domingo, 25 de julho de 2021

43º ANIVERSÁRIO DO BEBÊ DE PROVETA, LOUISE BROWN ( 25 DE JULHO DE 1978)

 





  43 a. do BEBÊ DE PROVETA. LOUISE BROWN nunca ganhou um prêmio NOBEL nem descobriu a cura de nenhuma doença. Seu nome, entretanto, é um símbolo da medicina moderna. Seu grande mérito foi simplesmente ter nascido, a partir de um óvulo fertilizado em laboratório, no dia 25 de julho de 1978. LOUISE foi o primeiro ser humano gerado fora do útero, em cima de uma placa de vidro, inicialmente. A fertilização “in vitro” foi vista por muitos como uma aberração moral e um atentado contra a vida. Para o VATICANO era “um evento que poderia ter graves conseqüências para a humanidade”. ROBERT EDWARDS e PATRICK STEPTOE, entretanto, não se intimidaram. Por mais de três anos, os dois pesquisadores britânicos travaram uma batalha científica para reproduzir no laboratório o que a natureza havia desenvolvido ao longo de milhões de anos de evolução. Foram necessárias centenas de tentativas, na base da tentativa e erro, até se chegar a LOUISE. “Foi uma realização fantástica, que envolvia muito mais do que a infertilidade”, afirmou EDWARDS, em uma de suas raras entrevistas. “Envolvia temas como células-tronco e a ética da concepção humana. Eu queria saber exatamente quem estava no comando, se era DEUS ou os cientistas no laboratório!”. A conclusão “Éramos nós”, responde o pesquisador. No quarto de século que se seguiu, mais de um milhão de crianças foram concebidas por fertilização “in vitro”. A tecnologia evolui rapidamente e a reprodução humana se transformou em uma das principais fronteiras da ciência. A década de 80 foi voltada quase que inteiramente para o tratamento da infertilidade feminina. Surgiram o ultra-som e os medicamentos para estimulação hormonal dos ovários. Na década de 90, a atenção voltou-se para os homens. LUCI DA SILVA BUNN, de SÃO JOSÉ (SC) diz: “Tinha uma filha de um ano na época, e a história me marcou. Estávamos curiosos para saber se ela seria uma criança normal. Algumas pessoas acreditavam que ela era uma aberração e não sobreviveria.”  

Nenhum comentário: