90 a. da inauguração do
SANATÓRIO PADRE BENTO, em GUARULHOS, fazendo parte do então Departamento de
Profilaxia da Lepra, no dia 5 de julho de 1931. Em 1934, necessitou-se de
profundas ampliações. Construiu-se, então 6 pavilhões para mulheres, 4 para
homens, 8 grupos de casas conjugadas para os casais, 28 casas isoladas, a
residência do diretor, a quadra de esportes, o teatro-cassino e a instalação da
rede de água e luz. Em 1936, efetuou-se a construção de 2 pavilhões
específicos, com capacidade para 300 leitos, para o tratamento de menores
hansenianos e, devido a esta peculiaridade (era o único a possuí-lo, chegou a
denominar-se INSTITUTO EDUCACIONAL PADRE BENTO DIAS PACHECO. Seu primeiro
diretor foi o Dr. AGUIAR PUPO, que ficou no cargo por apenas 37 dias, sendo
então substituído pelo Dr. LAURO DE SOUZA LIMA, que permaneceu no cargo por 19
anos. Em agosto de 1933 é fundada a Sociedade Paulista de Leprologia com sede e
foro no SANATÓRIO PADRE BENTO, e logo a seguir criou-se a revista de Leprologia
de SÃO PAULO, que mais tarde tornou-se REVISTA BRASILEIRA DE LEPROLOGIA,
fazendo, então, a cobertura da especialidade em todo território nacional. Em
1944, iniciou-se o uso das sulfonas no BRASIL. Na década de 60 o ex–sanatório
passou a denominar-se HOSPITAL PADRE BENTO DE GUARULHOS. Em 1972 o Hospital
ADHEMAR DE BARROS (que tratava os doentes portadores de PÊNFIGO FOLIÁCEO que
funcionava no bairro de SANTANA, na capital) passou a ocupar as instalações dos
pavilhões de menores do HOSPITAL PADRE BENTO. Em 1985, os pacientes crônicos de
tuberculose no H.O. do MANDAQUI passaram a ocupar estas instalações e os
doentes de PÊNFIGO foram transferidos para duas enfermarias do HOSPITAL PADRE
BENTO. A partir dessa data passou então a ser denominado COMPLEXO HOSPITALAR
PADRE BENTO DE GUARULHOS, pela fusão de dois hospitais (PADRE BENTO e HOSPITAL
ADHEMAR DE BARROS). Enquadrou-se na categoria de HOSPITAL GERAL em 1990, após a
inauguração do PRONTO SOCORRO e logo a seguir da UTI. Deixando de possuir a
área asilar, o pavilhão de menores foi desativado e as crianças passaram a
ocupar quatro enfermarias do hospital e posteriormente foram encaminhadas para
as suas famílias ou educadores.

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