216 a. nasce FRANCISCO MANOEL BARROSO DA SILVA
em LISBOA, em 29 de setembro de 1804; veio para o BRASIL, com seus pais e a
Família Real portuguesa, chegando ao RIO DE JANEIRO em 1808. Ingressou como
ASPIRANTE na ACADEMIA DA MARINHA, em 1821. Como GUARDA-MARINHA e, depois, como
TENENTE, lutou na GUERRA DA CISPLATINA, a bordo de navios da Marinha Imperial
Brasileira. Participou de diversos combates. Atuou na repressão à Revolta da
CABANAGEM, na Província do PARÁ, e da “GUERRA DOS FARRAPOS”, no SUL, durante o
Período Regencial. Comandou diversos navios, inclusive a Corveta BAIANA, em uma
viagem de instrução no Oceano Pacífico. Comandou a Estação Naval de PERNAMBUCO;
depois, já como Oficial-General Chefe–de-Divisão (posto que correspondia ao de
COMODORO, em outras Marinhas), comandou a Estação Naval da BAHIA e, mais tarde,
a Divisão Naval do RIO DA PRATA. Participou da GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA
contra o PARAGUAI, operando no RIO PARANÁ e, depois, no RIO PARAGUAI, até a
Batalha de CURUPAITI. Comandou a Força Naval Brasileira que venceu, em 11 de
junho de 1865, a BATALHA NAVAL DE RIACHUELO, no RIO PARANÁ. A vitória foi
alcançada graças à coragem e à iniciativa de BARROSO, que, após conseguir sair
da armadilha montada pelos paraguaios, nas proximidades da foz de RIACHUELO,
com canhões e tropas na margem do rio, e navios e chatas artilhadas, retornou
ao local e empregou a Fragata AMAZONAS, sua capitania, para abalroar e destruir
navios inimigos. A esquadra paraguaia foi praticamente aniquilada, não tendo
mais papel relevante nessa guerra; manteve-se o bloqueio que impediu o PARAGUAI
de receber armamento e, até, os navios encouraçados que encomendara no
exterior, e as tropas paraguaias retrocederam para dentro do território do
PARAGUAI, por verem seu flanco e sua logística, em território invadido,
ameaçados. Deixou o serviço ativo como ALMIRANTE e fixou residência em
MONTEVIDÉU, no URUGUAI, onde faleceu, em 1882. BARROSO faz parte, portanto, de
uma geração que se destacou pela competência e bom êxito alcançado, em uma fase
da HISTÓRIA DO BRASIL que foi fundamental para que as gerações atuais herdassem
este País de proporções quase continentais, com riquezas invejáveis e uma
cultura única. Isto, obviamente, não aconteceu por acaso. Foi resultado de
muito esforço e dedicação de pessoas, como ele por exemplo, muito capazes.
BARROSO era um “homem do mar”, o paradigma do comandante do navio veleiro do
século XIX, que passara boa parte de sua vida pisando num convés. Era austero,
objetivo e disciplinador. TAMANDARÉ o tinha como amigo e o manteve como seu
Chefe de Estado-Maior das Forças Navais em Operações no RIO DA PRATA, de abril
de 1865 a dezembro de 1866.

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