50 a. do Comunicado da
SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA, em 24 de junho de 1969, que falava dos últimos
atos de terrorismo e do assassinato dos dois soldados, GUIDO BONI e NATALINO
AMARO TEIXEIRA. O comunicado, na íntegra, é o seguinte: “O gabinete do
Secretário de Segurança Pública, visando esclarecer o público sobre os últimos
atos de terrorismo praticados em
SÃO PAULO , informa:
1 – Os terroristas, prosseguindo no seu
propósito de inquietar a cidade e aterrorizar, pela violência, a ordeira e
laboriosa população de SÃO PAULO, lançaram bombas nos dias 15 e 16 do corrente,
no edifício de escritórios da Rua FORMOSA número 367; na firma SOTEMA S/A, à
av. ÁGUA BRANCA, n º 892, e na sede da Sociedade Brasileira de Defesa da
Tradição, Família e Propriedade, à Rua MARTIM FRANCISCO, n º 646, causando
enormes danos materiais;
2 – Na noite de domingo último (22 de
junho), um grupo de terroristas dominou as sentinelas da 2ª Companhia do 10º
Batalhão Policial da FORÇA PÚBLICA, sediada em SÃO CAETANO DO SUL,
arrebatando algumas armas e munições da corporação;
3 – Na mesma noite, os terroristas
dominaram os motoristas de uma garagem de ônibus na PENHA, roubando NCR$
4.120,OO da empresa;
4 – Para culminar os atos de violência
e crueldade, na madrugada da mesma noite, o mesmo grupo de terroristas atacou
traiçoeiramente a viatura n º 416, da Rádio Patrulha, e trucidou os dois
policiais que a conduziam – o soldado GUIDO BONI, e o soldado NATALINO AMARO
TEIXEIRA – matando o primeiro a tiros, e o segundo sendo queimado na direção do
veículo, como foi dado à Polícia Técnica constatar, após o encontro da viatura
incendiada e do corpo carbonizado no seu interior;
5 – Todos estes atos de barbarismo
visaram apenas o roubo das armas dos policiais, para empregá-las no futuro em
novos assaltos e novos assassínios de cidadãos pacíficos e de policiais
cumpridores dos seus deveres de mantenedores da ordem pública e da segurança de
nossos lares;
6 – Tombam, assim, ceifados pelas mãos
assassinas dos mercenários da subversão, mais dois patriotas, vítima do
terrorismo de inspiração estrangeira, que enluta a família brasileira e tenta
lançar a discórdia entre irmãos.
7 – Os dois bravos soldados, covardemente
assassinados pelos terroristas, deixam viúvas e 4 filhos menores, aos quais o
Estado prestará toda assistência;
8 – Por ato do Governo, os dois
soldados serão promovidos “post mortem” e os seus funerais terão honras
especiais, prestadas pelo Estado e por toda a Polícia de SÃO PAULO;
9 – A Polícia Estadual investiga todos
estes crimes, com a colaboração do Exército e da Polícia Federal”.
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