terça-feira, 21 de abril de 2020

97º ANIVERSÁRIO DA ESCRITORA LYGIA DE AZEVEDO FAGUNDES (NOME DE BATISMOT) - 19 DE ABRIL DE 1923


Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura deste ano ...



Lygia Fagundes Telles

Daniela Diana
Lygia Fagundes Telles é uma escritora modernista brasileira. Ela faz parte da Academia Paulista de Letras (APL) e também da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Em 2005, Lygia recebeu o “Prêmio Camões” pelo conjunto de sua obra, considerado o mais importante da literatura de língua portuguesa.

Biografia

Lygia Fagundes Telles
Lygia de Azevedo Fagundes (nome de batismo) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. É filha de Durval de Azevedo Fagundes, promotor público, e de Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, pianista.
Passou sua infância em diversas cidades do interior paulista e desde pequena demostrou interesse pelas letras.
Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos, em São Paulo. Financiado por seu pai, em 1938, publicou seu primeiro livro de contos intitulado “Porão e Sobrado”.
Com 17 anos, ingressou na Escola Superior de Educação Física, na capital paulista.
Um ano depois, em 1941, começou a fazer paralelamente o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.
Seu interesse pela literatura foi importante nessa época, sendo colaboradora em jornais como a Arcádia e A Balança. Os dois estavam vinculados à Academia de Letras da Faculdade.
Durante os anos de faculdade começou a frequentar locais em que se reuniam diversos literatos. Nesse momento, conheceu Mario e Oswald de Andrade.
Em 1947, casou-se com um de seus professores da faculdade de Direito: o jurista Goffredo da Silva Telles Júnior. Com ele teve um filho: Goffredo da Silva Telles Neto.
Em 1960, o casal se separa e, três anos depois, casou-se com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes.
Em 1973, publicou o romance "As meninas". Com essa obra Lygia recebeu os Prêmios: Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e “Ficção” da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Em 1987, Lygia tomou posse da cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras (ABL).
"Às vezes, a esperança. O homem vai sobreviver, e essa certeza me vem quando vejo o mar, um mar que talhou com tanta poluição, embora! mas resistindo. Contemplo as montanhas e fico maravilhada porque elas ainda estão vivas. Sei que é preciso apostar e de aposta em aposta cheguei a esta Casa para a harmoniosa convivência com aqueles que apostam na palavra."
(Trecho do "Discurso de Posse", 1987)
Em 2001, a escritora foi agraciada com o título de "Doutora Honoris Causa" pela Universidade de Brasília (UnB). No mesmo ano, recebeu o Prêmio Jabuti com seu livro "Invenção e Memória".


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