129 a. nasce ROMÃO GOMES,
em SÃO MANOEL (SP), no dia 27 de junho de 1895. Filho de ANTÔNIO GOMES e de
dona TEREZA MUNHOZ. Ingressou na então FORÇA PÚBLICA em 13 de julho de 1911.
Foi declarado ASPIRANTE A OFICIAL em 18 de janeiro de 1923. Participou dos movimentos
revolucionários de 1924 e 1930. Ao eclodir o NOVE DE JULHO, era CAPITÃO, ao
tempo em que se bacharelava pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco
(hoje Faculdade de Direito da USP), pela Turma de 1932.
No curso do movimento
constitucionalista atingiu o posto de TENENTE-CORONEL em 30 de setembro de
1932, por haver, à testa da COLUNA que ostentava seu nome, levado os combates
ao interior do território mineiro, onde construiu fama inexcedível de bravura e
liderança e uma aura de invencibilidade, somente retrocedendo ao território
paulista em cumprimento a ordens superiores.
Recusando-se a reconhecer
os termos do armistício com a ditadura, foi um dos últimos combatentes
paulistas a depor as armas, quando não mais havia condições para dar sequência
à luta.
Terminada a revolução, foi
exilado para PORTUGAL, onde permaneceu quase um ano, voltando incógnito ao
BRASIL. Posteriormente foi indultado. Em 1935, cercado da mística de guerreiro
invicto e grande Comandante, foi eleito Deputado Estadual, tendo exercido o
mandato até 1937. Exerceu as funções de Consultor da FORÇA PÚBLICA e foi o
primeiro militar a exercer a judicatura no Tribunal de Justiça Militar do
Estado. Recebeu inúmeras medalhas e honrarias, tendo sido sempre alvo de
homenagens, até seu falecimento, no dia 11 de janeiro de 1946. Os restos
mortais de ROMÃO GOMES foram trasladados de SÃO JOSÉ DOS CAMPOS para SÃO PAULO,
em 9 de Julho de 1958, para o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista,
no IBIRAPUERA. Na Capital, em sua homenagem, foi dado seu nome ao PRESÍDIO
MILITAR, a uma Escola Municipal e a uma rua, no bairro do BUTANTÃ.
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