129 a. das exéquias do Imperador D PEDRO II. No
dia 9 de dezembro de 1891, muito cedo, apesar da chuva incessante e do vento
frio, uma verdadeira multidão começou a ocupar a Praça da Madeleine e a invadir
as ruas e avenidas adjacentes. Antes do meio-dia a multidão já se tornara tão
compacta, que os correspondentes do “Daily Telegraph” e do “Daily Mail” escreveram:
“Havia tanta gente nos funerais do Imperador quanto nos de VICTOR HUGO”.
Calcula-se em 200.000 as pessoas que assistiram à passagem do cortejo fúnebre.
JOAQUIM NABUCO, correspondente do “Jornal do Brasil”, escreveu por ocasião das
exéquias suntuosas de D. Pedro II em Paris: “Mais do que isso, infinitamente,
D. PEDRO II preferia ser enterrado entre nós, e por certo que o tocante
simbolismo de fazerem o seu corpo descansar no ataúde sobre uma camada de terra
do Brasil interpreta o seu mais ardente desejo. Ao brilhante cortejo de Paris
ele teria preferido o modesto acompanhamento dos mais obscuros de seus
patrícios, e daria bem a presença de um dos primeiros exércitos do mundo em
troca de alguns soldados e marinheiros que lhe recordassem as gloriosas campanhas
nas quais o seu coração se enchera de todas as emoções nacionais. Mas foi a sua
sorte morrer longe da Pátria. É uma consolação, para todos os brasileiros que
veneram o seu nome, ver que ele, na sua posição de banido, recebeu da gloriosa
nação francesa as supremas honras que ela pôde tributar. No dia de hoje o
coração brasileiro pulsa no peito da França”.

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