sexta-feira, 20 de maio de 2022

145 ANOS DO NASCIMENTO DE BRAZILIO TABORDA, EM 20 DE MAIO DE 1877

 






145 a. nasce BRAZILIO TABORDA. natural do Estado do PARANÁ, em 20 de maio de 1877, filho do Sr. Manoel Paulino da Silva. Após o término de sua educação básica, assentou ele praça aos 17 anos de idade, no 13º Regimento de Cavalaria, a 26 de novembro de 1894. O soldado recruta Brazilio Taborda, graças a sua inteligência e dedicação incontestes à carreira militar que abraçara, ascendeu em pouco tempo às graduações de anspeçada, cabo e furriel, vindo a ser promovido a segundo sargento em 16 de março de 1895, quando ainda neste mesmo mês conseguiu realizar seu grande sonho, ingressar na Escola Militar com destino à sua formação para ser oficial do Exército Brasileiro. De fato, após ser aprovado nos exames de ingresso, seguiu com destino à Escola Militar do Rio Grande do Sul, de onde foi aluno dos anos de 1895 a 1897, dali sendo transferido para a Escola Militar do Ceará, lá permanecendo de 1897 a 1898, vindo a concluir a sua formação na Escola Militar do Brasil em 1904, com os títulos de bacharel em Matemática e Ciências Físicas e de engenheiro militar. Distinguido com o posto honorífico de Alferes-Aluno, a 1º de maio de 1901, BRAZÍLIO TABORDA demonstrava desde os bancos acadêmicos a característica inconteste que o caracterizou por toda a vida, qual foi, a determinação com a qual se dedicava às suas obrigações, aos seus afazeres e mais tarde, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, da qual foi um de seus maiores comandantes, aos ideais por uma São Paulo grande, dentro de um Brasil maior.

O primeiro posto do oficialato, o de segundo tenente, BRAZÍLIO TABORDA o atingiu aos 29 anos de idade, em 10 de janeiro de 1907, para a arma de Artilharia, a qual muito soube honrar nos seus quase cinqüenta anos de carreira militar.

Como oficial subalterno, serviu ele em vários corpos de tropa, fossem regimentos de infantaria e artilharia, tendo sido ainda professor de Aritmética e Geometria do Colégio Militar de Porto Alegre nos anos de 1912 e 1913.

Pouco antes, em 25 de outubro de 1909, fora ele promovido ao posto de primeiro tenente e, a 7 de novembro de 1917, ao posto de capitão. Em 1921, passou para a segunda classe do Exército para tratamento de saúde, tendo revertido para a primeira classe no ano seguinte, para então realizar curso na Escola de Estado Maior do Exército.

A 20 de abril de 1923, aos 46 anos incompletos, atinge o posto de major para dali a um ano participar da Revolução de 1924, ao lado da legalidade como chefe do Estado-Maior do Destacamento João Gomes.

Seguiram-se então transferências para várias unidades e missões das mais variadas, quando em 13 de outubro de 1927, foi ele promovido ao posto de tenente coronel, vindo a comandar o 5º Regimento de Artilharia Montada e posteriormente o 2º Regimento de Artilharia Montada, este último durante a Revolução de 1930.

Em 15 de outubro de 1931, decreto o promove ao posto de coronel e concomitantemente o classifica diretor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da 5º Região Militar.

Quando a revolução constitucionalista de 1932, a 9 de julho daquele ano, era deflagrada, encontrava-se o coronel BRAZÍLIO TABORDA servindo no Estado Maior do Exército, no RIO DE JANEIRO.

Profundo entendedor do momento critico em que se encontrava a nacionalidade brasileira e o esforço hercúleo que o Estado de São Paulo havia tomado para levantar toda o país e fazer valer a Constituição, a Liberdade e a Democracia, BRAZÍLIO TABORDA deixa o rio no dia 14 de julho desse ano, com destino a Santos, onde por ordem do general BERTOLDO KLINGER, comandante militar da Revolução, deveria elaborar o plano de defesa daquela importante cidade portuária.

Tinha terminado de elaborar tal plano quando a 18 de julho nova ordem do GENERAL KLINGER determinou que seguisse para o setor Sul do Estado, mais precisamente para a cidade de Itapetininga, onde ali assumiria o comando do Exército Constitucionalista do Setor Sul, ali em formação com vistas a defesa do estado contra tropas adversárias advindas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Paraíba e Pernambuco, a comando do general WALDOMIRO CASTILHO DE LIMA.

Com a sua chegada em ITAPETININGA na manhã do dia 19 de julho de 1932, tomou o coronel BRAZÍLIO TABORDA todas as medidas enérgicas que a situação demandava.

De fato, a fronteira sul do estado, em Itararé, já havia caído em poder dos adversários em 18 de julho. O mesmo havia ocorreu em Faxina (atual Itapeva) em 19 de julho, mas a facilidade com que os adversários avançaram encontrou fortíssima resistência na cidade de BURI, onde o coronel BRAZILIO TABORDA comandou em pessoa a defesa desse verdadeiro bastião constitucionalista no qual episódios de heroísmo e bravura foram consignados por combatentes da Força Publica de São Paulo (atual PMESP) e voluntários paulistas, entre eles os jovens acadêmicos de Direito, Medicina e Engenharia, do lendário Batalhão “14 de Julho” e também do Trem Blindado de número 1, sob o comando do valoroso primeiro tenente Afonso Negrão, mas tarde promovido a capitão por atos de bravura durante a revolução.

Da resistência ocorrida em BURI (25 a 26 de julho), o coronel BRAZÍLIO TABORDA continuou a frente do Exército Constitucionalista do Setor Sul em todos os demais combates no setor, tendo sido chamado pelo GENERAL KLINGER para comandar a polícia do Estado de São Paulo dias antes do Armistício ocorrido a 2 de outubro de 1932.

Reformado administrativamente a 8 de agosto daquele ano, logo após o Armistício, seguiu o CORONEL BRAZÍLIO TABORDA e vários outros oficiais e civis partícipes da Revolução para o exílio em PORTUGAL, de onde voltaram ao BRASIL em 10 de julho de 1934, ficando ele entre os anistiados que reverteram para o serviço ativo do Exército Brasileiro.

De 1935 a 1937, o coronel BRAZÍLIO TABORDA comandou a Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar de Engenharia) e nos dois anos seguintes foi comandante da 8º Região Militar, já no posto de general de brigada, promoção essa que o atingiu a 20 de maio de 1937, endossada por WALDOMIRO CASTILHO DE LIMA, o mesmo general que outrora fora seu adversário durante a Revolução de 1932.

Aos quase 46 anos de serviços prestados à nação e por força do decreto de 2 de junho de 1939, o general de brigada BRAZÍLIO TABORDA passa para a reserva.

A Medalha da Ordem do Mérito Militar, no grau comendador, foi a condecoração que recebeu coroando toda uma vida militar inconteste de valor, integridade e patriotismo.

Um último reconhecimento em vida, porém, lhe estava reservado anos depois, quando a 4 de janeiro de 1950, já reformado, recebeu do governo decreto de 4 de janeiro de 1950, que o promovia ao posto de general de divisão.

Seu falecimento se deu a 2 de agosto de 1973, no Rio de Janeiro.

Seus ex-comandados, em especial os seus “rapazes” do Batalhão 14 de Julho, nunca o esqueceram e prestaram-lhe variadas homenagens em prosa e poesia em dezenas de livros que no correr dos anos foram publicados sobre a Revolução de 32.

Em 7 de setembro de 2012, o prof. JEFFERSON BIAJONE, presidente-fundador do 1º Núcleo de Correspondência da Sociedade Veteranos de 32/MMDC em ITAPETININGA, instituiu a criação da Honraria Diploma de Honra ao Mérito GENERAL BRAZÍLIO TABORDA, com o objetivo de manter viva a memória deste insígne brasileiro de alma e paulista de coração, cujos serviços prestados à Constituição, à Liberdade e à Democracia jamais deverão ser esquecidos.

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