Bom dia! Um balde de água fria para a torcida da família presidencial brasileira. A vitória de Joe Biden nos Estados Unidos, anunciada neste sábado, é indigesta para o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, que já vestiam a camisa de Trump 2020 desde antes de o patriarca assumir o Governo. O mandatário brasileiro perde um aliado decisivo num momento em que abriu uma caixinha de maldades em sua relação com a China. A reportagem de Carla Jiménez, que abre esta edição, reflete sobre como o Governo brasileiro terá de repensar sua política externa ao perder o seu maior parceiro fora do Brasil. A nova interlocução é um cavalo de pau para o Governo Bolsonaro, refém do seu próprio discurso junto à base. Até a manhã desta segunda-feira, Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre a vitória do democrata e era um dos poucos chefes de Estado no mundo a silenciar sobre a derrota de Trump num momento tão simbólico para o planeta. Enquanto o Brasil silencia sobre o fim da era Trump, os Estados Unidos ainda vivem o suspense sobre a transição governamental, já que o republicano contesta a vitória do adversário e já disse que vai levar sua derrota nas urnas à Justiça. Entretanto, contrariando o que se poderia imaginar, a transição de poder no país não começa no dia seguinte ao anúncio do resultado. A troca de guarda na Casa Branca começa extraoficialmente já no primeiro semestre do ano eleitoral. É uma margem de tempo vital para que a nova Administração esteja preparada para o dia da posse, que a Constituição estabelece em 20 de janeiro, chova ou faça sol. A correspondente em Washington Yolanda Monge explica o que o Governo republicano já deixou encaminhado para a chegada de Biden e outras peculiaridades sobre a troca de inquilinos da Casa Branca. A vitória do democrata nas urnas também jogou holofotes sobre o peso do voto das mulheres neste pleito. Nesta edição, trazemos um perfil de Stacey Abrams, a ativista democrata apontada como responsável pela histórica virada de Biden e Kamala Harris na Geórgia. Já as colunistas Debora Diniz e Giselle Carino escrevem uma carta aberta à vice-presidenta eleita dos EUA —a primeira mulher a ocupar o segundo cargo mais importante do mundo. "Sua eleição é transformadora para todas as meninas e mulheres do mundo. Será assim para a nossa geração e para a de nossas filhas", escrevem.
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