
161 a. da apresentação da teoria da evolução por seleção natural
pela SOCIEDADE LINEANA DE LONDRES, na INGLATERRA. A descoberta era assinada por
dois naturalistas britânicos. O primeiro era CHARLES DARWIN. O outro,
freqüentemente esquecido, era um jovem biólogo autodidata, que chegara às
mesmas conclusões pesquisando espécies do sudeste asiático, nas florestas do
Arquipélago Malaio. Seu nome era ALFRED RUSSEL WALLACE.
Um século e meio depois, em 2008, a história selecionou DARWIN
como ícone supremo do pensamento evolutivo, enquanto WALLACE foi reduzido ao
status de espécie ameaçada, ofuscado pelo brilho daquele que foi seu ídolo
científico.
WALLACE passou quatro anos na AMAZÔNIA, coletando plantas e
animais às margens do Rio NEGRO e do médio AMAZONAS. Desembarcou no porto de
BELÉM em 26 de maio de 1848, acompanhado de outro jovem naturalista britânico,
o amigo HENRY BATES. Tinham apenas 25 e 23 anos.
A divulgação das teorias chamou a atenção dos especialistas logo
de início. Mas a seleção natural só se tornou um fenômeno cultural e científico
a partir da publicação de A ORIGEM DAS ESPÉCIES, em novembro de 1859, no qual
DARWIN resumia em 500 páginas seus vinte anos de pesquisa. WALLACE também foi reconhecido como grande
cientista de sua época, mas caiu no esquecimento depois de sua morte em 1913.
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