93 a. da posse de PEDRO DE TOLEDO como interventor do Estado de SÃO PAULO, nomeado pelo ditador GETÚLIO VARGAS, substituindo o CORONEL MANOEL RABELO. Foi em 7 de março de 1932. PEDRO DE TOLEDO, porém, estava proibido de nomear seus secretários. Os mesmos eram indicados pelo Governo Federal. Além disso, a Ditadura nomeou homens de sua inteira confiança para os cargos de: Secretário da Segurança Pública (GENERAL MIGUEL COSTA, da Força Pública); Comandante da 2ª Região Militar (GENERAL GÓIS MONTEIRO) e Chefe de Polícia (CORONEL CORDEIRO DE FARIA). Assim, a administração PEDRO DE TOLEDO achava-se de pés e mãos amarradas às conveniências ditatoriais. Procurou o dr PEDRO DE TOLEDO agir com prudência nos entendimentos políticos, administrativos havidos entre o Estado e a Ditadura. Entretanto, nenhuma harmonia foi possível obter ante as imposições impertinentes do Governo GETÚLIO VARGAS. No dia 14 de maio de 1932, GETÚLIO baixou o Decreto número 21.402, fixando data para as eleições à Constituinte. No dia 22 de maio chega a SÃO PAULO o Ministro OSWALDO ARANHA trazendo a incumbência de proceder a substituição de PEDRO DE TOLEDO por outro governante que inspirasse mais confiança à Ditadura. Tal fato fez recrudescer na Capital as manifestações de desagrado. Ninguém dormiu nessa noite. O dia 23 amanheceu agitado. Correrias e gritos de – ABAIXO A DITADURA – QUEREMOS A CONSTITUIÇÃO – VIVA A LEGALIDADE – VIVA SÃO PAULO – VIVA O BRASIL, registravam-se em todos os cantos da cidade. No centro, uma casa de armas é assaltada e os jornais “A RAZÃO” e “CORREIO DA TARDE” por serem favoráveis à Ditadura foram sumariamente depredados (empastelados).
Por volta das 17:30 horas desse dia registra-se o mais grave e doloroso episódio da época pré-revolucionária. Na PRAÇA DA REPÚBLICA, um grupo mais exaltado pretendeu tomar de assalto a sede do PARTIDO POPULAR PAULISTA, ex-LEGIÃO REVOLUCIONÁRIA, reduto ditatorial, situado na confluência da referida praça com a Rua BARÃO DE ITAPETININGA. Houve tiroteio. Findo o qual achavam-se caídos no chão onze corpos: EUCLYDES BUENO MIRAGAIA, MÁRIO MARTINS DE ALMEIDA, DRÁUSIO MARCONDES DE SOUZA, ANTÔNIO A. CAMARGO, cujos nomes deram origem a sigla MMDC. O serventuário de Justiça, ORLANDO VIEIRA ALVARENGA veio a falecer em 12 de agosto de 1932, data em que se comemora o “DIA DO ALVARENGA”, por força do Decreto. Os demais feridos tornaram-se os heróis anônimos do episódio, pois deles não se tem mais notícias. Esses acontecimentos se constituíram na centelha que ateou fogo ao rastilho que fez explodir o 9 de Julho de 1932, a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA.
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