sábado, 5 de dezembro de 2020

CADÊ AS LUZES? - DOUTOR MARIANO TAGLIANETTI (PLANO? ONDA? VACINA? - POR GONZALO VECINA)

 Cadê as luzes ?

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MarianoTaglianetti

Anexossex., 4 de dez. 19:12 (há 17 horas)
para mim
Caríssimo e dileto CEL. VENTURA, boa noite !

A epidemia "CORNOVIRUS" está recrudescendo...
Aonde está a lucidez de nossos governantes ?
A clareza da lavra de GONZALO VECINA sugeriu o cometário anexo.
Ainda há tempo de restringirmos as proporçõe dessa desgraça que nos
assola, basta encara-la abdicando da politicalha...

Efusivos cumprimentos, MT.



Plano ? Onda ? Vacina ?

*GONZALO VECINA


Nessas idas e vindas da pandemia, ás vezes parece que se está em Macondo. Onde estão as ondas ? Onde estão os governos ? Onde está a população ? E as vacinas ?  E os mortos ? Sim, infelizmente os mortos estão mortos e enterrados. E nem foram adequadamente chorados. É proibido chorá-los. Pode haver disseminação da doença. Do vírus. Desses seres invisíveis que vieram para aumentar o número de mortos. Que ninguém  sabe explicar como surgiram e quando vão embora. Mas sabemos que estamos cansados deles e parece que  depois da terceira onda eles irão embora e, por  isso, queremos sair logo da primeira e viver a segunda, para que chegue a terceira e tudo acabe e Macondo possa voltar à sua...normalidade?

Tempos de realismo fantástico. Estamos vivendo uma  pandemia provocada por um vírus letal que veio da destruição ambiental provocada pelo homem na Ásia. Uma parte das pessoas que se infectam morre. Não há remédio para tratar a doença. Apesar de o Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde ter declarado que deve ser iniciado o tratamento o mais precocemente possível. Com os medicamentos que todos sabemos quais são. E que está CIENTIFICAMENTE comprovado que o isolamento social não funciona. Faltou declarar que, de acordo com seu chefe, as máscaras devem ser evitadas, pois os vírus gostam de pessoas mascaradas.

Não interessa se é uma nova onda ou não, estamos vivendo um recrudescimento da epidemia. O numero de casos está aumentando no País. Hospitais estão ficando cheios e, em algumas cidades, é preciso escolher quem vai viver, quem não será atendido... E por que ? Porque estamos na rua e nos encontramos com o vírus. Porque nossos governantes não querem assumir o papel para o qual foram escolhidos: governar, liderar, propor alternativas. Porque não queriam ter prejuízos eleitorais e não quiseram voltar atrás em flexibilizações irresponsáveis. E um dia após as eleições propuseram o que já deveriam ter feito há quinze dias !

O que está ocorrendo não é surpresa. Não é fruto dos cientistas mal intencionados. A epidemia se alimenta de encontros e enquanto o vírus circular e existir pessoas que não tiveram a doença ou não foram vacinadas, teremos casos e mortes. Os casos e as mortes poderiam ser evitados pela ação dos governantes que estão falhando, em uma democracia, quando governos falham, devem ser chamados à responsabilidade e cobrados. Isso ainda não ocorreu. A justiça nao seguiu seu curso na identificação dos responsáveis pelas mortes e pelo sofrimento.

O plano proposto de vacinação que parte da existência de uma única vacina e da ficção do Covax Facility é de  um cartorialismo criminoso. Ignorar que somente no País tivemos quatro vacinas em testes  provavelmente exitosas e que deveriam ter merecido um esforço de negociação do governo é inaceitável. Propor que iniciemos a vacinação em março e que no máximo alcancemos  um terço da população em 2021 significa não realizar nenhum  mínimo esforço de tentar oferecer alternativas à população. É uma pública capitulação.  É um crime. Mesmo em Macondo. Cadê as luzes ?

*FUNDADOR E EX-PRESIDENTE DA ANVISA. EX-SEECRETÁRIO MUNICIPAL DE SP E PROFESSOR DO MESTRADO PROFISSIONAL DA EAESP/FGV E DA FSP/USP.

Extraído do jornal “O ESTADO DE S. PAULO” – Metrópole fls. A12  Edição 03 dezembro andante.

Comentário:

O articulista tece lúcida análise do que está ocorrendo e indaga “CADÊ AS LUZES ?” Infelizmente diante da epidemia que se alastra não se nota bom senso e sim politicalha regendo a saúde pública diante da voragem da desgraça.

O primeiro passo, em nosso modesto entender como cidadão brasileiro, para que haja alternativa plausível  “PORQUE ANTES TARDE DO QUE NUNCA” seria promover uma reanálise da origem da catástrofe que nos assola em função do STF –SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL , haver dado guarida ao PACTO FEDERATIVO o qual determina que a saúde pública está mercê dos ESTADOS.

Se constitucional O PACTO FEDERATIVO  “in casu” está evidente que o LEGISLADOR não previu excepção de não prevalência QUANDO SE TRATA DE PROBLEMÁTICA QUE ATINGE A NACIONALIDADE COMO UM TODO.

Logo o STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ao desconsiderar esse aspecto fundamental não propondo um COMITÊ NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA para que houvesse ação unificada sob comando federativo, deveria proceder a um “MEA CULPA” para que haja um real combate a situação caótica que estamos vivendo...

É imperativo abandonar esse malfadado posicionamento do STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, encarando a voragem da epidemia...

Curitiba, 05 dezembro 2020.

Adv. Mariano Taglianetti

OAB 7471 – Pr. mtaglianetti@ol.com.br











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