São Paulo realiza neste sábado o "Dia D" de aplicação da segunda dose contra a covid-19
O Governo de São Paulo realiza neste sábado um mutirão de vacinação contra a covid-19. O chamado "Dia D" busca imunizar com a segunda dose da vacina quem já ultrapassou os prazos de 28 dias para receber o imunizante do Butantan e 12 semanas para o da Fiocruz/Astrazeneca.
O mutirão está sendo realizado em parceria com os municípios paulistas e busca atigir mais de 403.000 pessoas que já receberam a primeira dose, mas que não completaram a vacinação no prazo previsto. “É fundamental que as pessoas busquem os postos de vacinação para tomar a segunda dose. Esta será uma grande mobilização com todos os municípios para buscar as pessoas que ultrapassaram o prazo de tomar a dose dois da vacina. A pessoa só estará totalmente protegida após as duas doses dos imunizantes”, afirma Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI).
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 403.323 pessoas que já receberam a primeira dose dos imunizantes estão com a segunda dose atrasada. O total inclui 139.826 pessoas que não tomaram a vacina da Fiocruz/AstraZeneca e outros 263.497 referentes à vacina do Butantan.
Felipe Betim
Bom dia! Retomamos a partir de agora a cobertura em tempo real da pandemia da covid-19 e da crise política.
Daniela Mercier
Encerramos nossa cobertura do dia. Voltamos neste sábado com mais notícias sobre a pandemia e a crise política. Boa noite!
Daniela Mercier
Anvisa autoriza importação da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin
Após sete horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na noite desta sexta-feira a importação excepcional da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin. O aval não equivale a uma autorização de uso emergencial e foi concedida para lotes específicos dos imunizantes, sob "condições controladas" definidas pela agência.
No caso da Covaxin, a importação foi autorizada para o Ministério da Saúde, autor do pedido, que poderá comprar 4 milhões de doses. Já a Sputnik V foi solicitada por seis Estados (Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí), que agora poderão fazer a compra de doses desse imunizante correspondentes a 1% de sua população. Ambos os pedidos já haviam sido negados anteriormente pela Anvisa, mas agora dirgentes e técnicos do órgão afirmam que novos documentos possibilitaram a mudança na decisão. "Houve mudança significativa do quadro analítico", afirmou Alex Machado Campos, um dos diretores da Anvisa e relator dos pedidos, ressalvando que "remanescem incertezas" que justificam as restrições impostas.
Entre as condições estabelecidas pelo órgão está a aplicação controlada em grupos específicos, para possibilidar o monitoramento de eventuais efeitos colaterais, e a assinatura de um termo de compromisso em que governos deixam claro que os imunizantes não têm autorização de uso emergencial ou registro da Anvisa —ou seja, sua segurança e eficácia não foi atestada pela agência.
A Covaxin é fabricada pela empresa indiana Bharat Biotech, e a Sputnik V é desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.
Daniela Mercier
PGR pede ao STF arquivamento de investigação de parlamentares sobre atos antidemocráticos
A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento da investigação para apurar a participação de parlamentares bolsonaristas no financiamento e na organização de atos antidemocráticos. Segundo o site G1, parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados.
Os atos ocorreram em abril, com a participação do presidente Jair Bolsonaro no de Brasília, onde foi realizado em frente ao quartel general do Exército. Além de pedir um novo AI-5, ato institucional da ditadura militar no país que suspendeu as garantias constitucionais, os manifestantes também pediram o fechamento do Congresso e do Judiciário.
O caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso e denunciado com base nesse inquérito e no das fake news —ambos sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF —, não seria afetado pelo arquivamento.
Daniela Mercier
Governo de Pernambuco troca secretário da Defesa Social por repressão de ato contra Bolsonaro
Após substituir o chefe da Polícia Militar, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), trocou nesta sexta o comando da Secretaria da Defesa Social, responsável pela área de segurança. O motivo é a repercussão gerada pela repressão violenta dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro no Recife, no sábado, em que ao menos duas pessoas foram atingidas no risto por balas de borracha.
Nesta sexta, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, colocou o cargo à disposição, o que foi aceito pelo governador. A pasta será chefiada pelo atual secretário executivo, Humberto Freire. Mais cedo, como informa o Diário de Pernambuco, Câmara já havia empossado o coronel Roberto Santana como novo comandante da PM, em substituição ao coronel Vanildo Maranhão.
“Quero agradecer ao secretário Pádua por todo o seu trabalho em defesa do Pacto pela Vida nesses quatro anos, e ressaltar que a missão dada ao secretário Freire e ao comandante Roberto é que o episódio do último sábado não seja esquecido, para que nunca se repita. Os protocolos precisam ser revistos para que um comando de tropa na rua não possa se sentir autônomo a ponto de agir da maneira que agiu”, afirmou o governador, segundo o site.
Daniela Mercier
Brasil registra 1.454 novas mortes e ultrapassa 470.000 vítimas do coronavírus
O Brasil registrou nesta sexta-feira mais 1.454 mortes causadas pelo coronavírus, totalizando 470.842 vítimas desde o início da pandemia. Segundo os dados do Ministério da Saúde, o país acumula mais de 16,8 milhões de infecções, sendo 37.936 casos notificados nas últimas 24 horas.
Heloísa Mendonça
Eduardo Bolsonaro: "Correta a decisão do Exército e vendo quem está choramingando vejo que está mais certa ainda"
Enquanto a oposição criticou a decisão do Exército de não punir Pazuello pela presente em ato público com o presidente, o filho de Jair Bolsonaro Eduardo afirmou que o Exército agiu de maneira correta.
Heloísa Mendonça
Fernando Haddad: "Depois da logística com Pazuello, fico preocupado com nosso serviço de inteligência"
Ex-prefeito de São Paulo e candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad (PT) criticou a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que, devido ao histórico de Bolsonaro, a insubordinação era esperada.
Heloísa Mendonça
Ciro Gomes: "É muito grave o que tem de explícito e implícito na decisão do comandante do Exército"
A decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro gerou críticas de represetantes da oposição. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que já declarou ser pré-candidato à Presidência em 2022, afirmou que o fato é “muito grave”.
Heloísa Mendonça
Cidade de São Paulo inicia vacinação contra covid-19 de gestantes sem comorbidades na próxima segunda
A Prefeitura de São Paulo decidiu começar a vacinar as mulheres grávidas sem comorbidades acima de 18 anos contra a covid-19, na próxima segunda-feira (7) . Até o momento, eram imunizadas somente grávidas com doenças preexistentes definidas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).
A prescrição médica deve ser apresentada nas unidades de saúde. As gestantes serão imunizadas com doses da Pfizer e CoronaVac, já que a Astrazeneca não é recomendada para grávidas.
Na próxima segunda (7), também serão imunizadas contra a Covid-19 as mães com comorbidades e que amamentam bebês de até um ano na capital paulista.
Heloísa Mendonça
Alertas de desmatamento na Amazônia aumentam 41% em maio em relação ao mesmo período de 2020
Os alertas de desmatamento na Amazônia em apenas 28 dias de maio atingiram a marca de 1.180 km2, um aumento de 41% em relação ao mesmo mês de 2020. É a maior área de alertas desde o início da série do sistema Deter-B, do Inpe, em 2016, e a primeira vez que o número ultrapassa 1.000 km2 para esse mês.
De acordo com o Observatório do Clima, o dado é preocupante, porque o mês de maio marca o início da estação seca, quando a devastação se intensifica, em grande parte da região amazônica. A permanecer a tendência nos próximos dois meses, a taxa oficial de desmatamento de 2021 (medida de agosto a julho) poderá terminar com uma inédita quarta alta consecutiva.
“O grande problema da fiscalização e do combate ao desmatamento não é apenas falta de dinheiro; o que falta é governo”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Heloísa Mendonça
General chama de "vergonha" ausência de punição de ex-ministro Pazuello pelo Exército
O ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz classificou como "vergonha" e "uma desmoralização para todos nós" o fato do Exército não punir o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello, por ter participado de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro em 23 de maio.
Em texto divulgado em suas redes sociais na manhã desta sexta-feira, Santos Cruz afirmou ter sido surpreendido com telefonemas e mensagens de dezenas de jornalistas sobre o encerramento do caso Pazuello.
"Em atenção ao trabalho que fazem, sempre respondo, mesmo que seja para informar que nada tenho a dizer. Mas ontem eu não disse nada. Por vergonha", afirmou. "Por formação, me nego a fazer qualquer consideração sobre a decisão", disse. "Sobre o conjunto dos fatos, é uma desmoralização para todos nós", completou
O ex-ministro disse ainda que a presença de Pazuello no ato de apoio a Bolsonaro representou "um ataque frontal à disciplina e à hierarquia, princípios fundamentais à profissão militar". "Mais um movimento coerente com a conduta do Presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia ele avança mais um passo na erosão das instituições."
Heloísa Mendonça
Espanha estende restrições de voo com Brasil e África do Sul até 22 de junho
O Governo espanhol prorrogou até o dia 22 de junho as restrições aos voos entre Brasil e África do Sul e aeroportos espanhóis, com o objetivo de limitar a propagação e o contágio de novas variantes do novo coronavírus, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Diário Oficial do Estado (BOE) da Espanha. O acordo estabelece que os voos do Brasil e da África do Sul, com ou sem escalas intermédias, só podem ser realizados em aeronaves que transportem exclusivamente espanhóis ou andorranos, ou residentes nos dois locais. (Efe)
Heloísa Mendonça
Tóquio 2020 reconhece risco de contágio nos Jogos Olímpicos, mas confia nas medidas
A organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020 reconheceu nesta sexta-feira que não é possível impedir completamente a disseminação do covid-19 durante a competição, mas confia em suas medidas para minimizar o potencial impacto. “Tóquio 2020 fará todo o possível, mas mesmo assim, com a movimentação de pessoas, a propagação da infecção não pode ser completamente evitada”, disse hoje em entrevista coletiva a presidente do comitê organizador, Seiko Hashimoto, que garantiu que irá monitorar a situação de mudança da pandemia "para tomar as decisões certas." Hashimoto destacou que as medidas preventivas que estão adotando e traçando "são extremamente rígidas" e está confiante de que com a colaboração dos participantes para seguir as regras estabelecidas dentro da "bolha" em que os Jogos serão realizados, eles serão "capazes de conter a pandemia". (Efe)
Heloísa Mendonça
Bom dia! Retomamos a partir de agora a cobertura da pandemia e da vacinação contra a covid-19, em tempo real.
Daniela Mercier
"Ninguém interfere", diz Bolsonaro sobre decisão do Exército de não punir Pazuello
Em live nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que é "comum" o Exército não punir militares alvo de procedimentos disciplinares, como aconteceu com seu ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Mais cedo, a corporação arquivou a investigação que apurava se Pazuello, general da ativa, feriu o regimento interno das Forças Armadas ao participar de ato político ao lado do presidente, no último dia 23. "Ninguém interfere. A decisão é do chefe imediato dele ou do comandante da entidade", declarou Bolsonaro, que lembrou já ter sido punido com 15 dias de prisão por ter escrito um artigo para a revista Veja, em 1986, reclamando de seu salário.
Como relata reportagem do EL PAÍS, a decisão sobre a punição de Pazuello ficou a cargo do comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e tinha o potencial de gerar uma crise militar na gestão Bolsonaro. O presidente já havia deixado claro publicamente que não gostaria que Pazuello fosse punido.
Daniela Mercier

Brasil vive sua pior crise desde a ditadura, diz 'The Economist'
A "década sombria do Brasil" é o tema capa da revista britânica The Economist desta semana. A publicação, que mostra uma imagem Cristo Redentor com respirador, aborda as diversas frentes de crise no país, que vive um declínio "chocante" depois de anos de avanço da democracia e de melhora em seus indicadores sociais e econômicos desde o fim da ditadura. "Os hospitais estão lotados, as favelas ecoam tiros e um recorde de 14,7% dos trabalhadores estão desempregados. Incrivelmente, a economia do Brasil está menor agora do que era em 2011 - e serão necessários muitos trimestres fortes, como o relatado em 1º de junho, para reparar sua reputação. O número de mortos no Brasil por covid-19 é um dos piores do mundo. O presidente, Jair Bolsonaro, brinca que as vacinas podem transformar as pessoas em jacaré", diz a revista.
Stephanie Gruszka
Brasil registra 1.682 óbitos e 83.391 contágios pela covid-19 nas últimas 24 horas
O Brasil registrou nesta quinta-feira 1.682 novas mortes pela covid-19, totalizando 469.388 vítimas da doença desde o início da pandemia. Segundo os dados do Ministério da Saúde, o país tem mais de 16,9 milhões de infectados, sendo 83.391 casos notificados nas últimas 24 horas.
Daniela Mercier
Chile suspende aplicação da segunda dose de AstraZeneca a menores de 45 anos
As autoridades sanitárias chilenas anunciaram nesta quinta-feira que suspenderão temporariamente a administração de segundas doses da vacina AstraZeneca contra covid-19 a menores de 45 anos "por precaução" após detectar um possível caso de efeitos adversos. "Estamos aguardando o resultado de uma investigação. Amanhã (nesta sexta-feira) o Instituto de Saúde Pública (ISP) dará o resultado se houve ou não efeito adverso em um paciente de 31 anos", explicou o ministro da Saúde, Enrique Paris.
A vacina AstraZeneca foi aprovada no Chile em abril para uso de emergência em mulheres com mais de 55 anos e homens com mais de 18 anos para evitar o risco de trombose. “Por precaução, conseguimos chegar a essa resolução de adiar a segunda dose e aplicá-la em pessoas com mais de 45 anos, como tem sido feito em outros países do mundo”, acrescentou.
O Chile, com 19 milhões de habitantes, realiza um dos processos de vacinação mais rápidos do mundo: 52,7% da população-alvo já recebeu as duas doses, número que o coloca atrás apenas de Israel.
A vacina da AstraZeneca é aplicada no Brasil, onde é produzida em parceria com a Fiocruz. Em maio, a Anvisa recomendou suspender a aplicação do imunizante em grávidas e adiar a segunda dose de quem já foi vacinado para depois do puerpério. O Ministério da Saúde, porém, reitera a confiança na eficácia e segurança na vacina para o público em geral, e a Fiocruz diz que eventos de trombose são “extremamente raros”. (Com informações da Efe)
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