quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

JORNALISTA BRASILEIRO É ASSASSINADO EM SUA CASA NO PARAGUAI - R7 INTERNACIONAL, EM 13 DE FEVEREIRO DE 2020.

Jornalista brasileiro é assassinado em sua casa no Paraguai

Lourenço Veras foi executado com diversos tiros por matadores de aluguel, diz a imprensa local; ele era responsável pelo site 'Porã News'

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Ao 'Domingo Espetacular', Veras contou ter recebido ameaças de morte

Ao 'Domingo Espetacular', Veras contou ter recebido ameaças de morte

Reprodução / Record TV
O jornalista brasileiro Lourenço Veras foi executado dentro de sua casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Veras, que também era conhecido como Léo, era responsável pelo site de notícias locais Porã News, além de colaborar como freelancer para veículos brasileiros e paraguaios.
Em entrevista ao Domingo Espetacular, Veras contou das ameaças que vinha recebendo de grupos criminosos que atuam na fronteira com o Brasil. O jornalista atuava cobrindo o tema da segurança pública na região há 15 anos.
"Foi via mensagem de texto, dizendo que estava a caminho, que alguém ia sofrer um atentado e que era pra fechar a boca", contou Veras à reportagem da Record TV.

Jornalista foi executado

Na noite de quarta-feira (12), ele estava jantando com a família quando uma caminhonete branca se aproximou da casa.
Percebendo o perigo, o jornalista teria tentado fugir, correndo para fora de casa, mas foi alcançado pelos atiradores, que dispararam contra ele ainda dentro do pátio de casa.
O brasileiro foi atingido por diversos tiros e chegou a ser levado para uma clínica privada da região, mas não resistiu. Segundo a polícia paraguaia, todos os elementos do crime demonstram que se trata de uma execução.
A mídia paraguaia se refere aos assassinos como sicários — matadores de aluguel. Segundo o jornal ABC Color, a polícia iniciou uma operação especial na fronteira para tentar localizar os assassinos.

Sindicatos lamentam morte e cobram medidas

O Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul divulgou nota de pesar em que afirma que Veras é "mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação, nestes tristes tempos de cerceamento da liberdade de expressão". 
"O Sindjor-MS, entidade que representa os e as jornalistas profissionais deste estado, exige severa investigação por parte das autoridades sul-mato-grossenses e brasileiras, para que seja punido esse atentado à vida e à democracia", diz a nota.
Outra das entidades representativas da região, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados também se manifestou: "esse golpe brutal atingiu também todos os profissionais da comunicação que atuam na fronteira Brasil-Paraguai, escancarando mais uma vez a insegurança vivida por quem pratica o jornalismo na região".
EM VÍDEO: Facções criminosas promovem terror na fronteira entre Brasil e Paraguai
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    Coronavírus: cruzeiro 'pária' consegue autorização para atracar após 5 rejeições por medo de infecções

    Depois de semanas de incerteza, Westerdam recebeu autorização para atracar no Camboja
    Depois de semanas de incerteza, Westerdam recebeu autorização para atracar no CambojaAFP
    Um cruzeiro isolado em alto-mar por causa do novo coronavírus foi finalmente autorizado a atracar no Camboja.
    O MS Westerdam foi rejeitado por cinco lugares na Ásia nos últimos dias.
    Outro cruzeiro em quarentena no Japão tem mais de 200 pessoas infectadas — mas Westerdam, com mais de 2 mil tripulantes e passageiros, não tem nenhum caso confirmado.
    Na terça-feira (11/02), o cruzeiro tentou atracar em Bangcoc, na Tailândia, mas não recebeu autorização.
    Um navio da Marinha tailandesa o escoltou para fora do Golfo da Tailândia, de onde seguiu para o Camboja.
    Na manhã desta quinta-feira (13/02), o navio finalmente chegou a um ponto de ancoragem na cidade portuária de Sihanoukville.
    "Nesta manhã, apenas ver terra foi um momento de tirar o fôlego", disse à Reuters a passageira Angela Jones, dos EUA. "Pensei: isso é real?"
    O Westerdam, administrado pela Holland America Line, com sede nos EUA, partiu de Hong Kong em 1º de fevereiro com 1.455 passageiros e 802 tripulantes a bordo.
    O cruzeiro estava programado para durar duas semanas — e com esses 14 dias chegando ao fim, havia preocupações com suprimentos de combustível e alimentos.
    Antes da Tailândia, Taiwan, Guam, Filipinas e Japão haviam rejeitado o navio.
    "Tivemos vários momentos em que chegamos quase lá; pensamos que estávamos indo para casa, mas acabávamos rejeitados", disse Jones.
    O capitão do navio, Vincent Smit, disse que o navio ancoraria fora de Sihanoukville para permitir que as autoridades realizassem exames de saúde a bordo.
    Os passageiros vão poder, então, desembarcar e voltar a seus países de origem a partir da capital do país, Phnom Penh.
    A embaixada dos EUA no Camboja disse que enviou uma equipe para ajudar seus cidadãos a planejar seu retorno para casa.
    Passageiros tiveram de lidar com tempo ocioso
    Passageiros tiveram de lidar com tempo ociosoReuters
    A decisão do Camboja de receber o MS Westerdam foi elogiada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
    Foi "um exemplo da solidariedade internacional que sempre pedimos", disse Tedros Ghebreyesus.
    Os passageiros a bordo de Westerdam passaram por exames de saúde rotineiros, e até o momento não houve casos confirmados.
    Já o cruzeiro isolado no Japão, em quarentena no porto de Yokohama, atualmente tem mais de 210 casos confirmados, tornando o Diamond Princess o maior aglomerado de infectados por coronavírus fora da China.
    Nem todos os passageiros foram examinados e o número de casos pode continuar aumentando. Outros 44 testaram positivo para o vírus nesta quinta-feira.
    Outro cruzeiro ficou em quarentena por vários dias nos arredores de Hong Kong, porque um passageiro havia sido anteriormente diagnosticado com o vírus.

    Começa julgamento de acusados de crime brutal que chocou Argentina

    Fernando Báez Sosa e a namorada Julieta Rossi
    Fernando Báez Sosa e a namorada Julieta RossiReprodução
    Fernando Báez Sosa tinha 19 anos e era descrito por amigos e familiares como um rapaz solidário e corajoso. Ele já tinha concluído o equivalente ao ensino médiona Argentina e tinha o sonho de cursar Direito. Mas no dia 18 de janeiro deste ano, ele deu entrada no hospital sem vida, devido uma hemorragia interna em decorrência de um forte traumatismo craniano. 
    A viagem para cidade balneária de Villa Gesell, na Província de Buenos Aires, foi planejada entre amigos oito meses antes. Era a segunda viagem em grupo dos jovens, mas uma discussão corriqueira dentro de uma balada por causa de um esbarrão acabou em tragédia. 
    Fernando estava com os amigos em uma casa noturna chamada Le Brique, quando, durante uma música mais agitada, os amigos trombaram em outro grupo de rapazes. Uma troca de mensagens no chat dos amigos de Fernando revela que, apesar de terem se desculpado, os rapazes continuaram encarando Fernando.
    O quebra-cabeça do crime brutal que chocou os argentinos e ocupa as primeiras páginas de todos os jornais do país, ainda não está completo. Mas os detalhes impressionam pela frieza dos oito jovens acusados, que participam de um time de rugby no Club Náutico Zárate, em Buenos Aires.
    A audiência judicial na qual os acusados irão contar suas versões para os fatos está marcada para esta quinta-feira (13). Os irmãos Luciano, Lucas y Ciro Pertossi, além de Máximo Thomsen, Matías Benicelli, Alejo Milanesi, Juan Pedro Guarino, Enzo Comelli, Blas Cinalli e Ayrton Viollaz aguardam na prisão de Dolores.
    Na ocasião, o juiz deverá decidir se decreta a prisão preventiva dos acusados. Mesmo estando na penitenciária mais populosa da Província, os jovens tiveram que ser isolados devido as ameaças de morte.
    Fora da balada
    Em um vídeo feito na porta da casa noturna Le Brique, uma confusão mostra vários jovens agredindo com socos e pontapés dois outros jovens. Um deles cai no chão e recebe chutes. Em outro vídeo, dois dos acusados são vistos com nitidez após agredir Fernando, que aparece no chão sem movimentos.
    Em um chat vazado dos acusados, após a confusão eles escrevem que o jovem que apanhou 'caducou'. Eles perguntam a localização do outros jovens, combinam entre eles se encontrarem, mas não tocar mais no que havia ocorrido naquela noite.
    Câmeras de segurança de uma loja do McDonalds mostram, poucos minutos após o crime, dois dos acusados, já com roupas limpas no restaurante. Eles vão ao caixa, fazem o pedido, e comem normalmente.
    Manifestações por Justiça
    A investigação aponta que após uma confusão dentro da casa noturna, todos os jovens teriam sido expulsos.
    Com isso, a briga do lado de fora ocorreu sem qualquer interferência de seguranças ou da polícia. Fernando teria sido espancando pelo grupo até a morte.
    De acordo com Julieta, a namorada de Fernando, está sendo organizado um protesto para sensibilizar as autoridades sobre o caso, no dia 18, quando completa um mês do assassinato do jovem.


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