84 a. do quadro de PICASSO
– GUERNICA, pintado em 26 de abril de 1937. Durante a Guerra Espanhola, os
alemães, que apoiavam FRANCISCO FRANCO contra os republicanos, bombardeiam a
cidade de GUERNICA, na região do País Basco. Mais de duas horas depois do
início do ataque, dos cerca de 7 mil habitantes da cidade, mais de 1.600
estavam mortos e outros 889 ficaram feridos. O tato inspirou PABLO PICASSO a
pintar os horrores da guerra na obra GUERNICA.
Tradicionalmente, a semana em GUERNICA começava com uma feira
livre. Naquela segunda-feira, 26 de abril de 1937, agricultores dos arredores
da pequena cidade basca vendiam os frutos de seu trabalho na praça principal.
Às 16:30 horas, um único badalar do sino da igreja anunciou a incursão aérea.
Dez minutos depois vieram as bombas. GUERNICA ficou arrasada – e o mundo foi
apresentado ao poder dos ataques aéreos sistemáticos, que se tornariam comuns
poucos anos mais tarde, durante a SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Na época do
bombardeio, a ESPANHA vivia a GUERRA CIVIL. Após um fracassado golpe militar
contra o governo do socialista FRANCISCO LARGO CABALLERO, em 1936, as tropas do
GENERAL FRANCISCO FRANCO não desistiram de tomar o poder. Divididos, os
espanhóis passaram a se enfrentar em diversos pontos do país. Os combatentes
leais ao governo de esquerda, chamados de republicanos, contavam com o apoio da
UNIÃO SOVIÉTICA. Já as forças de FRANCO, os nacionalistas, tiveram a ajuda da
ITÁLIA fascista de BENITO MUSSOLINI e da ALEMANHA nazista de ADOLF HITLER.
Os protagonistas do ataque a GUERNICA foram aviadores alemães, com
a ajuda – muitas vezes desajeitada – de pilotos italianos. HERMANN GOERING,
comandante da LUFTWAFFE (a força aérea alemã), revelou em 1946, durante
julgamento no TRIBUNAL DE NUREMBERG, que GUERNICA foi um estupendo laboratório
para ensaiar sistemas de bombardeios com projéteis explosivos e incendiários em
uma cidade aberta. O resultado da mórbida experiência se tornou o episódio mais
lembrado da Guerra Civil.

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