segunda-feira, 5 de julho de 2021

90 ANOS DA INAUGURAÇÃO DO SANATÓRIO PADRE BENTO, EM GUARULHOS (5 DE JULHO DE 1931/2021)

 





  90 a. da inauguração do SANATÓRIO PADRE BENTO, em GUARULHOS, fazendo parte do então Departamento de Profilaxia da Lepra, no dia 5 de julho de 1931. Em 1934, necessitou-se de profundas ampliações. Construiu-se, então 6 pavilhões para mulheres, 4 para homens, 8 grupos de casas conjugadas para os casais, 28 casas isoladas, a residência do diretor, a quadra de esportes, o teatro-cassino e a instalação da rede de água e luz. Em 1936, efetuou-se a construção de 2 pavilhões específicos, com capacidade para 300 leitos, para o tratamento de menores hansenianos e, devido a esta peculiaridade (era o único a possuí-lo, chegou a denominar-se INSTITUTO EDUCACIONAL PADRE BENTO DIAS PACHECO. Seu primeiro diretor foi o Dr. AGUIAR PUPO, que ficou no cargo por apenas 37 dias, sendo então substituído pelo Dr. LAURO DE SOUZA LIMA, que permaneceu no cargo por 19 anos. Em agosto de 1933 é fundada a Sociedade Paulista de Leprologia com sede e foro no SANATÓRIO PADRE BENTO, e logo a seguir criou-se a revista de Leprologia de SÃO PAULO, que mais tarde tornou-se REVISTA BRASILEIRA DE LEPROLOGIA, fazendo, então, a cobertura da especialidade em todo território nacional. Em 1944, iniciou-se o uso das sulfonas no BRASIL. Na década de 60 o ex–sanatório passou a denominar-se HOSPITAL PADRE BENTO DE GUARULHOS. Em 1972 o Hospital ADHEMAR DE BARROS (que tratava os doentes portadores de PÊNFIGO FOLIÁCEO que funcionava no bairro de SANTANA, na capital) passou a ocupar as instalações dos pavilhões de menores do HOSPITAL PADRE BENTO. Em 1985, os pacientes crônicos de tuberculose no H.O. do MANDAQUI passaram a ocupar estas instalações e os doentes de PÊNFIGO foram transferidos para duas enfermarias do HOSPITAL PADRE BENTO. A partir dessa data passou então a ser denominado COMPLEXO HOSPITALAR PADRE BENTO DE GUARULHOS, pela fusão de dois hospitais (PADRE BENTO e HOSPITAL ADHEMAR DE BARROS). Enquadrou-se na categoria de HOSPITAL GERAL em 1990, após a inauguração do PRONTO SOCORRO e logo a seguir da UTI. Deixando de possuir a área asilar, o pavilhão de menores foi desativado e as crianças passaram a ocupar quatro enfermarias do hospital e posteriormente foram encaminhadas para as suas famílias ou educadores.

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