118 a. nasce MÁRIO BENI, na cidade paulista de SÃO MANOEL, em 20
de maio de 1905. Foi voluntário do 4º BATALHÃO DE CAÇADORES DA FORÇA PÚBLICA DO
ESTADO DE SÃO PAULO durante o Movimento Constitucionalista de 1932. Iniciou sua
vida pública como Corretor Oficial da Bolsa de Valores de SÃO PAULO; em
seguida, foi eleito diversas vezes Deputado Estadual, inclusive na Legislatura
da Constituinte Paulista; na sequência, foi eleito Deputado Federal. Foi,
também, Secretário da Fazenda do Estado de SÃO PAULO, no governo do Doutor
LUCAS NOGUEIRA GARCEZ; Presidente do ESPORTE CLUBE PALMEIRAS; Presidente da
BIENAL DE SÃO PAULO; Presidente Estadual do PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA (PSP);
Presidente da Companhia Estadual de Armazéns Gerais do Estado de SÃO PAULO
(CEAGESP). Amigo pessoal e companheiro do Dr ADEMAR DE BARROS, com o qual lutou
na Revolução Constitucionalista. Com esse líder e outros moços idealistas de
1932 sempre procuraram engrandecer SÃO PAULO e o povo paulista, cujos atos e
realizações têm registro na História deste Estado. Com os mesmos ideais
sublimes que os levaram a lutar por SÃO PAULO e sua gente, MÁRIO BENI e seus
companheiros até a morte honraram a Bandeira das Treze Listas, marcando indelevelmente
suas passagens pelo Estado que tanto amaram. MÁRIO BENI faleceu em 22 de
novembro de 1988, tendo seu corpo sido velado na Assembleia Legislativa do
Estado de SÃO PAULO, como último tributo do Povo Paulista e seu defensor.
Como voluntário de 32, atendeu de imediato ao chamado da Revolução,
indo lutar no setor de CUNHA, na divisa de SÃO PAULO como o Estado do RIO DE JANEIRO,
onde ocorreram os mais renhidos e sangrentos combates. Nesse setor de lutas, em
determinado trecho da frente de batalha, existia o chamado TÚNEL, onde a resistência
dos paulistas era inesgotável. Os soldados da DITADURA, numericamente
superiores em homens e armamentos mais possantes e modernos, contando com a
aviação militar, adotaram impiedosamente o uso de CANHÕES MARÍTIMOS, de longo
alcance e fogo arrasador. Na verdade, os canhões marítimos foram retirados dos
navios de guerra, usados precipuamente em batalhas navais. A sagrada bandeira
das TREZE LISTAS, que acompanhou esse voluntário nas trincheiras, nos desfiles
militares e demais eventos, depois de mais de 70 anos de uso, esfarrapou e
depois desfiou, acabando seus dias de glória. No entanto, restou daqueles dias
memoráveis o presente capacete, recordação imorredoura de um sonho que não
acabou. A família doou o capacete de MÁRIO BENI à SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC
em 18 de janeiro de 2005. Quem forneceu os dados referentes a MÁRIO BENI, em 18
de janeiro, durante visita à Sociedade, foi o professor, escritor e poeta
ORLANDO SEVERINO ROGANO, autor do livro “PENSAMENTOS POÉTICOS E OUTROS
PENSAMENTOS”.
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