
106 a. do assassinato do herdeiro do trono austríaco, arquiduque
FRANCISCO FERNANDO. Ele e sua mulher, SOFIA, foram assassinados, a tiros, por
GRAVILO PRINCIP, um jovem a serviço do governo sérvio, numa rua de SARAJEVO, em
28 de junho de 1914. Foi o estopim para a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. Um mês
depois, o IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO invade a SÉRVIA. Seguem-se várias declarações
de guerra, até que, em 6 de agosto, o continente inteiro está envolvido. Parece
difícil entender como o assassinato de um nobre austríaco foi capaz de detonar
o maior confronto militar que o mundo tinha visto até então. Entre agosto de
1914 e novembro de 1918, 65 milhões de soldados pegaram em armas, com um saldo
de aproximadamente dez milhões de mortos e 20 milhões de feridos. Quando acabou
a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, quatro grandes impérios (o ALEMÃO, o AUSTRO-HÚNGARO,
o RUSSO e o TURCO-OTOMANO) estavam destruídos. Depois de 1918, o mapa da EUROPA
nunca mais seria o mesmo. Na verdade, o tiro que acertou a jugular do
arquiduque FRANCISCO FERNANDO (1863-1914) foi só a gota d´água que detonou 40
anos de tensões. Desde 1871, quando os alemães ocuparam a FRANÇA, o mundo
começou a ficar pequeno para as pretensões territoriais das grandes potências,
que brigavam por terras na EUROPA e na ÁFRICA. A situação que era instável,
degringolou de vez quando sérias disputas na região dos BÁLCÃS jogaram o
IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO e seus aliados germânicos contra a RÚSSIA e a FRANÇA.
Parecia impossível solucionar todas as pendências políticas sem pegar em armas.
Começava então um conflito que os analistas da época chamavam, com otimismo de
“a guerra para acabar com todas as guerras”.
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