285 a. nasce ANTÔNIO DE SANT´ANNA GALVÃO, em GUARATINGUETÁ, no dia
10 de maio de 1739. Filho de imigrantes portugueses, tinha como nome de batismo
ANTÔNIO DE GALVÃO DE FRANÇA. A princípio, queria ser jesuíta, mas se tornou
franciscano. Ganhou o nome SANT´ANNA, devido à sua devoção à SANTA ANA. Em SÃO
PAULO, dedicou-se à oração, a intenso trabalho, à pregação, às missões
populares e à caridade. Desempenhou vários cargos de responsabilidade na sua
comunidade religiosa. Não media esforços para ajudar as pessoas a se
aproximarem de DEUS. Essas ações foram lembradas pelo PAPA, que elogiou a
imensa caridade de FREI GALVÃO por servir o povo sempre quando solicitado.
BENTO XVI também convocou os fiéis a renovar com profunda humildade, a fé, como
fazia o agora SANTO ANTÔNIO SANT´ANNA GALVÃO.
“Declaramos e definimos como santo o beato ANTÔNIO DE SANT´ANNA
GALVÃO. O inscrevemos na lista dos santos e estabelecemos que em toda a igreja
ele seja devotadamente honrado entre os santos”. Com estas palavras, o PAPA
BENTO XVI oficializou na sexta-feira, dia 11 de maio de 2007, a canonização do
primeiro santo brasileiro. Em seguida, subiram ao altar SANDRA GROSSI e o filho
ENZO, cujo nascimento foi reconhecido como milagre pelo VATICANO, além de
padres com relíquias do santo. A cerimônia foi realizada no CAMPO DE MARTE,
diante de um público estimado em mais de 1,2 milhão de fiéis, cerca de 400
familiares e de representantes de diversas religiões.
Uma das grandes obras da vida do santo foi a construção do
MOSTEIRO DA LUZ (onde está enterrado), entre 1774 e 1802. Mesmo sem
conhecimentos arquitetônicos, o religioso fez o papel de projetista e
engenheiro, além de atuar como mestre-de-obras e pedreiro. Ele ainda fundou o
convento de SANTA CLARA, em SOROCABA.
Apesar de ainda em vida ter sido considerado um santo, FREI GALVÃO
teve a fama de sua santidade divulgada depois da morte, ocorrida em 23 de
dezembro de 1822. Contudo, por vários motivos, somente em 1934 iniciou-se uma
coleta de assinaturas de seus devotos em vista de sua beatificação.
Somente 59 anos depois ele foi beatificado, quando foi constatado
que a menina DANIELA CRISTINA DA SILVA, então com 4 anos, internada com
insuficiência hepática e que sofrera parada cardiorrespiratória, havia sido
curada após amigos e familiares pedirem em novena a intercessão do FREI GALVÃO.
A cerimônia de beatificação foi realizada pelo PAPA JOÃO PAULO II, no dia 8 de
abril de 1997.
Dois anos depois, a dona de casa SANDRA GROSSI, grávida pela
quarta vez e com problemas de formação de útero e já desenganada pelos médicos,
toma as pílulas de papel do FREI GALVÃO. Ela e o filho recém-nascido, ENZO (na
data da canonização de SANTO ANTÔNIO DE SANT´ANNA GALVÃO estava com sete anos),
sobrevivem após parto de alto risco. O menino nasceu com problemas
respiratórios, mas no dia seguinte ao parto já não apresentava mais qualquer
sequela. Esse segundo milagre, que proporcionou o pedido de canonização, foi
reconhecido pelo PAPA BENTO XVI, em 16 de dezembro de 2006.
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