terça-feira, 28 de julho de 2020

88 ANOS DO ASSASSINATO DO CABOCLO PAULO VIRGÍNIO, EM CUNHA, NO DIA 28 DE JULHO DE 1932.

Paulo Virgínio – Wikipédia, a enciclopédia livre




  88 a. do assassinato do caboclo PAULO VIRGÍNIO, em CUNHA, por elementos da tropa ditatorial que invadiu aquela cidade (MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, contra a ditadura de GETÚLIO VARGAS), em 28 de julho de 1932.
PAULO VIRGÍNIO, O HERÓI DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.
Paulo Gonçalves dos Santos ou Paulo Virgínio mal sabia ler. Em princípios de julho de 1932, CUNHA foi sacudida, na sua pacatez, por graves e inesperados acontecimentos. Tropas da ditadura irromperam pela cidade desguarnecida e atônita. Era uma coluna mista de fuzileiros navais e soldados do Exército.
Aprisionaram pacíficos moradores do bairro do TABOÃO. Entre os prisioneiros estava Paulo Virgínio.
O Tenente AYRTON TEIXEIRA RIBEIRO interrogou o caboclo PAULO no sentido de que ele dissesse onde era a posição das forças paulistas. Ele negou com voz firme e indignada.
Passou então a supliciar Paulo Virgínio, juntamente com seus comandados. Deu-lhe chibatadas. Depois jogaram-lhe baldes de água em ebulição, seguido de uma ducha fria.
Paulo Virgínio a tudo suportou sempre dizendo, quando interrogado: “SÃO PAULO VENCE”.
Foi junto à ponte da estrada do Divino Mestre que se consumou o cruel martírio.
Entregaram-lhe uma enxada para cavar a própria sepultura. Era no dia 28 de julho de 1932, pela manhã, entre seis a sete horas. Uma rajada de metralhadora. A queda de um corpo. E a tragédia estava consumada. O humilde caboclo do bairro do Taboão tombava com 18 tiros nas costas.
Além do Tenente Ayrton, foram seus assassinos: Sargento Juvenal Bezerra Monteiro, Roque Eugênio de Oliveira, Ascendino Paiva e o fuzileiro naval Raymundo Jeronymo. Deixaram o local, a passos largos, como se fugissem de um fantasma.  



Viva Paulo Virgínio, herói-civil da... - Cunha, São Paulo, Brasil ...






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