
A CORRIDA DE SÃO
SILVESTRE foi criada pelo jornalista CÁSPER LÍBERO, em 1925. Ele se inspirou
numa corrida noturna francesa. Depois de assistir ao evento em PARIS, à
meia–noite de 31 de dezembro de 1924, ele criou no ano seguinte a primeira SÃO
SILVESTRE, que homenageia o santo do dia. Na primeira SÃO SILVESTRE, apenas 48
dos 60 atletas inscritos correram os 8.800 metros. Um jogador de futebol,
ALFREDO GOMES, do CLUBE ESPÉRIA, foi o primeiro ganhador da SÃO SILVESTRE, em
1925. Em 1927, pela primeira vez um estrangeiro venceu a corrida. Apesar de a
prova não ser aberta a atletas do exterior, podiam participar os
não-brasileiros que residiam em SÃO PAULO. Assim, o italiano HEITOR BLASI
venceu, competindo com outros 300 atletas. A cada nova edição a SÃO SILVESTRE
crescia e se firmava como a primeira competição de rua do país. Ao contrário dos
JOGOS OLÍMPICOS e da COPAS DO MUNDO de futebol, que perderam duas edições cada,
a corrida jamais deixou de ser realizada, nem mesmo durante as duas guerras
mundiais. Os paulistas dominaram a prova até 1941, quando o mineiro JOSÉ
TIBÚRCIO DOS SANTOS venceu. Até 1944, a
prova era exclusividade dos brasileiros. O tricampeão JOAQUIM GONÇALVES DA
SILVA, de 1942 a 1944, foi um dos destaques desse período. Com a liberação para
os estrangeiros, e com o bom nível dos competidores que vinham de fora, a festa
deixou de ser apenas verde e amarela. Em 1945 e 1946, o BRASIL teve um respiro
de soberania, SEBASTIÃO MOREIRA venceu nos dois anos e deu a entender que ainda
mandaríamos na SÃO SILVESTRE. Pura ilusão. Em 1947 a vitória foi do uruguaio
OSCAR MOREIRA. Foram 33 anos sem título até a conquista heróica de JOSÉ JOÃO DA
SILVA, em 1980. Foram sete vitórias brasileiras em 57 edições internacionais.
No feminino, então disputado deste 1975, a situação não é diferente: somente
três conquistas em 27 provas. PAUL TERGAT, do QUÊNIA, levou cinco edições e é o
maior vencedor da história entre os homens. Mas o maior número de títulos, na
verdade, foi conquistado por uma mulher. A portuguesa ROSA MOTA venceu seis
vezes, de 1981 a 1985. O “ANO
INTERNACIONAL DA MULHER”, criado em 1975, motivou a organização da SÃO
SILVESTRE a realizar na ocasião a primeira edição feminina da prova. A vencedora foi a alemã CHRISTA VALENSIECK,
mas a grande sensação foi mesmo ROSA MOTA. A primeira brasileira a subir no
lugar mais alto do pódio foi a brasiliense CARMEM DE SOUZA OLIVEIRA, em 1995.
Depois dela, outras três “pratas da casa” repetiram o feito: ROSELI MACHADO
(1996), MARIA ZEFERINA BALDAIA (2001) e MARIZETE DE PAULA RESENDE (2002).
Até 1988, a corrida
era realizada à noite. Começava por volta das 23:30 horas e os atletas e o
público comemoravam a virada do ano em plena rua. Em 1989, modificações importantes foram
adotadas, entre elas a realização da prova à tarde, atendendo os interesses da
televisão e as determinações da IAAF (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ATLETISMO). A
corrida feminina teve largada às 15 horas e a masculina, às 17 horas. O
percurso foi fixado em quinze quilômetros.
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