sábado, 5 de junho de 2021

JORNAL EL PAÍS BRASIL - 5 DE JUNHO DE 2021 - SÁBADO.

 

São Paulo realiza neste sábado o "Dia D" de aplicação da segunda dose contra a covid-19

O Governo de São Paulo realiza neste sábado um mutirão de vacinação contra a covid-19. O chamado "Dia D" busca imunizar com a segunda dose da vacina quem já ultrapassou os prazos de 28 dias para receber o imunizante do Butantan e 12 semanas para o da Fiocruz/Astrazeneca. 

O mutirão está sendo realizado em parceria com os municípios paulistas e busca atigir mais de 403.000 pessoas que já receberam a primeira dose, mas que não completaram a vacinação no prazo previsto. “É fundamental que as pessoas busquem os postos de vacinação para tomar a segunda dose. Esta será uma grande mobilização com todos os municípios para buscar as pessoas que ultrapassaram o prazo de tomar a dose dois da vacina. A pessoa só estará totalmente protegida após as duas doses dos imunizantes”, afirma Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 403.323 pessoas que já receberam a primeira dose dos imunizantes estão com a segunda dose atrasada. O total inclui 139.826 pessoas que não tomaram a vacina da Fiocruz/AstraZeneca e outros 263.497 referentes à vacina do Butantan.

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Felipe Betim

Bom dia! Retomamos a partir de agora a cobertura em tempo real da pandemia da covid-19 e da crise política.

 

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Daniela Mercier

Encerramos nossa cobertura do dia. Voltamos neste sábado com mais notícias sobre a pandemia e a crise política. Boa noite!

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Daniela Mercier

Anvisa autoriza importação da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin

Após sete horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na noite desta sexta-feira a importação excepcional da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin. O aval não equivale a uma autorização de uso emergencial e foi concedida para lotes específicos dos imunizantes, sob "condições controladas" definidas pela agência. 

No caso da Covaxin, a importação foi autorizada para o Ministério da Saúde, autor do pedido, que poderá comprar 4 milhões de doses. Já a Sputnik V foi solicitada por seis Estados (Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí), que agora poderão fazer a compra de doses desse imunizante correspondentes a 1% de sua população. Ambos os pedidos já haviam sido negados anteriormente pela Anvisa, mas agora dirgentes e técnicos do órgão afirmam que novos documentos possibilitaram a mudança na decisão. "Houve mudança significativa do quadro analítico", afirmou Alex Machado Campos, um dos diretores da Anvisa e relator dos pedidos, ressalvando que "remanescem incertezas" que justificam as restrições impostas.

Entre as condições estabelecidas pelo órgão está a aplicação controlada em grupos específicos, para possibilidar o monitoramento de eventuais efeitos colaterais, e a assinatura de um termo de compromisso em que governos deixam claro que os imunizantes não têm autorização de uso emergencial ou registro da Anvisa —ou seja, sua segurança e eficácia não foi atestada pela agência. 

A Covaxin é fabricada pela empresa indiana Bharat Biotech, e a Sputnik V é desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

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Daniela Mercier

PGR pede ao STF arquivamento de investigação de parlamentares sobre atos antidemocráticos

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento da investigação para apurar a participação de parlamentares bolsonaristas no financiamento e na organização de atos antidemocráticos. Segundo o site G1, parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados.

Os atos ocorreram em abril, com a participação do presidente Jair Bolsonaro no de Brasília, onde foi realizado em frente ao quartel general do Exército. Além de pedir um novo AI-5, ato institucional da ditadura militar no país que suspendeu as garantias constitucionais, os manifestantes também pediram o fechamento do Congresso e do Judiciário.

O caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso e denunciado com base nesse inquérito e no das fake news —ambos sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF —, não seria afetado pelo arquivamento. 

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Daniela Mercier

Governo de Pernambuco troca secretário da Defesa Social por repressão de ato contra Bolsonaro

Após substituir o chefe da Polícia Militar, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), trocou nesta sexta o comando da Secretaria da Defesa Social, responsável pela área de segurança. O motivo é a repercussão gerada pela repressão violenta dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro no Recife, no sábado, em que ao menos duas pessoas foram atingidas no risto por balas de borracha. 

Nesta sexta, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, colocou o cargo à disposição, o que foi aceito pelo governador. A pasta será chefiada pelo atual secretário executivo, Humberto Freire. Mais cedo, como informa o Diário de Pernambuco, Câmara já havia empossado o coronel Roberto Santana como novo comandante da PM, em substituição ao coronel Vanildo Maranhão.

“Quero agradecer ao secretário Pádua por todo o seu trabalho em defesa do Pacto pela Vida nesses quatro anos, e ressaltar que a missão dada ao secretário Freire e ao comandante Roberto é que o episódio do último sábado não seja esquecido, para que nunca se repita. Os protocolos precisam ser revistos para que um comando de tropa na rua não possa se sentir autônomo a ponto de agir da maneira que agiu”, afirmou o governador, segundo o site. 

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Daniela Mercier

Brasil registra 1.454 novas mortes e ultrapassa 470.000 vítimas do coronavírus

O Brasil registrou nesta sexta-feira mais 1.454 mortes causadas pelo coronavírus, totalizando 470.842 vítimas desde o início da pandemia. Segundo os dados do Ministério da Saúde, o país acumula mais de 16,8 milhões de infecções, sendo 37.936 casos notificados nas últimas 24 horas. 

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Heloísa Mendonça

Eduardo Bolsonaro: "Correta a decisão do Exército e vendo quem está choramingando vejo que está mais certa ainda"

Enquanto a oposição criticou a decisão do Exército de não punir Pazuello pela presente em ato público com o presidente, o filho de Jair Bolsonaro Eduardo afirmou que o Exército agiu de maneira correta.

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Heloísa Mendonça

Fernando Haddad: "Depois da logística com Pazuello, fico preocupado com nosso serviço de inteligência"

Ex-prefeito de São Paulo e candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad (PT) criticou a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que, devido ao histórico de Bolsonaro, a insubordinação era esperada.

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Heloísa Mendonça

Ciro Gomes: "É muito grave o que tem de explícito e implícito na decisão do comandante do Exército"

A decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro gerou críticas de represetantes da oposição. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que já declarou ser pré-candidato à Presidência em 2022, afirmou que o fato é “muito grave”.

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Heloísa Mendonça

Cidade de São Paulo inicia vacinação contra covid-19 de gestantes sem comorbidades na próxima segunda

A Prefeitura de São Paulo decidiu começar a vacinar as mulheres grávidas sem comorbidades acima de 18 anos contra a covid-19, na próxima segunda-feira (7) . Até o momento, eram imunizadas somente grávidas com doenças preexistentes definidas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).

A prescrição médica deve ser apresentada nas unidades de saúde. As gestantes serão imunizadas com doses da Pfizer e CoronaVac, já que a Astrazeneca não é recomendada para grávidas.

Na próxima segunda (7), também serão imunizadas contra a Covid-19 as mães com comorbidades e que amamentam bebês de até um ano na capital paulista.

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Heloísa Mendonça

Alertas de desmatamento na Amazônia aumentam 41% em maio em relação ao mesmo período de 2020

Os alertas de desmatamento na Amazônia em apenas 28 dias de maio atingiram a marca de 1.180 km2, um aumento de 41% em relação ao mesmo mês de 2020. É a maior área de alertas desde o início da série do sistema Deter-B, do Inpe, em 2016, e a primeira vez que o número ultrapassa 1.000 km2 para esse mês.

De acordo com  o Observatório do Clima, o dado é preocupante, porque o mês de maio marca o início da estação seca, quando a devastação se intensifica, em grande parte da região amazônica. A permanecer a tendência nos próximos dois meses, a taxa oficial de desmatamento de 2021 (medida de agosto a julho) poderá terminar com uma inédita quarta alta consecutiva.

“O grande problema da fiscalização e do combate ao desmatamento não é apenas falta de dinheiro; o que falta é governo”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

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Heloísa Mendonça

General chama de "vergonha" ausência de punição de ex-ministro Pazuello pelo Exército

O ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz classificou como "vergonha" e "uma desmoralização para todos nós" o fato do Exército não punir o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello, por ter participado de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro em 23 de maio.

Em texto divulgado em suas redes sociais na manhã desta sexta-feira, Santos Cruz afirmou ter sido surpreendido com  telefonemas e mensagens de dezenas de jornalistas sobre o encerramento do caso Pazuello.

"Em atenção ao trabalho que fazem, sempre respondo, mesmo que seja para informar que nada tenho a dizer. Mas ontem eu não disse nada. Por vergonha", afirmou. "Por formação, me nego a fazer qualquer consideração sobre a decisão", disse. "Sobre o conjunto dos fatos, é uma desmoralização para todos nós", completou

O ex-ministro disse ainda que a presença de Pazuello no ato de apoio a Bolsonaro representou "um ataque frontal à disciplina e à hierarquia, princípios fundamentais à profissão militar". "Mais um movimento coerente com a conduta do Presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia ele avança mais um passo na erosão das instituições."

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Heloísa Mendonça

Espanha estende restrições de voo com Brasil e África do Sul até 22 de junho

O Governo espanhol prorrogou até o dia 22 de junho as restrições aos voos entre Brasil e África do Sul e aeroportos espanhóis, com o objetivo de limitar a propagação e o contágio de novas variantes do novo coronavírus, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Diário Oficial do Estado (BOE) da Espanha. O acordo estabelece que os voos do Brasil e da África do Sul, com ou sem escalas intermédias, só podem ser realizados em aeronaves que transportem exclusivamente espanhóis ou andorranos, ou residentes nos dois locais. (Efe)

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Heloísa Mendonça

Tóquio 2020 reconhece risco de contágio nos Jogos Olímpicos, mas confia nas medidas

A organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020 reconheceu nesta sexta-feira que não é possível impedir completamente a disseminação do covid-19 durante a competição, mas confia em suas medidas para minimizar o potencial impacto. “Tóquio 2020 fará todo o possível, mas mesmo assim, com a movimentação de pessoas, a propagação da infecção não pode ser completamente evitada”, disse hoje em entrevista coletiva a presidente do comitê organizador, Seiko Hashimoto, que garantiu que irá monitorar a situação de mudança da pandemia "para tomar as decisões certas." Hashimoto destacou que as medidas preventivas que estão adotando e traçando "são extremamente rígidas" e está confiante de que com a colaboração dos participantes para seguir as regras estabelecidas dentro da "bolha" em que os Jogos serão realizados, eles serão "capazes de conter a pandemia". (Efe)

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Heloísa Mendonça

Bom dia! Retomamos a partir de agora a cobertura da pandemia e da vacinação contra a covid-19, em tempo real.

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Daniela Mercier

"Ninguém interfere", diz Bolsonaro sobre decisão do Exército de não punir Pazuello

Em live nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que é "comum" o Exército não punir militares alvo de procedimentos disciplinares, como aconteceu com seu ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Mais cedo, a corporação arquivou a investigação que apurava se Pazuello, general da ativa, feriu o regimento interno das Forças Armadas ao participar de ato político ao lado do presidente, no último dia 23. "Ninguém interfere. A decisão é do chefe imediato dele ou do comandante da entidade", declarou Bolsonaro, que lembrou já ter sido punido com 15 dias de prisão por ter escrito um artigo para a revista Veja, em 1986, reclamando de seu salário. 

Como relata reportagem do EL PAÍS, a decisão sobre a punição de Pazuello ficou a cargo do comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e tinha o potencial de gerar uma crise militar na gestão Bolsonaro. O presidente já havia deixado claro publicamente que não gostaria que Pazuello fosse punido. 

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Daniela Mercier

Foto del mensaje

Brasil vive sua pior crise desde a ditadura, diz 'The Economist'

A "década sombria do Brasil" é o tema capa da revista britânica The Economist desta semana. A publicação, que mostra uma imagem Cristo Redentor com respirador, aborda as diversas frentes de crise no país, que vive um declínio "chocante" depois de anos de avanço da democracia e de melhora em seus indicadores sociais e econômicos desde o fim da ditadura. "Os hospitais estão lotados, as favelas ecoam tiros e um recorde de 14,7% dos trabalhadores estão desempregados. Incrivelmente, a economia do Brasil está menor agora do que era em 2011 - e serão necessários muitos trimestres fortes, como o relatado em 1º de junho, para reparar sua reputação. O número de mortos no Brasil por covid-19 é um dos piores do mundo. O presidente, Jair Bolsonaro, brinca que as vacinas podem transformar as pessoas em jacaré", diz a revista. 

 

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Stephanie Gruszka

Brasil registra 1.682 óbitos e 83.391 contágios pela covid-19 nas últimas 24 horas 

O Brasil registrou nesta quinta-feira 1.682 novas mortes pela covid-19, totalizando 469.388 vítimas da doença desde o início da pandemia. Segundo os dados do Ministério da Saúde, o país tem mais de 16,9 milhões de infectados, sendo 83.391 casos notificados nas últimas 24 horas. 

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Daniela Mercier

Chile suspende aplicação da segunda dose de AstraZeneca a menores de 45 anos

As autoridades sanitárias chilenas anunciaram nesta quinta-feira que suspenderão temporariamente a administração de segundas doses da vacina AstraZeneca contra covid-19 a menores de 45 anos "por precaução" após detectar um possível caso de efeitos adversos. "Estamos aguardando o resultado de uma investigação. Amanhã (nesta sexta-feira) o Instituto de Saúde Pública (ISP) dará o resultado se houve ou não efeito adverso em um paciente de 31 anos", explicou o ministro da Saúde, Enrique Paris.

A vacina AstraZeneca foi aprovada no Chile em abril para uso de emergência em mulheres com mais de 55 anos e homens com mais de 18 anos para evitar o risco de trombose. “Por precaução, conseguimos chegar a essa resolução de adiar a segunda dose e aplicá-la em pessoas com mais de 45 anos, como tem sido feito em outros países do mundo”, acrescentou.

O Chile, com 19 milhões de habitantes, realiza um dos processos de vacinação mais rápidos do mundo: 52,7% da população-alvo já recebeu as duas doses, número que o coloca atrás apenas de Israel.

A vacina da AstraZeneca é aplicada no Brasil, onde é produzida em parceria com a Fiocruz. Em maio, a Anvisa recomendou suspender a aplicação do imunizante em grávidas e adiar a segunda dose de quem já foi vacinado para depois do puerpério. O Ministério da Saúde, porém, reitera a confiança na eficácia e segurança na vacina para o público em geral, e a Fiocruz diz que eventos de trombose são “extremamente raros”. (Com informações da Efe)

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