sexta-feira, 29 de março de 2019

227 ANOS DO FALECIMENTO DE GUSTAVO III, REI DA SUÉCIA - 29 DE MARÇO DE 1792.

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Gustavo III (Estocolmo24 de janeiro de 1746 – Estocolmo29 de março de 1792) foi o Rei da Suécia durante 21 anos, de 1771 até seu assassinato em 1792. Era o filho mais velho do rei Adolfo Frederico e da rainha Luísa Ulrica da Prússia. Ficou para a história como a maior personalidade cultural entre todos os reis do país.[1][2][3]
Através de um golpe de estado não sangrento, em 1772, retirou ao parlamento o governo do país, encerrando assim a Era de Liberdade. A partir de então, restaurou sucessivamente o seu poder pessoal, como monarca quase absoluto, tendo em 1789, pelo Decreto de União e Segurança passado a governar "ele e só ele".[4]
Defensor do despotismo esclarecido, Gustavo gastou grandes quantidades de dinheiro público em aventuras culturais, colaborando para a controvérsia de seu reinado. Tentou conquistar a Noruega com a ajuda da Rússia, e depois recapturar sem sucesso as províncias bálticas na Guerra Russo-Sueca de 1788-1790, apesar de ter restaurado a força militar sueca. Admirador de Voltaire, legalizou a presença católica e judia em seu reino e realizou amplas reformas para um liberalismo econômico, reforma social e abolição de tortura e pena de morte, apesar de ter eliminado todo tipo de mídia independente.
Após a Revolução Francesa, Gustavo tentou formar alianças com outros monarcas a fim esmagar a insurreição e restaurar o rei Luís XVI de França, oferecendo o auxílio sueco sob sua liderança na causa real da França. Ele acabou sendo mortalmente ferido em 1792 durante um baile de máscaras, parte de uma tentativa de golpe, porém conseguiu assumir o comando a acabar com o levante antes de sucumbir a sepse treze dias depois, período em que ele recebeu as desculpas de vários inimigos políticos. Apenas Jacob Johan Anckarström, o homem que disparou contra o rei, recebeu a pena de morte e, de acordo com a política criminal de Gustavo, foi apenas torturado depois de voluntariamente confessar e ser condenado. Seus poderes foram colocados nas mãos de uma regência sob seu irmão Carlos, Duque Sudermânia, durante a minoridade de seu filho Gustavo IV Adolfo.
Gustavo fundou várias academias como patrono e benfeitor das artes e literatura, entre elas a Academia Sueca, a Ópera Real Sueca e o Teatro Dramático Real, além da criação do traje nacional sueco. Foi mecenas de personalidades artísticas da época, como o trovador Carl Michael Bellman, o poeta Johan Henric Kellgren e o escultor Johan Tobias Sergel. A sua coleção pessoal de pinturas e esculturas veio a constituir a base do futuro Museu Nacional de Belas-Artes.[1]

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