domingo, 25 de agosto de 2019

75 ANOS DA LIBERTAÇÃO DE PARIS - EPISÓDIO DA SEGUNDA GRANDE GUERRA - EM 25 DE AGOSTO DE 1944.



EXTRAIDO DAS MEMÓRIAS DO VENTURA 


75 a. da LIBERTAÇÃO DE PARIS. A DIVISÃO BLINDADA francesa, seguida por tropas norte-americanas, entra em PARIS, libertando a capital francesa em 25 de agosto de 1944. O GENERAL DIETRICH VON CHOLTITZ assinava o termo de rendição. ADOLF HITLER tinha ordenado a CHOLTITZ que, antes de abandonar PARIS com suas tropas, destruísse toda a cidade – sob o pretexto de retardar o avanço das forças aliadas. O general alemão viveu um conflito de consciência. Ele olhou para o LOUVRE, para a TORRE EIFFEL, para a MADELEINE, NOTRE DAME, LUXEMBOURG, a ÓPERA DE PARIS. Todos os belos edifícios, igrejas, pontes, toda a grandeza da cidade que HEMINGWAY definiu como uma festa móvel deveria virar “um campo de cinzas”. Carregamentos de dinamite foram enviados de BERLIM para a tarefa. Alguns edifícios chegaram a ser minados. E então, CHOLTITZ tomou a decisão de desobedecer HITLER. Era 25 de agosto, o dia em que PARIS escapou por um triz. A escolha de CHOLTITZ, a de preservar a mais admirada cidade do mundo, foi épica. Ele despachava de seu quarto-bunker no HOTEL MEURICE, o chamado “HOTEL DOS REIS”, erguido em 1771. Os alemães fizeram seu quartel-general no hotel preferido de ROCKFELLER, JANE FONDA, ORSON WELLES, VERSACE, NAPOLEÃO, EDUARDO VII, MADONNA, SALVADOR DALÍ. Tinha uma escrivaninha no quarto, um divã, uma pintura de GUSTAVE CAILLEBOTTE na parede (artista do século XIX) e um telefone em linha direta com HITLER. Suas ordens, diretamente de HITLER eram de resistir “até o último homem”, o que seria uma insanidade, e depois, evitar que a cidade caísse em mãos inimigas, “exceto se estivesse reduzida a cinzas”. CHOLTITZ negociou sua rendição e a de suas tropas ao GENERAL francês PHILIPPE DE HAUTECLOCQUE e ao líder da Resistência HENRI TANGUY na GARE MONTPARNASSE. Por evitar um novo desastre como o de STALINGRADO (depois LENINGRADO, atual SÃO PETERSBURGO), ele foi visto como um homem de honra. CHOLTITZ escreveu a própria versão dos fatos, o livro BRENNT PARIS? ADOLF HITLER, em 1951, sobre os 16 dias que mandou na CIDADE-LUZ. A obra, de 101 páginas, tem raras reedições e acham-se poucos exemplares esparsos nas bibliotecas alemãs.

Nenhum comentário: