449 a. em que o
padre MANOEL DA NÓBREGA dirigiu-se à aldeia do morubixaba TIBIRIÇÁ, que se
erguia onde está agora o LARGO DE SĂO BENTO. Era 29 de agosto de 1553, uma
terça-feira. Ali viviam cerca de 200 índios guaianases. NÓBREGA fora pedir
permissão ao chefe para erguer o colégio que daria origem à cidade. Teve-a na
hora, pois a simpatia de TIBIRIÇÁ pelos portugueses já fora selada
anteriormente com o casamento de suas filhas BARTIRA e TEREBE, respectivamente
com JOĂO RAMALHO e PEDRO DIAS. O primeiro era aventureiro e o segundo, irmão
leigo, jesuíta que deixou a ordem para se casar. TIBIRIÇÁ tinha um irmão,
CAIUBY, que chefiava outra aldeia na região do PARQUE DOM PEDRO II, final da
hoje RUA TABATINGUERA.
“Sem TIBIRIÇÁ SĂO
PAULO não existiria”, afirma o poeta historiador PAULO BOMFIM, “pois se não
desse seu apoio, os portugueses não chegariam até aqui. Seriam dizimados pelos
tamoios antes que iniciassem a subida da serra”. Há quem defenda que a fundação
de SĂO PAULO deva ser comemorada em 29 de agosto e não em 25 de janeiro, quando
o colégio foi inaugurado. Mas ANTÔNIO PENTEADO MENDONÇA, do Instituto Histórico
e Geográfico de SĂO PAULO, apoiado em documentos e cartas de jesuítas, que a
fundação ocorreu em 1532. Naquele ano, MARTIM AFONSO DE SOUZA fez a eleição
para a primeira câmara da VILA DE SĂO PAULO DE PIRATININGA, agregando gente do
povoamento criado por JOĂO RAMALHO em SANTO ANDRÉ DA BORDA DO CAMPO.
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