sábado, 12 de janeiro de 2019

A INFLUÊNCIA AMERICANA - POR MARIANO TAGLIANETTI.

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A defesa nacional exige alianças sólidas...

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MarianoTaglianetti

Anexos17:51 (Há 4 horas)

 para eu
Caríssimo Cel. VENTURA, boa tarde !
Passados os festejos de fim de ano, espero que este O encontre conjuntamente com SUA estimada família em plena saúde e
com disposição para ativar 2019.
Nestes primeiros dias de janeiro recebi notícia, de todo inusitada, que a Camara Municipal da LAPA,
aprovou conceder-me  CIDADANIA LAPIANA, não sei ainda como estar presente na solenidade, uma vez que estou em vias de
hospitalização.
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Dadas as notícias, envio-LHE o texto anexo...
Fraternal apreço, Taglianetti.



A influência americana ***
Havia em Roma um buldogue de mau focinho agressivo  avarento, mais venenoso e azedo que o próprio sal de azedas:  Marco Porcio Catão.
Esta famosa bisca só sabia rosnar, resingar e morder. Nenhum sentimento generoso encontrava guarida em su´alma de acido sulfúrico. Seus conselhos reviam acidez. “Não emprestar dinheiro, ou coisa que o valha, a ninguém. Aos escravos inutilizados por doença ou velhice, vender a peso, como cacos velhos.”
Foi a Cartago, viu rica e florescente a metrópole africana e logo todo se remordeu por dentro, como a cobra do ódio e da inveja. E veio com o abcesso que o empolgou pelo resto da vida: “É preciso destruir Cartago.” Nunca mais fez um discurso sem fecha-lo com o estribilho sinistro: Delenda quoque Cartago.
Nomeado censor, teve o mel caído na sopa – e o buldogue pode enfim rosnar, morder gostosamente. E passou a estragar, a azedar, a vida dos seus  contemporâneos, sob pretexto de refrear a corrupção e força-los á volta aos bens costumes antigos.
A simplicidade de costumes desse homem, entretanto, explica-se pela sordidez de sua avareza, que ia a ponto de aferir lucro até da coabitação dos seus escravos com as respectivas esposas. Não podiam unir-se sem pagar uma tacha de licença...
Catão deixou semente, a qual vem pelo tempo afora expluindo-se em catões minúsculos, todo ao molde da matriz romana – igualmente azedos, mordentes e de coração substituído pelo fígado ingurgitado de mau fel.
Mas Catão e sua descendência  caracterizam-se por uma coisa muito simples: incompreensão. Como não compreendem, condenam. Quem compreende sorri, como Anatole France.
Conheço um que não cessa de catonizar contra os Estados Unidos e sua nefasta influencia na vida brasileira. Isto aqui seria o paraíso terreal se não fora o yankee com a sua penetração irresistível, diz ele. O país vai mal, a  maquina administrativa não funciona, o povo não enriquece, não aprende a ler, não tem justiça, etc.; tudo graças á influencia americana. Rolamos por um despenhadeiro porque o americano nos empurra.
No dia em que me apresentaram estava ele num bar a sorver regaladamente um ice cream soda, muito bem posto em seu terno de Palm Beach. Viera da  Tijuca de bonde, estivera no escritório a ditar cartas á datilografia, tinha falado três vezes ao telefone e dado um pulo ao Leblon, numa Buick de praça, para concluir um negócio. Depois do ice iria ao Capitólio ver a Gloria Swanson na Folia.
O ice refrescou-lhe as tripas; o terno de Palm Beach tornou-lhe suportável o peso do calor; o bonde o  trouxera da Tijuca em trinta minutos por três tostões; as cartas feitas numa Remington impediram que sua má letra fosse dar origem a atrapalhações comerciais; as telefonadas pouparam-lhe uma trabalheira insana; a Buick permitiu-lhe voar agradavelmente ao Leblon em minutos; o cinema ia fechar o seu dia com uma complexa e deleitosa impressão de arte e beleza.
Sem a influencia  do americano esse homem teria de vir da Tijuca a pé, cavalo ou de carro de boi.  Gastaria três horas e chegaria escangalhado. Sem o americano consumiria ele três horas no mínimo para fazer o que fez com as telefonadas. Sem o americano teria de gastar seis horas para a ida ao Leblon, se não  morresse pelo caminho de insolação. Sem o americano teria de escrever á unha suas cartas, com poucas probabilidade de se fazer entendido no seu aranhol de gatafundos. E se acaso depois de tamanha trabalheira ainda lhe restassem forças para tomar uma hora de teatro, sem o americano teria de ir ver a sua beiçuda e morrinheta cozinheira a  figura de “estrela negra” no largo do Rocio, em vez de maravilhar-se com o encanto da sereia de olhos de gato, que é a Gloria Swanson.
Catão malsina justamente as únicas coisas que se salvam nesta terra, todas devidas á influencia  americana. Se a cidade funciona, isso o deve ao engenho do povo que lhe deu o presente máximo: a velocidade. A velocidade no transporte da carga, a velocidade no transporte do pensamento. E que lhe dá, com os maravilhosos espetáculos da arte muda, uma lição de moral! Que, se fora aceita, tiraria ao Rio o seu aspecto de açougue do crime passional. O cinema americano ensina o perdão...
Entretanto, cada vez que o nosso censor deblatera contra a influencia americana, os basbaques, com preguiça de pensar, murmuram em coro:
- “É mesmo! ...”
***Apud MONTEIRO LOBATO – Editora Brasiliense Ltda. – 1.951 /  Na antevéspera vol. VI – Obras completas de Monteiro Lobato .
A lavra de MONTEIRO LOBATO remonta a década de 40 do século passado. De lá para cá nada mudou. Apenas os fatos estão revestidos de roupagem mais a contento da  xenofobia dos negligentes ou falsos patriotas, se não vejamos : - estamos no século XXI (vinte e hum), que no transcurso de seu início envolve o BRASIL com o recrudescimento da ação bélica venezuelana, cuja força aérea está dispondo de equipamento de última geração fornecido pela Rússia. O presidente JAIR BOLSONARO, antevendo, naturalmente pesando a problemática, ao contrário dos “catonizianos” sugeriu um acordo bilateral com os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE  com prévio acordo bilateral, através de aliança, em defesa da paz, resguardando o BRASIL de um conflito de proporções, suprindo ou melhor contendo uma possível agressão venezuelana em vista do belicoso governo ditatorial, consolidado nesse pais, mormente levando-se a exemplo a agressão nazista e nipônica da segunda guerra mundial.
Em verdade,  o mundo de hoje está radicalmente transfigurado...  Hoje diante da tecnologia armamentista somente alianças sólidas  poderão resguardar a integridade territorial e defesa brasileira...
Foi essa visão que o presidente JAIR MESSIAS BOLSONARO deseja, ao propor aliança solida com os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE.
Curitiba, 12/01/2.019.

Cidadão e Ativista -  Mariano Taglianetti / Advogado.

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