sábado, 24 de dezembro de 2022

100 ANOS DO NASCIMENTO DE AVA GARDNER, EM 24 DE DEZEMBRO DE 1922.

 





100 a. nasce AVA GARDNER, em 24 de dezembro de 1922. Famosa atriz norte-americana, desde as décadas de 1940-1950. Ava Lavinia Gardner (Grabtown, 24 de dezembro de 1922 - Londres, 25 de janeiro de 1990) foi uma atriz norte-americana do cinema clássico de Hollywood. Indicada ao Prêmio Oscar, é considerada uma das atrizes mais belas da história do cinema e uma das grandes estrelas do século XX. É um dos mitos da sétima arte e está entre as 50 maiores lendas do cinema da lista do AFI. Conhecida por sua exuberante e fotogênica beleza, é lembrada como: o animal mais belo do mundo. Nascida no condado de Johnston, foi a sétima criança do casal Mary (Molly) Elizabeth Gardner e Jonas Gardner. Ava teve os irmãos Raymond (que morreu, aos dois anos de idade, de uma forma trágica, quando sua mãe, Molly, jogou no fogo, por engano, um detonador de dinamite que explodiu em seguida), Melvin, Beatrice, Elsie Mae, Inez, e Myra. Seu cunhado Larry Tarr era fotógrafo em Nova Iorque e encheu suas vitrines com fotos de Ava Gardner, então com 16 anos de idade. Uma dessas fotos foi vista por um funcionário da Metro Goldwyn Mayer, Barney Duhan que aconselhou Larry Tarr a encaminhar fotos de sua cunhada para o estúdio. O diretor George Sidney gostou do que viu e convidou-a para Hollywood, onde desembarcou a 23 de agosto de 1941. Conseguiu um teste e um pequeno contrato com a produtora a 50 dólares por semana. Foi também modelo da agência nova-iorquina de John Powers. Estudou com professores de dicção a fim de perder o forte sotaque sulino e estreou numa pequena aparição em um filme de Norma Shearer, "We Were Dancing" de 1942 e a partir daí fez uma série de pontas em filmes em que seu nome nem sequer aparecia nos letreiros. Em 1941, Mickey Rooney era o pequeno rei dos estúdios da Metro: fazia um musical chamado "Babes On Broadway", no qual imitava Carmen Miranda, de baiana e maquiagem exagerada. Ava Gardner foi-lhe apresentada nesse dia. Casaram-se em 10 de janeiro de 1942, divorciando-se um ano depois, após uma série de brigas, em 21 de maio de 1943 (no mesmo dia em que a mãe de Ava faleceu).

Seu segundo casamento deu-se em 17 de outubro de 1945, com o músico, compositor e regente Artie Shaw, homem extremamente culto e inteligente, que tentou fazer dela uma erudita, "inundando" sua vida com obras literárias clássicas e famosas. Esse casamento também não deu certo, durando apenas um ano e sete dias. Seu último casamento foi com o célebre cantor Frank Sinatra, em 7 de novembro de 1951 e durou dois anos, embora a separação oficial só ocorresse em 1957. Ela nunca teve filhos e nem se casou mais, embora tenha mantido um romance com o toureiro Luis Dominguin por alguns anos. Também teve um caso amoroso nos anos 1940 com o aviador bilionário Howard Hughes que durou até os anos 1950. Para o cineasta Cecil B. DeMille, Ava era "a mulher mais linda do mundo". Nos estúdios ela era definida como possuidora de um olhar de gata, por isso o poeta Jean Cocteau a definiu como o "mais belo animal do mundo".

Por Angus MacSwan

SÃO PAULO (Reuters) - O que a lendária estrela de cinema Ava Gardner e o líder cubano Fidel Castro fizeram para encontrar-se em Havana nos primeiros dias da revolução cubana? E o que a atriz fez que tanto incomodou o líder argentino Juan Perón? Uma nova biografia de Ava Gardner, "Love is Nothing" (O amor não é nada), de Lee Server, revela detalhes sobre alguns encontros divertidos entre a atriz tempestuosa e os homens fortes latino-americanos. Gardner visitou Cuba na fase pré-revolucionária e em algumas ocasiões se hospedou na casa do escritor Ernest Hemingway, nos arredores de Havana, onde os banhos de piscina que tomava nua ficaram famosos. A atriz voltou a Havana no verão de 1959, após a vitória de Fidel Castro. "Ava era fascinada pelas histórias e fotos do carismático libertador barbudo de Cuba. E o comandante sentia interesse semelhante pela estrela de filmes americanos", escreveu Server. Os dois se encontraram e Fidel levou Gardner numa visita turística a seu quartel-general, no hotel Hilton de Havana. Eles tomaram uma "cuba libre" sentados no balcão do hotel, com vista para a cidade. Castro lhe contou sobre a revolução e sobre seus sonhos para o futuro de Cuba. Fidel a impressionou muito, apesar de usar meias diferentes em cada pé. Ava lhe perguntou se ele odiava os norte-americanos, e Fidel respondeu que odiava apenas Richard Nixon. Ao que parece, a atriz, que era conhecida por sua vida amorosa fogosa, incomodou a tradutora de Fidel Castro, Ilona Marita Lorenz, de 19 anos. Lorenz achava que Gardner perseguia Fidel e disse ter interceptado bilhetes da atriz endereçados a ele. As duas mulheres tiveram uma discussão no saguão do Hotel Nacional. Gardner deu um tapa em Lorenz no elevador, e um agente de segurança cubano sacou sua arma para restaurar a ordem. Fidel pôs fim aos encontros com Gardner, e, de acordo com o livro, ela encontrou consolo nos braços de um de seus colaboradores.

EMPANADAS COM O CASAL PERÓN: - Exilado da Argentina após um golpe de Estado em 1955, Juan Perón mudou-se para Madri em 1960 com sua noiva, Isabel. Gardner já vivia na capital espanhola havia muito tempo e era dona do apartamento em cima do de Perón, num edifício da Praça Argentina. De acordo com Server, Perón admirava a atriz havia muito tempo. Ela não era partidária da política dele, mas tentou ser amável. "Isabel prepara empanadas deliciosas, e Ava de vez em quando descia para comê-las na cozinha dos Perón, enquanto Isabel se sentava e conversava, sem ciúmes, sobre como a falecida Evita ainda era a mulher mais importante na vida de seu marido", conta o livro. A relação de boa vizinhança azedou quando os Perón se queixaram das barulhentas festas de flamenco promovidas pela atriz, que duravam a noite toda. "Ava disse que ele com frequência saía para o balcão e fazia discursos para uma imaginária multidão de partidários e que ela e sua empregada saíam para sua própria varanda, como provocadoras, e gritavam 'Perón é um maricas"', relata o livro. Ava Gardner, que estrelou filmes como "As Neves do Kilimanjaro" e "A Noite do Iguana", morreu em Londres em 1990, aos 67 anos. Perón faleceu em 1974, com 78 anos de idade. Fidel Castro vai completar 80 anos em agosto. O livro também relata a malfadada viagem de Ava Gardner ao Rio de Janeiro em 1954 para divulgar o filme "A Condessa Descalça". Foi pouco após o suicídio do presidente Getúlio Vargas, e os agentes da atriz temiam que uma revolução pudesse eclodir no país. Mas o tumulto que de fato ocorreu foi de natureza diferente. Quando Gardner chegou ao aeroporto do Rio, a multidão que a aguardava quebrou a barreira policial e invadiu a pista. Quando a atriz finalmente conseguiu chegar a um táxi, o carro não conseguiu partir, então, segundo o livro, ela bateu na cabeça do motorista com seu sapato. Em seguida, ela não gostou do hotel a que foi enviada e exigiu hospedar-se no Copacabana Palace Hotel, mais elegante. Numa discussão com o gerente do primeiro hotel, bebidas foram atiradas no chão, e segundo notícias que chegaram à imprensa ela teria quebrado objetos no hotel. Gardner decidiu encurtar sua viagem e permaneceu fechada em sua suíte no Copa. Mas, em sua última noite no Brasil, ela saiu às escondidas, depois da meia-noite, e fez uma tour pela cidade, incluindo suas favelas, e terminou assistindo ao nascer do sol na praia.

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