História e importância da Marcha
A Marcha de 1963 em Washington por Trabalho e Liberdade, liderada por Luther King (1929-1968), é considerada uma das manifestações mais significativas da história americana e um marco na luta pela justiça racial.
O protesto, com a participação de 250 mil pessoas, impulsionou o Congresso a aprovar a Lei dos Direitos Civis em 1964, que proibia a segregação racial, bem como a Lei do Direito ao Voto de 1965, que eliminou obstáculos ao voto dos afro-americanos.
Aos 17 anos, Sharon Smith participou daquela manifestação com outros colegas de escola e hoje, aos 76 anos, não quis perder o 60º aniversário.
“Aquele dia foi incrível, havia muita gente. Todos estavam lá por uma razão: queríamos ver uma mudança nos Estados Unidos. Houve algumas mudanças, mas não tudo o que precisávamos”, declarou a animada moradora do Kentucky à Agência Efe.
:quality(80)/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com/estadao/PDSZIYOGM5C3XFN52GOTTRLZAM.jpg)
Vestindo uma camiseta de Luther King, Smith acrescentou que “ainda há muito trabalho a ser feito” e pediu que os policiais sejam “educados e recapacitados”.
Da mesma forma, alertou para os riscos que ameaçam a democracia, como o que, em sua opinião, representa o ex-presidente Donald Trump, que tentou “reverter” as eleições que perdeu em 2020.
Hamitlon Brooks, um afro-americano de 24 anos da Virgínia, também opinou que “a ameaça à democracia é muito real”, já que vários estados estão “aprovando leis racistas contra os negros com a intenção de impedi-los de votar”.
“Embora os Estados Unidos sejam uma democracia, isso não significa que não haja espaço para melhorias. Muitas pessoas estão sendo silenciadas”, disse à Efe Brooks, membro da organização juvenil Generation Vote.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris, a primeira mulher afro-americana no cargo, se reunirão na segunda-feira com a família de Luther King para comemorar o aniversário do “Eu tenho um sonho”.
“Eu tenho um sonho que um dia os meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor da sua pele, mas pelo seu caráter”, disse o reverendo naquele dia.
Luther King, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, foi assassinado em 14 de abril de 1968 por um supremacista branco em Memphis. /Efe
Nenhum comentário:
Postar um comentário