quinta-feira, 14 de março de 2024

177 ANOS DO NASCIMENTO DO POETA CASTRO ALVES, EM 14 DE MARÇO DE 1847.

 


177 a. nasce o poeta CASTRO ALVES (14março 1847-6 julho 1871). Seu nome completo era ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES. Nascido na Fazenda das CABACEIRAS, proximidades de CURRALINHO, hoje CASTRO ALVES, na BAHIA. Em fins de 1867 interrompeu seu curso na Faculdade de Direito de SÃO PAULO para tratamento da saúde: durante uma caçada disparou casualmente um tiro no próprio calcanhar, do que lhe adveio grave enfermidade. Hospitalizado no RIO, amputaram-lhe a parte inferior da perna; mas, em virtude da fraqueza de que fora tomado lhe sobreveio a tuberculose pulmonar, de que faleceu, já no SALVADOR. Tendo sido um dos maiores vultos do ROMANTISMO no BRASIL e a figura máxima da chamada ESCOLA CONDOREIRA, distinguiu-se especialmente pelo alto cunho social que imprimiu à sua poesia: foi chamado POETA DOS ESCRAVOS, POETA DA ABOLIÇÃO, POETA DA RAÇA e BARDO NACIONAL. No RIO, a caminho de SÃO PAULO, já aureolado pela fama de poeta incomparável e orador brilhante, foi recebido por MACHADO DE ASSIS, em 1868, graças a uma carta de apresentação escrita por JOSÉ DE ALENCAR, que profetizava o êxito do cantor épico dos escravos. Cursou até o 4º ano da Faculdade de Direito paulista, entusiasticamente aplaudido por todos os condiscípulos, quando numa de suas caçadas no BRÁS, a espingarda disparou, atingindo-lhe o calcanhar.  Sofreu o jovem CASTRO ALVES grande influência de VITOR HUGO e no BRASIL é o mais popular dos vates sendo sua obra fartamente divulgada em numerosas publicações. AFRÂNIO PEIXOTO, que ocupava a cadeira nº 7 da Academia Paulista de Letras, patrocinada por CASTRO ALVES, em 1921, para lhe comemorar o cinquentenário da morte, publicou em dois volumes uma edição completa de sua obra, bem anotada, incluindo poesias esparsas e algumas cartas. Bibliografia: ESPUMAS FLUTUANTES (poesia, BAHIA, 1870); A CACHOEIRA DE PAULO AFONSO (poema, BAHIA, 1876); GONZAGA ou a REVOLUÇÃO DE MINAS (drama, BAHIA, 1870); MANUSCRITOS DE ESTÊNIO (BAHIA, 1976), e OBRAS COMPLETAS (edição do cinquentenário da morte do poeta, comentada e anotada por AFRÂNIO PEIXOTO).

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