terça-feira, 31 de dezembro de 2019

O BANQUETE DE SUAS EXCELÊNCIAS - POR JOÃO BATISTA PINHEIRO

O BANQUETE DE SUAS EXCELÊNCIAS

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José Batista Pinheiro batistapinheiro30@gmail.com

08:12 (há 2 horas)
para João, Cco:eu
O BANQUETE DE SUAS EXCELÊNCIAS
Os excelentíssimos senhores membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil parecem que não têm a menor consideração com o povo brasileiro que passa dificuldade com a falta de empregos, com a carência de moradias com a precária assistência médica e a limitada oferta de boas escolas para os seus filhos, ao licitarem banquete para as suas necessidades alimentares diárias. Chegamos à conclusão que esses excelentíssimos senhores não têm cozinha nem fogão em suas luxuosas residências. É crível e compreensível que esses magistrados recebam um salário compatível com a importância de seus cargos em um país que esperneia para sair da condição de subdesenvolvimento.
Nós, os brasileiros menos privilegiados, ficamos tristes e alarmados com tamanho despropósito de pessoas com tanta sapiência, que não pensam nos milhares de seus irmãos que passam fome e dormem nas ruas, por falta de oportunidades e desprezo das autoridades responsáveis pelo seus destinos de seres humanos abandonados. A Imprensa publicou que está em andamento uma licitação, de milhões de reais, com cardápio de marajás para saciar os sensíveis estômagos dos excelentíssimos ministros que abominaram o nosso substancioso e brasileirismo feijão com arroz. Entendemos que os deuses da nossa magistratura merecem o respeito e a consideração dos brasileiros em todos os níveis, mas essa licitação de caviar, vinhos importados e outros acepipes pode gerar prejuízo ao erário e, até fazer mal, as entranhas dos excelentíssimos ante a degustação de tanto camarão, lagosta, medalhão de filé, bacalhau â portuguesa e outros deliciosos quitutes. Lembramos, ainda, que não existe nada melhor ao gosto do brasileiro do que uma cachacinha mineira branca antes do almoço, botando no chinelo qualquer destilado importado da Escócia. Já está na hora dos nossos respeitáveis magistrados pensaram mais com a cabeça do que com o estômago.
José Batista Pinheiro Cel Ref EB (Rio de Janeiro, 06.12.2019)

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