45 a. falece ORLANDO GARCIA DA SILVA – ORLANDO SILVA – em 7 de
agosto de 1978. Nasceu na Rua GENERAL CLARINDO, hoje RUA AUGUSTA, no bairro de
ENGENHO DE DENTRO, no dia 3 de outubro de 1915.Foi um cantor de primeiríssima
qualidade da primeira metade do século XX.
Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da
Silva, era violonista e participou com Pixinguinha de serenatas, peixadas e feijoadas. Orlando viveu por três anos neste
ambiente, quando, então, seu pai faleceu vítima da gripe espanhola.
Teve uma infância normal, sempre gostando muito de violão. Na adolescência
já era fã de Carlos Galhardo e
Francisco Alves,
este último um dos responsáveis por seu sucesso. Seu primeiro emprego foi de
estafeta da Western, com o salário de 3,50 cruzeiros por dia. Foi então para o comércio e
trabalhou como sapateiro, vendedor de tecidos e roupas e trocador de ônibus.
Quando desempenhava as funções de office boy, ao saltar de um bonde
para entregar uma encomenda, sofreu um acidente, tendo um de seus pés
parcialmente amputado, ficando um ano inativo, problema sério, já que
sustentava a família.
Foi Bororó, conforme o próprio relata no filme O cantor das
multidões que o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando
cantar no interior de seu carro, decidindo imediatamente lançá-lo em seu
programa na rádio Cajuti. Nos seis ou sete anos seguintes, tornou-se um grande
sucesso, considerado por muitos a mais bela voz do Brasil, contando inclusive
com a estima do próprio presidente Getúlio Vargas. Atraía os fãs de tal forma que
o locutor Oduvaldo
Cozzi passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões",
conforme relata no filme com o mesmo nome.
Principais sucessos[editar | editar
código-fonte]
·
A jardineira, Benedito Lacerda
e Humberto Porto (1939)
·
A última estrofe, Cândido das Neves
(1935)
·
Abre a janela, Arlindo Marques
Júnior e Roberto Roberti (1937)
·
Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937)
·
Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937)
·
Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942)
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Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944)
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Brasa, Felisberto Martins
e Lupicínio Rodrigues
(1945)
·
Caprichos do destino, Claudionor Cruz e
Pedro Caetano (1938)
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Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937)
·
Cidade-mulher, Noel Rosa (1936)
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Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938)
·
Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957)
·
Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
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Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
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Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936)
·
Mal-me-quer,Cristóvão de Alencar
e Newton Teixeira
(1939)
·
Meu Consolo É Você, Nássara e Roberto Martins (1938)
·
Meu romance, J. Cascata (1937)
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Nada além, Custódio Mesquita
e Mário Lago (1938)
·
Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939)
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Pecadora, Agustín Lara,
versão de Geber
Moreira (1947)
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Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955)
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Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942)
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Rosa,
Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937)
·
Sertaneja, René Bittencourt
(1939)
·
Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes
(1940)
ORLANDO SILVA morreu no dia 7 de agosto de 1978, aos 62 anos, de
ataque cardíaco. A notícia causou comoção nacional e arrastou uma multidão às
ruas, para prestar a última homenagem ao artista.

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