sábado, 18 de julho de 2020

53 ANOS DO DESASTRE AÉREO EM FORTALEZA, MATANDO O EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA MARECHAL ALENCAR CASTELLO BRANCO, EM 18 DE JULHO DE 1967.

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  53 a. desastre aéreo em FORTALEZA, matando o ex-Presidente da República, MARECHAL ALENCAR CASTELLO BRANCO, em 18 de julho de 1967. Na clara manhã daquele dia, o avião que levava o marechal da cidade de QUIXADÁ, no interior do CEARÁ, onde ele visitara a romancista RACHEL DE QUEIROZ, a FORTALEZA, foi atingido na cauda por um caça militar T-33. O aparelho pertencia à esquadrilha da fumaça. Naquele instante, outros três T-33 da mesma esquadrilha voavam em sua companhia. O caça militar conseguiu retornar à sua base e pousar com uma leve avaria. O bimotor com CASTELLO BRANCO a bordo caiu em “parafuso chato”, na linguagem aeronáutica, de uma altura de 1,5 mil pés (450 metros). O documento que reúne toda a investigação sobre o caso é assinado pelo TENENTE-BRIGADEIRO-DO-AR ARARIPE MACEDO. Em lugar de esclarecimentos, a peça abre lacunas suspeitas. Entre os pilotos da esquadrilha da fumaça, o único nome que aparece no relatório é o do estagiário de pilotagem ALFREDO MALAN D´ANGRONE. Com apenas 29 horas de vôo naquele tipo de avião, ele foi responsabilizado singularmente pela colisão. D´ANGRONE depôs por oito horas sobre o caso, numa única interpelação, mas a íntegra de suas declarações nunca foi divulgada pela Aeronáutica. Tudo o que se sabe é que D´ANGRONE admitiu que foi o avião em que ele estava que se chocou contra a aeronave civil. Muitos fatos estão sem explicação. Por que os militares que conduziram as investigações não tomaram depoimentos dos outros pilotos da esquadrilha da fumaça? Eles, muito provavelmente, foram testemunhas oculares da colisão, uma vez que, quase sempre, voam agrupados.
Nascido em FORTALEZA (CE), em 1897, o ex-presidente MARECHAL HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO foi o principal líder do golpe militar de 1964. Apesar de ter assinado de próprio punho o Ato Institucional número 1, decreto que permitia a suspensão dos direitos políticos dos cidadãos, CASTELLO BRANCO não escondia o desejo de em poucos anos devolver o poder aos civis. Chamava a investida militar de poder provisório. Acabou sendo golpeado pela chamada linha dura e se viu obrigado a entregar a Presidência para seu maior adversário, o GENERAL COSTA E SILVA. Personagem caricata por conta do pescoço curto, quando deixou o Palácio do Planalto, CASTELLO BRANCO disse uma frase à escritora RACHEL DE QUEIROZ que traduz exatamente a sua frustração: “O País perdeu um presidente sem pescoço e ganhou um sem cabeça”. CASTELLO BRANCO deixou o poder em 15 de março de 1967.

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