Notícias do TRE
Informativo interno do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
www.tre-sp.jus.br - maio de 2019 nº 142
20 ANOS DO CEMEL(pág 2 e 3)
2 Notícias do TRE - maio 2019 - nº 142
CAPA
Missão, Visão e Valores do TRE
Missão - Garantir a legitimidade do processo eleitoral.
Visão - Consolidar a credibilidade da Justiça Eleitoral, especialmente quanto à efetividade, transparência e segurança.
Valores - Ética, transparência, comprometimento, acessibilidade, modernidade e responsabilidade social e ambiental.
Este Centro que é memória:
OS 20 ANOS DO CEMEL
José D’Amico Bauab, Alex Ricardo
Brasil e José Washington da Silva Assis fazem parte da história
da Justiça Eleitoral paulista. E não
só porque, juntos, somam mais
de 70 anos de serviços prestados
ao TRE. Mas porque ajudaram a
construir o Centro de Memória
Eleitoral (CEMEL), que neste mês
de maio completa 20 anos de
existência.
Para sermos exatos, a unidade
foi criada pela Portaria nº 22 do
TRE, de 25 de maio de 1999, sob
a denominação de Museu do
Tribunal Regional Eleitoral (MTRE).
Daquele documento, constam
como colaboradores os nomes de
Alex e de Bauab, o popular Zezinho,
assim carinhosamente chamado
no Tribunal. Como coordenador,
o poeta Paulo Bom+ m, que assina
os versos que abrem esta matéria.
Washington juntou-se ao grupo
em 2007.
Este Centro que é Memória,
Esta memória que é voto,
Este voto que é verdade,
Esta verdade que é voz,
Esta voz que é liberdade!
Aqui um Centro que centra
O coração das campanhas,
Os comícios de paixão,
O palpitar das legendas,
As plataformas ao vento,
O apurar dos embates!
Aqui a democracia
Faz do voto uma trincheira
Contra toda tirania,
E o eleitor lembra com orgulho
Da mocidade que um dia
Escreveu com sangue e alma
A epopeia da Lei
Naquele 9 de julho!
Neste Centro que é Memória,
Nas urnas dos corações,
Há de car para sempre
Este voto de esperança
No porvir de nossa terra,
Este voto de con ança,
No ideal da cidadania,
Na consciência e vigilância
Da Justiça Eleitoral
No Chão de Piratininga!
Paulo Bom$ m
“Conhecer as
origens da Justiça
Eleitoral é decisivo
para entender
o processo
civilizatório
brasileiro”
Localizado no prédio da Rua
Major Diogo, em São Paulo, o CEMEL,
em conjunto com o Arquivo Geral
do Tribunal, vem promovendo o
acesso à informação de fatos e
documentos da história e política
do estado e do país. Entre suas
realizações, estão os livros “Justiça
Eleitoral – Uma Retrospectiva” e
“Paulistânia Eleitoral”, o banco de
dados na internet “Paulística” e o
documentário “Operários do Voto
– Memórias de um lugar”.
Em seu acervo, estão títulos
eleitorais, atas de apuração de
eleições, registros de candidaturas,
entre outros itens de arquivo. Estão
também objetos que marcam
a história do Tribunal, como
cabideiros, relógios de ponto,
móveis de escritório, máquinas
de escrever e urnas de modelos
diversos. Temos ali a de madeira,
a eletrônica, a de lona...
O CEMEL atende tanto o
público interno, nas demandas
de outras unidades do Tribunal,
quanto externo, especialmente
pesquisadores acadêmicos e
jornalistas. A unidade ainda faz
exposições e ações educativas
junto a escolas e instituições a+ ns.
“Conhecer as origens e a atuação
da Justiça Eleitoral é decisivo para
entender o processo civilizatório
brasileiro”, explica Zezinho. “O
registro e a divulgação do seu papel
assumem importância capital
perante as gerações presentes
e futuras de cidadãos que assim
saberão discernir as vantagens
de uma sociedade democrática
e as vicissitudes ocasionadas em
regimes ditatoriais”.
Um mês antes de seus 20 anos,
em abril, o CEMEL despediu-se de
um dos seus pilares. Após 23 anos
trabalhando na Seção de Arquivo,
Alex Brasil se transferiu para a
270ª ZE -Piracicaba, + cando perto
da família. Deixa saudades. Mas
a unidade segue se reforçando:
recentemente, passou a contar
com mais três servidores: Cintia
Takiguthi, Claudia Araújo e José
Adriano.
Vida longa ao CEMEL.
Notícias do TRE - maio 2019 - nº 142 3
CAPA
No documentário, uma inspiração
para outros tribunais
O documentário “Operários do
Voto - Memórias de um Lugar” é, sem
dúvida, uma das obras mais marcantes
do CEMEL. O resultado reúne 34
minutos de entrevistas com servidores
na ativa e aposentados, narrando
como a organização das eleições,
desde 1932, in( uencia na construção
da democracia brasileira.
O trabalho, oriundo do Projeto de
História Oral do Tribunal, destacou-se
tanto que serviu de inspiração para
outros tribunais. Em fevereiro, o TREMG contatou a equipe para prestar
apoio técnico na implementação de
um projeto de história oral. Hoje, aliás,
outros tribunais também têm uma
unidade dedicada à preservação de
sua memória. Nessa história, o CEMEL
é um dos pioneiros.
Comissão da Verdade
Uma das realizações mais caras
ao CEMEL é ter colaborado com a
Comissão da Verdade Vladimir Herzog,
da Câmara Municipal de São Paulo.
Graças à documentação mantida pela
unidade, foi reconhecida a restituição
dos mandatos dos vereadores cassados
pelo Estado Novo, em 1937.
Novos projetos
Em 7 de junho, durante a III Semana
Nacional de Arquivos, o CEMEL
exibirá no Plenário do Tribunal o
documentário “Operários do Voto” e
uma obra inédita: “Abrindo a Caixa
Branca. Nos Corredores do Arquivo da
Justiça Eleitoral Paulista”.
Entre os novos projetos da unidade,
estão a inscrição no Cadastro Nacional
de Museus, mapeamento do governo
federal das mais de 3.700 instituições
do país, e a possibilidade de ter um
espaço / xo para exposições do seu
acervo.
Paulo Bom/ m foi condecorado com o colar Mérito Eleitoral paulista,
em 2010, no plenário do TRE. Ao seu lado, Alex, Washington e Zezinho
Cerimônia solene de
inauguração do CEMEL,
realizada no saguão da
sede I do Tribunal, em 12
de agosto de 1999.
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