A MORTE SILENCIOSA
| 28 de mar. de 2021 08:08 (há 0 minuto) | ![]() ![]() | ||
| ||||
A MORTE SILENCIOSA
Pode acontecer qualquer catástrofe em sua superfície que o planeta terra não tomará conhecimento e continuará girando em torno da sua estrela mãe. O bom Deus criou e colocou o homem para viver no Éden terrestre com o dom da razão e do livre arbítrio, para que pudesse ser feliz e viver em harmonia com a natureza e os outros seres vivos. Conforme os livros sagrados, o primeiro pecado do homem para com seu Criador aconteceu com a parábola de Adão comer a maçã proibida, apesar dos protestos da própria companheira Eva. Em vez de gozar as delícias do Éden o teimoso Adão, se achando dono da verdade, resolveu desafiar as leis de Deus e ter que trabalhar para se auto sustentar e aos seus descendentes. No século passado, após a II Guerra Mundial, onde foram sacrificadas 50 milhões de vida, o homem atingiu o ápice em sua capacidade destruidora criando as bombas nucleares, cujo arsenal atual, em posse de alguns países, pode varrer a face da terra de qualquer ser vivo animal e vegetal. E o desastre quase aconteceu nos anos 60, com o caso dos foguetes entre a União Soviética de Nikita Kruschev e os Estados Unidos de John Kennedy, com a minúscula Cuba de Fidel Castro servindo de isca, aceitando a instalação de foguetes soviéticos teleguiados com ogiva nuclear, em seu território, incentivando o conflito.
Hoje, a evolução tecnológica do homem supera qualquer limite que se possa imaginar. Na área médica a evolução foi notável, mas no trato com a natureza e os desígnios de Deus, o homem moderno continuou omisso e desleixado. Do alto da sua arrogância, imitando a parábola de Adão, o ser humano colocou a modéstia de lado, também desobedeceu ao Criador e passou a se achar o dono do pedaço. O preço desses desvarios está sendo cobrado com o aparecimento de moléstias estranhas. Estamos vivenciando mais uma perigosa crise, não com a bomba nuclear que ficou obsoleta, pois depende do próprio homem para acionar o gatilho e ninguém quer fazê-lo. O perigo que ronda a humanidade hoje é a morte silenciosa, pois estamos em plena guerra bacteriológica, invisível, não se sabendo de onde vem, nem quem é o dono, nem quanto tempo vai durar e nem quem apertou o botão da desgraça. A verdade é que a nossa meta agora é apenas sobreviver a essas crises viróticas. O poder, a riqueza, a vaidade e o conhecimento do homem moderno foram para o espaço. Um vírus microscópico, chamado de Covid-19, colocou toda a soberba humana debaixo dos seus pés. Não sabemos onde e quando isso vai terminar. Infelizmente estamos acuados, assustados, reclusos em nosso próprio lar, usando máscaras para sair à rua e ao trabalho, aguardando a esperançosa vacina. Não podemos abraçar os nossos parentes e amigos e os avós não podem mais beijar os seus netinhos, porque o beijo, a expressão máxima do afeto e do carinho, está proibido. Alguma coisa está errada em nosso mundo e, assim continuando nesse descalabro, a vida humana não será mais a mesma, como a conhecemos.
José Batista Pinheiro, Cel EB Ref (Rio de Janeiro, 28.03.2021)

Nenhum comentário:
Postar um comentário