118 a. da fundação do ROTARY, na noite de 23 de fevereiro
de 1905, em CHICAGO, EUA, pelo advogado PAUL PEARCY HARRIS, juntamente com três
amigos. A intenção de HARRIS era de reunir, periodicamente, homens de negócios
com espírito de companheirismo e expandir seu círculo de negócios e relações
profissionais. Era de mudanças rápidas. No grande mundo, o JAPÃO tinha
derrotado naquele momento a RÚSSIA e comprovou que era um grande poder naval. A
NORUEGA separou-se da SUÉCIA. THEODORE ROOSEVELT ocupava a CASA BRANCA. LENIN
tinha retornado do seu exílio da EUROPA pra a RÚSSIA, onde lideraria a
revolução burguesa. Na SUÍÇA, ALBERT EINSTEIN publicou “A ESPECIAL TEORIA DA
RELATIVIDADE”, mudando, definitivamente, a maneira do homem conceber o
Universo. O austríaco, SIGMUND FREUD, revolucionava a forma de como o homem
encararia a si mesmo. PICASSO, em PARIS, começava o seu período rosa. Em
LONDRES, JORGE BERNARD SHAW, estreia “MAJOR BARBARA” no ROYAL COURT THEATRE.
Feiras e exposições mundiais anunciavam para o mundo as realizações de uma nova
era industrial. Na jovem CHICAGO, era tempo de conturbadas mudanças. O grande
incêndio de 1871 que arrasou, completamente, quatro milhas quadradas, incluindo
o Distrito Comercial, deixando 90 mil desabrigados, desencadeou o caos
financeiro dois anos após. A explosão demográfica, a desenfreada
industrialização e a intranquilidade trabalhista, montavam o cenário onde
nasceria o ROTARY, nos primeiros anos do Século 20, um sonho de PAUL PERCY
HARRIS. Relatam velhas crônicas. A noite de quinta-feira, 23 de fevereiro de
1905, em CHICAGO, fora uma das mais rigorosas do ano. O céu, sem nuvens. O
chão, empedrado pelo frio. O ar, cortante, por longas extensões, placas
inteiriças de gelo cobriam o lago imenso e os rios que cortavam a cidade. Na
rua deserta, dois homens caminhavam a passos firmes, desafiando o tempo e a
temperatura. Eram relativamente jovens e bons amigos. E bons amigos
continuariam pela vida afora. Hoje, decorridos tantos anos, repousam quase lado
a lado, no mesmo campo santo que os acolheu após a morte. PAUL PERCY HARRIS e
SYLVESTER SCHIELE. Trinta e sete e um: pouco mais o outro, PAUL, advogado, de
vida incerta e plena de aventuras. SYLVESTER, de vida não menos incerta e não
menos aventureira. Soldado do destino, guerreiro voluntário, participara da
guerra contra a ESPANHA e lutara em CUBA. Agora, assentado negociante de
carvão. Dirigiam-se, ambos, no início daquela noite que se aprofundava, para um
encontro com dois amigos – HIRAM SHOREY, comerciante de roupas feitas, e
GUSTAVUS (GUS) LOHER, engenheiro de minas, moços como eles, como eles
solteiros, chegados de não muito à grande cidade e ainda não inteiramente
ajustados a ela. O escritório de GUS, que os receberia, ficava na sala 711, do
7º andar do UNITY BUILDING, localizado ali perto, na mesma DEARBORN STREE, pela
qual seguiam. A reunião ocorria a instâncias de PAUL, que procurava interessar
os amigos na criação de um clube, sobre o qual vinha meditando há tempos e cuja
finalidade seria a de congregar outros homens que, como eles, se sentiam
isolados, na cidade materialista e meio brutal, que era a trepidante CHICAGO do
começo do século. Como mais tarde afirmaria PAUL, sentiam-se sós e buscavam a cura
para a solidão. Ao término da reunião histórica, que alcançou o fim colimado,
consideravam fundado o clube, nascendo, assim, naquela noite gelada, o velho
número um. “THE OLD NUMBER ONE”, como até hoje é carinhosamente chamado o
ROTARY CLUB DE CHICAGO, origem e berço de todo o extraordinário e universal
movimento rotário.
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