
129 a. nasce Pedro
Aurélio de Góes Monteiro em Alagoas em 12 de dezembro de 1889, e morre no Rio
de Janeiro em 26 de outubro de 1956. Filho de Pedro Aureliano Monteiro dos
Santos e de Constança Cavalcanti de Góes Monteiro, era o mais velho de nove
irmãos, alguns dos quais com atuação na vida política nacional.
Em
1904, sentou praça na Escola Preparatória do Realengo. Dois anos depois,
transferiu-se para Porto Alegre, ingressando na Escola de Guerra dessa cidade.
Foi declarado aspirante em 1910 e promovido a segundo-tenente em 1914,
permanecendo no Rio Grande do Sul até 1916. Nesse ano casou-se com Conceição
Saint-Pastous, tendo com ela dois filhos, Maria de Lourdes e Pedro, este último
morto em um desastre aéreo durante um exercício de reconhecimento em 1936.
Esteve
ao lado do governo em 1922 (Reação Republicana e Revolta de 5 de julho) e 1924,
quando foi promovido a capitão e nomeado professor estagiário do curso de
estado-maior. Atuou como oficial encarregado das operações das forças
legalistas contra a Coluna Miguel Costa/Prestes (1924-1926). Em 1930, no posto
de tenente-coronel, assumiu a chefia do estado-maior das forças revolucionárias
e seguiu para o Paraná, juntamente com Getúlio Vargas. Já promovido a general,
comandou o Exército de Leste contra a Revolução Constitucionalista de São
Paulo, em 1932.
Eleito
presidente da República em 1934, Getúlio Vargas nomeou Góes Monteiro ministro
da Guerra. Sua gestão nesse ministério foi agitada e em 1935 pediu exoneração.
Mesmo exonerado era constantemente solicitado por Vargas para aconselhá-lo.
Participou da repressão à Intentona Comunista (1935) e, a partir daí,
dedicou-se aos preparativos do golpe que seria dado em 1937, ano em que assume
a chefia do Estado-Maior do Exército.
Foi
um elo importante na aliança Brasil-Estados Unidos, iniciada em 1936 e
intensificada em 1939, com a ida da missão militar brasileira a esse país.
Integrante dessa missão, Góes aconselhou o governo brasileiro a um maior
estreitamento de suas relações comerciais, culturais e militares com os EUA.
Em
1943, Góes deixou a chefia do Estado-Maior do Exército devido à sua nomeação
como embaixador extraordinário junto à Comissão Consultiva de Emergência para
Defesa Política do Continente, reunida em Montevidéu, onde permaneceu até
dezembro de 1944.
Tornou-se
ministro da Guerra em 1945, permanecendo no cargo até 1946, quando retoma suas
atividades como representante brasileiro na Comissão de Montevidéu.
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