domingo, 29 de outubro de 2023

94 ANOS DA QUEBRA DA BOLSA DE VALORES EM WALL STREET, EM 29 DE OUTUBRO DE 1929.

 


94 a. da QUEBRA DA BOLSA DE VALORES EM WALL STREET. No pregão de 29 de outubro de 1929, 33 milhões de ações trocam de mãos, contribuindo para a GRANDE DEPRESSÃO da década de 1930.

A queda foi atordoante. Só para exemplificar, a GENERAL ELETRIC baixou suas ações de 1.612 dólares, em 1929, para 154 dólares em 1932; e a GENERAL MOTORS, de 1.075 dólares para apenas 40 dólares nesse mesmo período. O índice DOW JONES caiu 89%. Nada menos de que 72 bilhões de dólares em investimentos sumiram literalmente. Aqueles que tinham a vida aplicada na bolsa perderam tudo. De 1.500 dólares, muitos passaram para 500 dólares, e no fim não tinham absolutamente nada. Economistas argumentam que a queda da bolsa não foi o único motivo que causou a grande depressão, mas mesmo assim a população norte-americana culpou WALL STREET. As pessoas assustadas pararam de gastar, levando a economia à estagnação. Centenas de bancos, milhares de indústrias e lojas faliram, gerando mais de 17 milhões de desempregados. A crise revelou falhas no desregulamentado mercado de preços de ações nos EUA. O presidente dos EUA na época da crise, HERBERT HOOVER, não tomou nenhuma iniciativa prática em defesa da economia, nem, principalmente, em relação aos investidores, que foram as maiores vítimas do grande desastre de WALL STREET. O corpo de diretores do FEDERAL RESERVE BANK, reunido em 29 de outubro de 1929, cinco dias depois do início da crise (começou mesmo em 24 de outubro), “tinha a convicção que os negócios nacionais estavam correndo sobre bases seguras, não existindo nenhum perigo” Curiosamente, nesse mesmo dia os preços das ações na BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK chegaram ao fundo do poço. Somente o novo governo, escolhido em 1932, estava prestes a impor mudanças radicais no modo de fazer negócios da Bolsa. O presidente FRANKLIN DELANO ROOSEVELT foi eleito como um reformista. Em seu discurso de posse do lado externo do CAPITÓLIO, em WASHINGTON, no dia 4 de março de 1933, afirmou para toda a nação através de uma cadeia de rádio: “Deve haver supervisão estrita em todos os investimentos, bancos e créditos. A especulação com o dinheiro alheio deve terminar”. No dia seguinte, na CASA BRANCA, o presidente mandou que a BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK fechasse por uma semana. Então, ele literalmente empurrou para o Congresso a mais ampla reforma financeira já feita nos EUA. Essa política intervencionista foi chamada de NEW DEAL. Com a reforma, o novo mercado tornou-se, nos anos 1930 e 1940, um lugar sonolento; houve um distanciamento do público. Milhares de trabalhadores de WALL STREET perderam a fé na caça aos papéis e se demitiram por não acreditarem mais na Bolsa. Queriam ganhar a vida fazendo algo mais concreto. A crise continuou pelos anos 1930, e somente com a eclosão, em 1939, da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, e principalmente, a partir da entrada dos EUA no conflito, em 1941, é que a economia americana começou a crescer novamente. O governo federal e o mercado, não o de ações, geraram o dinheiro necessário para revigorar a indústria. O mercado gerava menos de 20%. Com a vitória, veio a mais singular contribuição do mercado à guerra: a montanha de confete feito de papel teleimpressor jogado dos prédios de NOVA YORK sobre as tropas que voltavam para casa.  

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