
109 a. nasce OCTAVIO FRIAS
DE OLIVEIRA na cidade paulista de QUELUZ, na divisa com o RIO DE JANEIRO, em 5
de agosto de 1912. Seu pai, LUIZ TORRES, era juiz. Descendente dos barões de
ITABORAÍ e de ITAMBI, grandes fortunas no IMPÉRIO, viveu dias apertados em SÃO PAULO na infância e
na adolescência. Estudou no Colégio SÃO LUÍS, mas teve de arrumar emprego,
ainda menino, para ajudar nas despesas. Começou aí o futuro empresário que
faria do trabalho seu maior interesse. Conviveu com GUILHERME DE ALMEIDA, DI
CAVALVANTI e BRECHERET, mas não queria saber de vida intelectual. OCTÁVIO era
funcionário da Recebedoria de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado,
salário de 600 mil réis, quando veio a REVOLUÇÃO DE 1932. Foi para as
trincheiras. “Eu não acreditava naquela revolução, achava que nós íamos perder,
mas a pressão geral era tão grande que eu resolvi me alistar também, para
desespero de meu pai, que não queria que eu fosse de jeito nenhum. Aquilo era
sacanagem dos paulistas da UDN. Sempre achei isso...” Aos 36 anos, o
funcionário público pediu demissão no emprego para ser sócio do Banco Nacional
Imobiliário (depois Interamericano). Não tinha dinheiro, mas ficou com 10% do
BNI. O investimento seguinte foi o ramo imobiliário, quando o BNI contratou
CARLOS CALDEIRA FILHO, que havia lançado um condomínio, a preço de custo, em SANTOS. O BNI
comprou a idéia. Trabalhando juntos, FRIAS e CALDEIRA, futuros sócio, ficaram
amigos. Um de seus empreendimentos de sucesso foi o EDIFÍCIO COPAN, encomendado
a OSCAR NIEMEYER para a comemoração do 4o. Centenário de SÃO PAULO.
FRIAS lembra a dificuldade que foi o COPAN sair do papel. “Não havia jeito de o
NIEMEYER fazer o projeto. Depois de muitos atrasos, um dia tranquei o NIEMEYER
na sala e disse: Você só sai daqui com um projeto. Horas depois, ele havia
feito os primeiros esboços do COPAN”. Depois de percalços em negócios com o
BNI, que quebrou, com a TRANSACO, veio a compra da FOLHA, em agosto de 1962.
FRIAS conhecia bem o jornal, por causa de NABANTINO, seu amigo, e de CLÓVIS
QUEIROGA, seu cunhado, também sócio da empresa. A partir do momento em que
comprou a FOLHA, FRIAS casou-se com ela. Passou a despachar do quinto andar do
prédio da BARÃO DE LIMEIRA, sede da empresa, onde ele e CALDEIRA ocuparam duas
salas vizinhas. Entregou a redação do jornal ao jornalista JOSÉ REIS e se
preocupou, antes de mais nada, com a situação financeira e econômica. O livro
“A TRAJETÓRIA DE OCTÁVIO FRIAS DE OLIVEIRA”, lançado no dia 14 de agosto de 2006,
conta a trajetória de FRIAS, que em grande parte se confunde com a história da
FOLHA, registra avanços e retrocessos. O jornalista ENGEL PASCHOAL traça o
perfil de FRIAS intercalando a narrativa com informações dele e depoimentos de
amigos e colaboradores – tudo no contexto da época.
OCTÁVIO FRIAS DE OLIVEIRA
morre no dia 29 de abril de 2007, às 15:25 horas, em decorrência de
complicações que começaram em novembro de 2006, quando sofreu uma queda em casa
e precisou ser submetido a uma cirurgia para a remoção de um hematoma craniano.
Nas últimas semanas, o quadro clínico do empresário piorou. Ele teve uma
insuficiência renal grave e estava inconsciente havia alguns dias. O velório e
o enterro foram no Cemitério GETMÊMANI, em 30 de abril de 2007.
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