quinta-feira, 25 de junho de 2020

A JAPONA - TEXTO DO CORONEL PM LUIZ EDUARDO PESCE DE ARRUDA.

RC Diadema

A Japona

A PM é influenciada pela sociedade e a influencia também. No final dos anos 40, início dos anos 50,a Força Pública começou  a deixar os quartéis para dedicar- se ao policiamento ostensivo. Era a visão da geração "Freitas Almeida", um genial coronel do EB, constitucionalista em 32, mandado a SP por Getúlio para renovar a FP (1935-38) e impedir sua despersonalização ou mesmo extinção,decorrente da derrota militar em 32. Além de renovar a administração (foi ele, por exemplo, que contratou a IBM para implantar o hollerith mecanográfico), investiu nas escolas, criou o Espadim e o azulão do aluno oficial e mudou currículos, reforçando o compromisso dos futuros oficiais com o policiamento. Quando os alunos de Freitas Almeida eram tenentes e capitães, a FP foi para a rua de vez. E precisava de um abrigo ďe frio funcional, para uso no policiamento. Passaram o problema para o Sv de Intendência Um tenente QOA, folheando a revista " Seleções do Readers Digest" viu um anúncio dos pescadores no Mar do Japão, usando relogio Ômega naquelas condições terríveis de clima artico.  Ele não se ligou  no relógio mas no abrigo milenar contra o frio que os pescadores usavam. Copiou o desenho e o público interno passou a chamar de " japona", em memória da,origem do agasalho. Daí o termo migrou para a sociedade e aí está.
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