As notícias mais importantes sobre coronavírus de 20 de agosto
Pesquisa de Harvard diz que crianças têm carga viral maior que adultos, Rússia anuncia testes de sua questionada vacina em 40 mil pessoas, Alemanha volta a ter alta de casos e, no Brasil, doença chega a 72% dos municípios.
Por G1
Hoje é quinta-feira, 20 de agosto, e o Brasil tem 3,4 milhões de casos confirmados de coronavírus. O número de mortos pela Covid-19 no país passa de 112 mil.
Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 980 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias. Já a média móvel de casos foi de 39.354 por dia, uma variação de -8% em relação aos casos registrados em 14 dias.
A Covid-19 já matou em 72% dos municípios do país, mostra o Mapa do Coronavírus – levantamento exclusivo feito pelo G1. Veja a situação da doença na sua cidade.
Em todo o mundo, três países já superaram a marca de 1 milhão de diagnósticos: Estados Unidos (5,5 milhões), Brasil (3,4 milhões) e Índia (2,8 milhões). No total de mortos, os países com os piores números são: Estados Unidos (174 mil), Brasil (112 mil) e México (58 mil).
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Abaixo, o G1 reúne as principais notícias do dia sobre coronavírus:
Vacina para Covid-19 da Rússia garantirá imunidade duradoura?
Foto de 6 de agosto mostra a vacina desenvolvida na Rússia contra a Covid-19, a primeira a ser registrada em todo o mundo contra a doença. — Foto: Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP
Segundo cientistas do Instituto Gamaleya, em Moscou, que desenvolveu a vacina russa para Covid-19, batizada de "Sputnik V", a vacina deverá dar imunidade à doença por no mínimo 2 anos. O Gamaleya também anunciou que a vacina deverá ser aplicada, a partir da semana que vem, em mais de 40 mil pessoas em 45 centros médicos na Rússia, como parte dos ensaios de fase 3, a última etapa de testes.
A vacinação em massa tem previsão de começar em outubro no país, e a exportação, em novembro. A vacina foi registrada na semana passada pelo governo russo, mas, até agora, não foram publicados estudos que mostrem os resultados dos testes da imunização. Por isso, ela é vista com desconfiança pela comunidade internacional. O governo do Paraná firmou uma parceria com o governo russo para desenvolver a vacina, mas nenhum teste clínico foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até agora.
Covid-19 em jovens: como é a carga viral?
Mulheres com máscaras seguram crianças em Lima, Peru, em imagem de junho — Foto: AP Photo/Martin Mejia
Um estudo publicado nesta quinta-feira (20) pela revista "Journal of Pediatrics", revista científica de pediatria, apontou que crianças com a Covid-19 tem maior carga viral do Sars CoV-2, vírus que causa a doença, do que adultos hospitalizados.
O estudo, feito por pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts, em Boston, analisou pacientes com idade de 0 a 22 anos e os comparou com adultos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido à doença. Nos pacientes infectados com idade entre 11 e 16 anos, foram identificados "altos níveis de vírus" nas vias aéreas e, por isso, existe forte capacidade de transmissão da Covid-19 a partir deste grupo.
Alemanha voltou a ter alta de casos de Covid-19?
Pessoas com utilizando máscaras faciais obrigatórias devido à pandemia de coronavírus entram no metrô em Duesseldorf, na Alemanha, na quarta-feira (19) — Foto: Martin Meissner/AP
A Alemanha registrou nas últimas 24 horas 1.707 novos infectados por coronavírus, o número mais elevado desde abril, de acordo com dados oficiais. O recorde de casos diários foi de 6.000 no início de abril. Os dados do instituto epidemiológico RKI, que registra 228.621 casos desde o início da pandemia, confirmam a aceleração dos contágios no país nas últimas semanas.
Por que a Itália registrou o maior nº de casos desde 23 de maio?
Homem é submetido a coleta de material para teste de Covid-19 em drive-tru em Roma, na Itália, na terça-feira (18) — Foto: Tiziana Fabi/AFP
A Itália registrou 845 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, o maior número desde 23 de maio, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Ministério da Saúde.
A península registrou 642 infecções na terça-feira, o que confirma uma tendência de alta.
"Não estamos em uma posição tão ruim quanto a França ou a Espanha, mas a situação não é satisfatória", alertou o professor Massimo Galli, diretor do departamento de doenças infecciosas do prestigioso hospital Sacco de Milão.
Para o especialista, o aumento dos casos se deve em parte ao fato de "o fim do confinamento ter dado origem a uma excessiva sensação de falsa segurança", bem como às viagens de turismo por conta do verão, razão pela qual ele alertou "seja cuidadoso".

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