terça-feira, 29 de setembro de 2020

216 ANOS DO NASCIMENTO DE FRANCISCO MANOEL BARROSO DA SILVA (29 DE SETEMBRO DE 1804)

 










216 a. nasce FRANCISCO MANOEL BARROSO DA SILVA em LISBOA, em 29 de setembro de 1804; veio para o BRASIL, com seus pais e a Família Real portuguesa, chegando ao RIO DE JANEIRO em 1808. Ingressou como ASPIRANTE na ACADEMIA DA MARINHA, em 1821. Como GUARDA-MARINHA e, depois, como TENENTE, lutou na GUERRA DA CISPLATINA, a bordo de navios da Marinha Imperial Brasileira. Participou de diversos combates. Atuou na repressão à Revolta da CABANAGEM, na Província do PARÁ, e da “GUERRA DOS FARRAPOS”, no SUL, durante o Período Regencial. Comandou diversos navios, inclusive a Corveta BAIANA, em uma viagem de instrução no Oceano Pacífico. Comandou a Estação Naval de PERNAMBUCO; depois, já como Oficial-General Chefe–de-Divisão (posto que correspondia ao de COMODORO, em outras Marinhas), comandou a Estação Naval da BAHIA e, mais tarde, a Divisão Naval do RIO DA PRATA. Participou da GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA contra o PARAGUAI, operando no RIO PARANÁ e, depois, no RIO PARAGUAI, até a Batalha de CURUPAITI. Comandou a Força Naval Brasileira que venceu, em 11 de junho de 1865, a BATALHA NAVAL DE RIACHUELO, no RIO PARANÁ. A vitória foi alcançada graças à coragem e à iniciativa de BARROSO, que, após conseguir sair da armadilha montada pelos paraguaios, nas proximidades da foz de RIACHUELO, com canhões e tropas na margem do rio, e navios e chatas artilhadas, retornou ao local e empregou a Fragata AMAZONAS, sua capitania, para abalroar e destruir navios inimigos. A esquadra paraguaia foi praticamente aniquilada, não tendo mais papel relevante nessa guerra; manteve-se o bloqueio que impediu o PARAGUAI de receber armamento e, até, os navios encouraçados que encomendara no exterior, e as tropas paraguaias retrocederam para dentro do território do PARAGUAI, por verem seu flanco e sua logística, em território invadido, ameaçados. Deixou o serviço ativo como ALMIRANTE e fixou residência em MONTEVIDÉU, no URUGUAI, onde faleceu, em 1882. BARROSO faz parte, portanto, de uma geração que se destacou pela competência e bom êxito alcançado, em uma fase da HISTÓRIA DO BRASIL que foi fundamental para que as gerações atuais herdassem este País de proporções quase continentais, com riquezas invejáveis e uma cultura única. Isto, obviamente, não aconteceu por acaso. Foi resultado de muito esforço e dedicação de pessoas, como ele por exemplo, muito capazes. BARROSO era um “homem do mar”, o paradigma do comandante do navio veleiro do século XIX, que passara boa parte de sua vida pisando num convés. Era austero, objetivo e disciplinador. TAMANDARÉ o tinha como amigo e o manteve como seu Chefe de Estado-Maior das Forças Navais em Operações no RIO DA PRATA, de abril de 1865 a dezembro de 1866.

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