O Brasil atravessa a mais grave crise de sua história em consequência da pandemia, que, além da saúde, atinge a economia, com a recessão e o desemprego, agravando principalmente as dificuldades para as camadas de menor renda da população. Nesse cenário, aumentam as responsabilidades dos empresários, ao procurarem manter suas empresas e os empregos, apesar das condições extremamente desfavoráveis, especialmente devido as restrições impostas às atividades econômicas, pelos governos, visando preservar a saúde.
A Associação Comercial de São Paulo - ACSP vem atuando desde o início das restrições na defesa dos empresários e da população, mantendo diálogo permanente com as autoridades dos três níveis e junto ao Congresso, pleiteando medidas fiscais, de crédito e de flexibilização da legislação, para amenizar o impacto negativo do isolamento.
Para isso contou com a união de sua Diretoria, Conselhos, Superintendentes e associados, o que lhe permitiu atuação relevante e posição de destaque no diálogo com as autoridades. Procurou orientar os associados e empresários em geral, sobre as medidas governamentais de apoio às empresas, especialmente as menores, enquanto pressionava pela abertura do varejo com organização e responsabilidade. Em meio a um cenário de tantas dificuldades, quando a união e colaboração de todos é fundamental, fomos surpreendidos por um Comunicado do Movimento “Renova ACSP Eleições” com ataques à Diretoria, baseados em calúnias e difamações. Embora se pretenda resolver esse assunto pelos meios estatutários e judiciais, em atenção aos senhores associados julgamos importante esclarecer alguns pontos do referido Comunicado. Começa por afirmar que a Diretoria é ilegítima, por estar sub judice, mas não esclarece que moveram quatro ações para invalidar as eleições de 2019, mas omitem o principal: Perderam todas. Duas liminares foram negadas pelo Tribunal de Justiça e, agora em abril as demais ações perante a 6ª e 35ª. Varas Cíveis foram julgadas improcedentes em relação ao mérito. Como a Lei Processual sempre permite mais algum embargo, continuam recorrendo apenas para tumultuar. Ilegítimo é quem perde e não se conforma: não quem já foi reconhecido como vencedor pela Justiça.
Fala em falta de transparência, mas a Associação segue rigorosamente a legislação e seu Estatuto, prestando contas às suas Diretorias e Conselhos, e todos os dados constam de Balanço devidamente auditado por empresas de renome.
Quando aponta a “nebulosa” venda do SPC, na verdade o SCPC, que se transformou na Boa Vista Serviços, esse fato ocorreu há mais de dez anos, e foi necessário para acompanhar à concorrência, inclusive de empresas estrangeiras. Com a expectativa da criação do Cadastro Positivo, era necessário realizar altos investimentos, e a entidade não dispunha de recursos naquele momento.
O “misterioso” fechamento do Diário do Comércio, na verdade foi transformado em jornal online, teve uma razão muito simples. Com a queda da publicação de balanços, inclusive de clientes tradicionais, o Diário do Comércio, que já era deficitário, se tornou inviável, como muitos outros.
Os “esquemas e desvios” de 40 milhões de reais sob “segredo de justiça” envolve duas mentiras em uma única frase. O valor é muito menor e está à disposição de quem quiser consultar. Aliás, alguns dos autores do texto conhecem a verdade, pois participaram muito tempo da entidade e eram Vice-presidentes quando a ação foi aberta e não está em “segredo de justiça”, como eles bem sabem.
A acusação de que o Presidente da ACSP sugeriu protocolos, estabelecendo a limitação de 4 horas para o varejo abrir, é muito cínica, pois isso não constava da proposta da entidade, mas sim foi imposta pelo Decreto do Governador.
Como cidadão, o Presidente já participava de um partido político antes de assumir a Presidência da entidade, mas não misturou as coisas, o que é comprovado pelo fato de que possui diálogo com as autoridades e parlamentares de diferentes posições partidárias.
Quanto ao “verdadeiro antro”, o autor dessa expressão será interpelado na Justiça.
Uma última consideração. O que pretendem os autores do Comunicado? Denegrir a imagem da ACSP, visando prejudicar sua luta em defesa dos empresários?
Se essa é a intenção, não conseguirão, pois a ACSP seguirá sua trajetória de 125 anos de luta em prol da livre iniciativa e do desenvolvimento econômico e social do Brasil. ENQUANTO UNS TRABALHAM, outros criticam. Felizmente representam uma minoria inexpressiva.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário