segunda-feira, 24 de junho de 2019

50 ANOS DA COMUNICAÇÃO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO SOBRE ATOS TERRORISTAS, EM 24 DE JUNHO DE 1969.


50 a. do Comunicado da SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA, em 24 de junho de 1969, que falava dos últimos atos de terrorismo e do assassinato dos dois soldados, GUIDO BONI e NATALINO AMARO TEIXEIRA. O comunicado, na íntegra, é o seguinte: “O gabinete do Secretário de Segurança Pública, visando esclarecer o público sobre os últimos atos de terrorismo praticados em SÃO PAULO, informa:
1 – Os terroristas, prosseguindo no seu propósito de inquietar a cidade e aterrorizar, pela violência, a ordeira e laboriosa população de SÃO PAULO, lançaram bombas nos dias 15 e 16 do corrente, no edifício de escritórios da Rua FORMOSA número 367; na firma SOTEMA S/A, à av. ÁGUA BRANCA, n º 892, e na sede da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, à Rua MARTIM FRANCISCO, n º 646, causando enormes danos materiais;
2 – Na noite de domingo último (22 de junho), um grupo de terroristas dominou as sentinelas da 2ª Companhia do 10º Batalhão Policial da FORÇA PÚBLICA, sediada em SÃO CAETANO DO SUL, arrebatando algumas armas e munições da corporação;   
3 – Na mesma noite, os terroristas dominaram os motoristas de uma garagem de ônibus na PENHA, roubando NCR$ 4.120,OO da empresa;
4 – Para culminar os atos de violência e crueldade, na madrugada da mesma noite, o mesmo grupo de terroristas atacou traiçoeiramente a viatura n º 416, da Rádio Patrulha, e trucidou os dois policiais que a conduziam – o soldado GUIDO BONI, e o soldado NATALINO AMARO TEIXEIRA – matando o primeiro a tiros, e o segundo sendo queimado na direção do veículo, como foi dado à Polícia Técnica constatar, após o encontro da viatura incendiada e do corpo carbonizado no seu interior;
5 – Todos estes atos de barbarismo visaram apenas o roubo das armas dos policiais, para empregá-las no futuro em novos assaltos e novos assassínios de cidadãos pacíficos e de policiais cumpridores dos seus deveres de mantenedores da ordem pública e da segurança de nossos lares;
6 – Tombam, assim, ceifados pelas mãos assassinas dos mercenários da subversão, mais dois patriotas, vítima do terrorismo de inspiração estrangeira, que enluta a família brasileira e tenta lançar a discórdia entre irmãos.
7 – Os dois bravos soldados, covardemente assassinados pelos terroristas, deixam viúvas e 4 filhos menores, aos quais o Estado prestará toda assistência;
8 – Por ato do Governo, os dois soldados serão promovidos “post mortem” e os seus funerais terão honras especiais, prestadas pelo Estado e por toda a Polícia de SÃO PAULO;
9 – A Polícia Estadual investiga todos estes crimes, com a colaboração do Exército e da Polícia Federal”.

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