, ouro e outras especiarias.
Nesses barcos, cheios de apetrechos, voltavam para Portugal e parte do material era do Rei. Com
isso, nessa busca, muitas vezes descobriram ilhas, como no caso do navegador “Zarco” que descobriu
a Ilha da Madeira.
A crença da humanidade era de que o planeta Terra era uma terra plana e, assim, todos
aqueles navegantes não ultrapassavam o Cabo das Tormentas, hoje conhecido como “Cabo da Boa
Esperança”, no sul da África. E a razão desse receio era que após o cabo as águas caiam em um
“abismo”. Em assim sendo ninguém se aventurava a ir adiante.
Um desses navegadores de nome SANCHO BRANDÃO chegou perto do Cabo das Tormentas
onde, em razão das grandes tempestades o seu barco foi levado adiante e ultrapassou o referido
Cabo. E como Sancho se viu em mar aberto, continuou a sua navegação, mesmo porque ele era um
‘cartógrafo’ e conhecedor dos mares. Seguiu em frente e chegou às costas do futuro Brasil, percorrendo
toda a costa desde o Pará até o Rio da Prata. Ele levou para Portugal um mapa desse achado.
Era obrigação naquele tempo dar conhecimento às descobertas e enviar informações para
Roma, posto que quem aprovava os mapas era o Papa.
O Rei de Portugal, devido à desentendimentos com a Espanha, receoso que isso desse aos
espanhóis também um avanço nos mares, resolveu guardar toda a documentação na “Torre do
Tombo” em Lisboa, que era o local da guarda das documentações dos navegantes, os quais eram
obrigados a descrever as suas viagens e tudo o mais que tivesse acontecido nessas viagens.
Assim sendo, o segredo ficou guardado por dois séculos, até que aconteceu a mesma coisa
também com outro navegador, que ultrapassou o Cabo das Tormentas e chegou em Madagascar.
Ele percebeu então que a Terra não era plana e sim redonda, e levou isso ao conhecimento dos Reis
de Portugal. A notícia se espalhou na Europa.
Outro navegador português de nome “Colombo”, que era nascido na Vila de “Cuba” no Algarve,
teve a ideia de levar aos Reis de Portugal um plano de descobrir novas terras, navegando no
sentido oeste. Os Reis de Portugal não aceitaram, porque sabiam das terras descobertas no ano de
ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO DA ACADEMIA DE
HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL/RIO GRANDE DO SUL (AHIMTB/RS)
- ACADEMIA GENERAL RINALDO PEREIRA DA CÂMARA -
E DO INSTITUTO DE HISTÓRIA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL (IHTRGS)
370 anos da Primeira Batalha dos Guararapes -100 anos da participação do Brasil na I GM
ANO 2018 AGOSTO N° 283
O TUIUTI
INFORMATIVO
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1300 por Sancho Brandão. Colombo ficou desapontado e foi à Espanha oferecer a viagem e pedindo
três barcos, o que lhe foi negado pelo Rei Fernando. Mas a Rainha Isabel concedeu-lhe os navios
Santa Maria, Pinta e Niña. Como todas as viagens tinham patrocinadores que pagavam os marinheiros
em troca de mercadorias trazidas, os comerciantes genoveses patrocinaram a viagem de Colombo.
E este conformou-se em dizer que era “genovês”.
Fez a viagem em sentido leste-oeste e chegou às futuras “Américas” em 1492, descobrindo a
Ilha de “Guanaany” no Caribe, que hoje é o Haiti. Para a outra ilha ao lado da primeira deu o nome
de “Cuba” em homenagem à sua terra no Algarve.
Com a notícia das descobertas de Colombo, o Rei de Portugal enviou um navegador que era
timoneiro de Vasco da Gama, descobridor das Índias, de nome Duarte Pacheco Pereira, o qual visitou
as terras do futuro Brasil e informou que não havia ninguém por aqui.
Portugal, em 1500, armou uma frota com 13 navios e 1500 homens e veio tomar posse das
terras descobertas em 1300 por Sancho Brandão. Aqui chegando, os portugueses ficaram sete dias
e foram depois para a Ásia, voltando em seguida para Portugal. O comandante da expedição Pedro
Álvares de Gouveia (depois Cabral) deu o nome de Ilha de Vera Cruz às terras, que depois receberam
o nome de Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil.
Portanto, a verdadeira descoberta do BRASIL deve-se ao eminente SANCHO BRANDÃO, um
navegador português, ou seja, a suprema glória da descoberta das terras do futuro BRASIL.
No entanto, temos que louvar a Pedro Álvares Cabral, também um grande timoneiro, que veio
tomar posse das terras brasileiras, e que, se a história se escreve com nomes de heróis, o BRASIL
e PORTUGAL tiveram dois heróis: SANCHO BRANDÃO e PEDRO ÁLVARES CABRAL.
Adriano Augusto da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores,
Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada
Um comentário:
FELECITAÇOES POR UM FEITO TAO GRANDE,QUE LAMENTAVELMENTE FICOU NO OLVIDO!
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