quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

118 ANOS DA FUNDAÇÃO DO ROTARY, EM 23 DE FEVEREIRO DE 1905.

 


118 a. da fundação do ROTARY, na noite de 23 de fevereiro de 1905, em CHICAGO, EUA, pelo advogado PAUL PEARCY HARRIS, juntamente com três amigos. A intenção de HARRIS era de reunir, periodicamente, homens de negócios com espírito de companheirismo e expandir seu círculo de negócios e relações profissionais. Era de mudanças rápidas. No grande mundo, o JAPÃO tinha derrotado naquele momento a RÚSSIA e comprovou que era um grande poder naval. A NORUEGA separou-se da SUÉCIA. THEODORE ROOSEVELT ocupava a CASA BRANCA. LENIN tinha retornado do seu exílio da EUROPA pra a RÚSSIA, onde lideraria a revolução burguesa. Na SUÍÇA, ALBERT EINSTEIN publicou “A ESPECIAL TEORIA DA RELATIVIDADE”, mudando, definitivamente, a maneira do homem conceber o Universo. O austríaco, SIGMUND FREUD, revolucionava a forma de como o homem encararia a si mesmo. PICASSO, em PARIS, começava o seu período rosa. Em LONDRES, JORGE BERNARD SHAW, estreia “MAJOR BARBARA” no ROYAL COURT THEATRE. Feiras e exposições mundiais anunciavam para o mundo as realizações de uma nova era industrial. Na jovem CHICAGO, era tempo de conturbadas mudanças. O grande incêndio de 1871 que arrasou, completamente, quatro milhas quadradas, incluindo o Distrito Comercial, deixando 90 mil desabrigados, desencadeou o caos financeiro dois anos após. A explosão demográfica, a desenfreada industrialização e a intranquilidade trabalhista, montavam o cenário onde nasceria o ROTARY, nos primeiros anos do Século 20, um sonho de PAUL PERCY HARRIS. Relatam velhas crônicas. A noite de quinta-feira, 23 de fevereiro de 1905, em CHICAGO, fora uma das mais rigorosas do ano. O céu, sem nuvens. O chão, empedrado pelo frio. O ar, cortante, por longas extensões, placas inteiriças de gelo cobriam o lago imenso e os rios que cortavam a cidade. Na rua deserta, dois homens caminhavam a passos firmes, desafiando o tempo e a temperatura. Eram relativamente jovens e bons amigos. E bons amigos continuariam pela vida afora. Hoje, decorridos tantos anos, repousam quase lado a lado, no mesmo campo santo que os acolheu após a morte. PAUL PERCY HARRIS e SYLVESTER SCHIELE. Trinta e sete e um: pouco mais o outro, PAUL, advogado, de vida incerta e plena de aventuras. SYLVESTER, de vida não menos incerta e não menos aventureira. Soldado do destino, guerreiro voluntário, participara da guerra contra a ESPANHA e lutara em CUBA. Agora, assentado negociante de carvão. Dirigiam-se, ambos, no início daquela noite que se aprofundava, para um encontro com dois amigos – HIRAM SHOREY, comerciante de roupas feitas, e GUSTAVUS (GUS) LOHER, engenheiro de minas, moços como eles, como eles solteiros, chegados de não muito à grande cidade e ainda não inteiramente ajustados a ela. O escritório de GUS, que os receberia, ficava na sala 711, do 7º andar do UNITY BUILDING, localizado ali perto, na mesma DEARBORN STREE, pela qual seguiam. A reunião ocorria a instâncias de PAUL, que procurava interessar os amigos na criação de um clube, sobre o qual vinha meditando há tempos e cuja finalidade seria a de congregar outros homens que, como eles, se sentiam isolados, na cidade materialista e meio brutal, que era a trepidante CHICAGO do começo do século. Como mais tarde afirmaria PAUL, sentiam-se sós e buscavam a cura para a solidão. Ao término da reunião histórica, que alcançou o fim colimado, consideravam fundado o clube, nascendo, assim, naquela noite gelada, o velho número um. “THE OLD NUMBER ONE”, como até hoje é carinhosamente chamado o ROTARY CLUB DE CHICAGO, origem e berço de todo o extraordinário e universal movimento rotário.    

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