sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

119 ANOS DO NASCIMENTO DO PINTOR CÂNDIDO PORTINARI, EM 30 DE DEZEMBRO DE 1903 (OU 29?)

 





119 a. nasce o pintor CÂNDIDO PORTINARI na fazenda SANTA ROSA, em BRODOWSKI, em 30 de dezembro de 1903 (há notícias que seu nascimento foi em 29 de dezembro, como também consta de minhas memórias). Em 1919, vai para o RIO DE JANEIRO; no ano seguinte ingressa na Escola Nacional de BELAS ARTES. Em 1928, ganha o Prêmio de Viagem da Exposição de Belas Artes e no ano seguinte viaja para a EUROPA. Em 1935 recebe a Menção Honrosa no CARNEGIE INSTITUTE, em PITTSBURGH, nos EUA, com a tela CAFÉ. Em 1936, pinta os afrescos no Ministério da Educação e no da Saúde, no RIO. Em 1939, painéis para o pavilhão do BRASIL na FEIRA MUNDIAL DE NOVA YORK; o MoMa compra a tela O MORRO. Em 1956, inaugurados os painéis GUERRA E PAZ, na ONU, em NOVA YORK. Morre na Casa de Saúde SÃO JOSÉ, no RIO DE JANEIRO, no dia 6 de fevereiro. PORTINARI tinha fixação pelo trabalho. Não largava o pincel e as tintas nem mesmo diante dos amigos, que, em sua fase mais produtiva, a década de 40, se reuniam com frequência na casa do artista, um apartamento modesto situado no bairro do COSME VELHO, na zona sul do RIO. Os encontros varavam a madrugada. Era habituée das tertúlias a nata da intelectualidade brasileira. Nomes como CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, MANUEL BANDEIRA, GRACILIANO RAMOS e JORGE AMADO.  “Ele pintava na vista da gente”, contava com seu jeito mineiro o poeta DRUMMOND. PORTINARI morou no RIO a maior parte da vida. Ele saiu de BRODOWSKI aos 15 anos para estudar pintura na Escola Nacional de BELAS ARTES. Só deixou o RIO para uma temporada de estudos na EUROPA, no início dos anos 30 e em viagens curtas, aos EUA, à EUROPA e ao ORIENTE MÉDIO. Em 1931, no retorno ao BRASIL, após a temporada de estudos na EUROPA, PORTINARI voltou casado. Conheceu a uruguaia MARIA MARTINELLI em PARIS. O padrasto da moça era dono de um restaurante de comida brasileira que o pintor costumava frequentar na capital francesa. “A partir da década de 50, ele se fechou um pouco mais. Pouca gente frequentava nossa casa”, lembra JOÃO CÂNDIDO, filho único do pintor. No número 900 da Avenida ATLÂNTICA, na PRAIA DO LEME, ele passava horas a fio entre pincéis, telas e tintas. Nessa fase reclusa, na qual os banhos de mar entre os postos 1 e 2 da praia eram uma das raras diversões, um dos poucos amigos que apareciam no apartamento era o escritor DALCÍDIO JURANDIR, camarada de PORTINARI no PARTIDÃO, o Partido Comunista Brasileiro. O maior pintor brasileiro morreu intoxicado pelas tintas. E foi enterrado na cidade onde aprendeu arte e fez sua carreira, no RIO DE JANEIRO.

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