119 a. nasce o pintor CÂNDIDO PORTINARI
na fazenda SANTA ROSA, em BRODOWSKI, em 30 de dezembro de 1903 (há notícias que
seu nascimento foi em 29 de dezembro, como também consta de minhas memórias).
Em 1919, vai para o RIO DE JANEIRO; no ano seguinte ingressa na Escola Nacional
de BELAS ARTES. Em 1928, ganha o Prêmio de Viagem da Exposição de Belas Artes e
no ano seguinte viaja para a EUROPA. Em 1935 recebe a Menção Honrosa no
CARNEGIE INSTITUTE, em PITTSBURGH, nos EUA, com a tela CAFÉ. Em 1936, pinta os
afrescos no Ministério da Educação e no da Saúde, no RIO. Em 1939, painéis para
o pavilhão do BRASIL na FEIRA MUNDIAL DE NOVA YORK; o MoMa compra a tela O
MORRO. Em 1956, inaugurados os painéis GUERRA E PAZ, na ONU, em NOVA YORK.
Morre na Casa de Saúde SÃO JOSÉ, no RIO DE JANEIRO, no dia 6 de fevereiro.
PORTINARI tinha fixação pelo trabalho. Não largava o pincel e as tintas nem
mesmo diante dos amigos, que, em sua fase mais produtiva, a década de 40, se
reuniam com frequência na casa do artista, um apartamento modesto situado no
bairro do COSME VELHO, na zona sul do RIO. Os encontros varavam a madrugada.
Era habituée das tertúlias a nata da intelectualidade brasileira. Nomes como
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, MANUEL BANDEIRA, GRACILIANO RAMOS e JORGE
AMADO. “Ele pintava na vista da gente”,
contava com seu jeito mineiro o poeta DRUMMOND. PORTINARI morou no RIO a maior
parte da vida. Ele saiu de BRODOWSKI aos 15 anos para estudar pintura na Escola
Nacional de BELAS ARTES. Só deixou o RIO para uma temporada de estudos na
EUROPA, no início dos anos 30 e em viagens curtas, aos EUA, à EUROPA e ao
ORIENTE MÉDIO. Em 1931, no retorno ao BRASIL, após a temporada de estudos na
EUROPA, PORTINARI voltou casado. Conheceu a uruguaia MARIA MARTINELLI em PARIS.
O padrasto da moça era dono de um restaurante de comida brasileira que o pintor
costumava frequentar na capital francesa. “A partir da década de 50, ele se fechou um pouco mais.
Pouca gente frequentava nossa casa”, lembra JOÃO CÂNDIDO, filho único do
pintor. No número 900 da Avenida ATLÂNTICA, na PRAIA DO LEME, ele passava horas
a fio entre pincéis, telas e tintas. Nessa fase reclusa, na qual os banhos de
mar entre os postos 1 e 2 da praia eram uma das raras diversões, um dos poucos
amigos que apareciam no apartamento era o escritor DALCÍDIO JURANDIR, camarada
de PORTINARI no PARTIDÃO, o Partido Comunista Brasileiro. O maior pintor
brasileiro morreu intoxicado pelas tintas. E foi enterrado na cidade onde
aprendeu arte e fez sua carreira, no RIO DE JANEIRO.
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