94 a.
da QUEBRA DA BOLSA DE VALORES
A queda foi atordoante. Só para
exemplificar, a GENERAL ELETRIC baixou suas ações de 1.612 dólares, em 1929,
para 154 dólares em 1932; e a GENERAL MOTORS, de 1.075 dólares para apenas 40
dólares nesse mesmo período. O índice DOW JONES caiu 89%. Nada menos de que 72
bilhões de dólares em investimentos sumiram literalmente. Aqueles que tinham a
vida aplicada na bolsa perderam tudo. De 1.500 dólares, muitos passaram para
500 dólares, e no fim não tinham absolutamente nada. Economistas argumentam que
a queda da bolsa não foi o único motivo que causou a grande depressão, mas
mesmo assim a população norte-americana culpou WALL STREET. As pessoas
assustadas pararam de gastar, levando a economia à estagnação. Centenas de
bancos, milhares de indústrias e lojas faliram, gerando mais de 17 milhões de
desempregados. A crise revelou falhas no desregulamentado mercado de preços de
ações nos EUA. O presidente dos EUA na época da crise, HERBERT HOOVER, não
tomou nenhuma iniciativa prática em defesa da economia, nem, principalmente, em
relação aos investidores, que foram as maiores vítimas do grande desastre de
WALL STREET. O corpo de diretores do FEDERAL RESERVE BANK, reunido em 29 de
outubro de 1929, cinco dias depois do início da crise (começou mesmo em 24 de
outubro), “tinha a convicção que os negócios nacionais estavam correndo sobre
bases seguras, não existindo nenhum perigo” Curiosamente, nesse mesmo dia os
preços das ações na BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK chegaram ao fundo do poço.
Somente o novo governo, escolhido em 1932, estava prestes a impor mudanças
radicais no modo de fazer negócios da Bolsa. O presidente FRANKLIN DELANO
ROOSEVELT foi eleito como um reformista. Em seu discurso de posse do lado
externo do CAPITÓLIO, em WASHINGTON, no dia 4 de março de 1933, afirmou para
toda a nação através de uma cadeia de rádio: “Deve haver supervisão estrita em
todos os investimentos, bancos e créditos. A especulação com o dinheiro alheio
deve terminar”. No dia seguinte, na CASA BRANCA, o presidente mandou que a
BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK fechasse por uma semana. Então, ele literalmente
empurrou para o Congresso a mais ampla reforma financeira já feita nos EUA.
Essa política intervencionista foi chamada de NEW DEAL. Com a reforma, o novo
mercado tornou-se, nos anos 1930 e 1940, um lugar sonolento; houve um
distanciamento do público. Milhares de trabalhadores de WALL STREET perderam a
fé na caça aos papéis e se demitiram por não acreditarem mais na Bolsa. Queriam
ganhar a vida fazendo algo mais concreto. A crise continuou pelos anos 1930, e
somente com a eclosão, em 1939, da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, e principalmente, a
partir da entrada dos EUA no conflito, em 1941, é que a economia americana
começou a crescer novamente. O governo federal e o mercado, não o de ações,
geraram o dinheiro necessário para revigorar a indústria. O mercado gerava
menos de 20%. Com a vitória, veio a mais singular contribuição do mercado à
guerra: a montanha de confete feito de papel teleimpressor jogado dos prédios
de NOVA YORK sobre as tropas que voltavam para casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário