
88 a. do assassinato do caboclo PAULO
VIRGÍNIO, em CUNHA, por elementos da tropa ditatorial que invadiu aquela cidade
(MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, contra a ditadura de GETÚLIO VARGAS), em
28 de julho de 1932.
PAULO
VIRGÍNIO, O HERÓI DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.
Paulo
Gonçalves dos Santos ou Paulo Virgínio mal sabia ler. Em princípios de julho de
1932, CUNHA foi sacudida, na sua pacatez, por graves e inesperados
acontecimentos. Tropas da ditadura irromperam pela cidade desguarnecida e
atônita. Era uma coluna mista de fuzileiros navais e soldados do Exército.
Aprisionaram
pacíficos moradores do bairro do TABOÃO. Entre os prisioneiros estava Paulo
Virgínio.
O
Tenente AYRTON TEIXEIRA RIBEIRO interrogou o caboclo PAULO no sentido de que
ele dissesse onde era a posição das forças paulistas. Ele negou com voz firme e
indignada.
Passou
então a supliciar Paulo Virgínio, juntamente com seus comandados. Deu-lhe
chibatadas. Depois jogaram-lhe baldes de água em ebulição, seguido de uma ducha
fria.
Paulo
Virgínio a tudo suportou sempre dizendo, quando interrogado: “SÃO PAULO VENCE”.
Foi
junto à ponte da estrada do Divino Mestre que se consumou o cruel martírio.
Entregaram-lhe
uma enxada para cavar a própria sepultura. Era no dia 28 de julho de 1932, pela
manhã, entre seis a sete horas. Uma rajada de metralhadora. A queda de um
corpo. E a tragédia estava consumada. O humilde caboclo do bairro do Taboão
tombava com 18 tiros nas costas.
Além
do Tenente Ayrton, foram seus assassinos: Sargento Juvenal Bezerra Monteiro,
Roque Eugênio de Oliveira, Ascendino Paiva e o fuzileiro naval Raymundo
Jeronymo. Deixaram o local, a passos largos, como se fugissem de um
fantasma.
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