segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

136 ANOS DO NASCIMENTO DO TRIBUNO IBRAHIM DE ALMEIDA NOBRE, EM 19 DE FEVEREIRO DE 1888.


136 a. nasce o tribuno IBRAHIM DE ALMEIDA NOBRE, no coração da cidade de São Paulo, em plena RUA DIREITA, no dia 19 de fevereiro de 1888. Não poderia haver cidadão mais orgulhoso de sua origem do que o futuro “TRIBUNO DA REVOLUÇÃO DE 32”, que se formou em Direito na Turma de 1909, das venerandas ARCADAS DO LARGO DE SÃO FRANCISCO, depois de um prolongado namoro com a medicina. Participou ativamente do Movimento Constitucionalista de 32. Na longa luta armada, militarmente desigual, viu-se engajado como simples soldado raso, num batalhão que levava o seu nome impoluto, sob o comando do CORONEL PEDRO DIAS DE CAMPOS, para combater o inimigo na FRENTE SUL, nas trincheiras de OURINHOS, ITAHI, FARTURA, BERNARDINO DE CAMPOS, XAVANTES, IPAUSSU e noutras localidades do setor de PARANAPANEMA, até a melancólica deposição do fuzil, em fins de setembro de 32, coroada pelas agruras do cárcere, só amenizada pela calorosa solidariedade de seus colegas de Promotoria. Na SALA DA CAPELA, no Rio de Janeiro, IBRAHIM dividiu a glória de seu martírio com PEREIRA LIMA, AURELIANO LEITE, WALDEMAR FERREIRA, CÁSPER LÍBERO, GUILHERME DE ALMEIDA, PAULO DUARTE, FRANCISCO MESQUITA, JÚLIO DE MESQUITA FILHO, VIVALDO COARACY, e dezenas de outros, que seguiram para o exílio, em PORTUGAL, de onde retornariam à PÁTRIA, anistiados, em 1934, em face da convocação da ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE, tão ansiada pelo povo. Seus restos mortais acham-se eternizados no MONUMENTO-MAUSOLÉU DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA, no IBIRAPUERA. Falece a 8 de abril de  1970. Inicialmente, foi sepultado no Cemitério São Paulo, com sua velha beca de Promotor, conforme desejo seu, no jazigo da família, onde já se achavam os restos mortais de sua querida BRISABELA, seu busto de bronze – moldado pelas mãos de LUIZ MORRONE – atesta a passagem luminosa do grande orador pela Tribuna do Júri, no Palácio da Justiça. Seu corpo foi trasladado, por ocasião das comemorações do 45º aniversário da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA, em 1977, para o PANTEÃO DOS HERÓIS DE 32, no MONUMENTO–MAUSOLÉU AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA, no IBIRAPUERA, juntamente com as cinzas de sua esposa, num comovente cortejo fúnebre. Ali repousa, ao lado de GUILHERME DE ALMEIDA, separados por um altar, logo atrás do túmulo do “herói jacente” que abriga os despojos das primeiras vítimas da DITADURA: MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO, e do bravo caboclo PAULO VIRGÍNIO, debaixo da magnífica abóbada da cripta daquele imponente santuário da RAÇA DOS PAULISTAS. A poucos metros do MAUSOLÉU, numa praça fronteiriça, a cavaleiro do OBELISCO, ergue-se o vulto de IBRAHIM, lavrado no bronze eterno pelo saudoso estatuário, discípulo de XIMENES, que uma insigne Comissão, formada por Advogados, Promotores e Juizes mandou executar sobre um pedestal assentado em punhados de terras colhidas dos fundos das trincheiras da GUERRA CÍVICA, misturadas com o sangue e as lágrimas dos moços que lhe seguiram os passos, na memorável arrancada de 32. 

Um trecho de seu livro “PAULISTAS, PAULISTAS, PAULISTA”, de 1931:

“Terra Paulista! Da tua carne, massapé e honesta, do teu ventre de mãe, fecundo e são, veio a alma que realizou a nacionalidade, imprimindo-lhe o sentido da Independência e os rumos católicos da Civilização. De ti proveio o homem que defrontou a natureza peito a peito e que a venceu e a dominou a facão e a fé! Tu deste geografia ao Brasil” Essa terra toda, que aí se estende e se esparrama e se perde por esse mundo grande de Deus, tudo isso tem os seus limites demarcados, não apenas pelos rios que se vadearam, pelas grimpas transportas, pelas florestas vencidas! Mas, sobretudo, pelas sepulturas dos teus filhos, Minha Terra! Balizas! Viradas! Cruzes!”

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