As forças russas quase cercaram milhares de soldados ucranianos na região russa de Kursk, cortando as principais linhas de abastecimento e deixando Kiev em uma posição precária, de acordo com mapas de código aberto (via Reuters).
A incursão da Ucrânia no verão passado, antes uma tentativa estratégica de pressionar Moscou e desviar recursos, agora corre o risco de se transformar em uma retirada cara. Mapas de código aberto indicam que as tropas russas avançaram nos últimos dias, quase cortando a rota de fuga restante.
Enquanto Kiev contempla seu próximo passo, a situação ressalta desafios mais amplos, incluindo a diminuição do apoio de inteligência dos Estados Unidos e os avanços russos em andamento em outras frentes. Por enquanto, resta saber como a situação se desenrolará.
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Trump corta US$ 400 milhões em verba da Universidade Columbia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) o cancelamento de US$ 400 milhões, cerca de R$ 2,3 bilhões, em verbas para a Universidade Columbia, de Nova York, por suposta omissão da instituição frente ao antissemitismo em protestos estudantis contra a guerra na Faixa de Gaza e o apoio de Washington a Israel.
As verbas representam 8% do valor de US$ 5 bilhões que deve ser repassado à instituição pelo governo federal nos próximos anos e dizem respeito principalmente a contratos de prestação de serviço e financiamento a pesquisa.
Em 2024, Columbia teve receita de US$ 6,6 bilhões, a maior parte arrecadada com mensalidades e cobranças médicas de seus hospitais universitários. Já os gastos foram de US$ 6,3 bilhões além disso, a instituição possui US$ 14,8 bilhões no seu fundo mantenedor, entre bens e valores investidos.
Em nota conjunta, os departamentos de Educação, Justiça e Saúde disseram nesta sexta que o corte é apenas o começo e acusaram Columbia de "omissão frente a perseguição persistente contra estudantes judeus".
O comunicado não dá exemplos desses casos de perseguição, mas a secretária de Educação de Trump, Linda McMahon, disse que "desde 7 de outubro [de 2023, data do ataque terrorista contra Israel realizado pelo grupo terrorista Hamas], estudantes judeus enfrentam violência, intimidação e perseguição antissemita de maneira implacável em seus campi e são ignorados por aqueles que deveriam protegê-los".
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Ataques de mísseis e drones russos matam pelo menos 14 na Ucrânia
Em uma noite de ataques implacáveis, as forças russas lançaram mísseis e drones na cidade de Dobropillia, no leste da Ucrânia, matando pelo menos 14 pessoas e ferindo 30, incluindo crianças, de acordo com autoridades ucranianas (via Reuters).
O ataque, que incluiu mísseis balísticos, vários foguetes e drones, deixou prédios em chamas e veículos em ruínas. Enquanto as equipes de emergência lutavam contra os incêndios, outro ataque ocorreu, danificando um caminhão de bombeiros.
Enquanto isso, 3 civis perderam a vida em um ataque separado de drones na região de Kharkiv. Os militares ucranianos relataram ter abatido 79 drones e interceptado um míssil de cruzeiro, embora dezenas de outros drones provavelmente tenham sido interrompidos antes de atingir seus alvos.
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Trump diz que considera aplicar 'sanções e tarifas sobre a Rússia' até que acordo de paz com a Ucrânia seja fechado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (7) que está considerando “fortemente” aplicar sanções bancárias e tarifárias sobre a Rússia até que um cessar-fogo e um acordo de paz seja alcançado entre o governo russo e a Ucrânia.
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“Com base no fato de que a Rússia está absolutamente ‘batendo’ na Ucrânia no campo de batalha, agora estou considerando fortemente sanções bancárias, sanções e tarifas em larga escala sobre a Rússia até que um cessar-fogo e acordo final de paz sejam alcançados”.
“À Rússia e à Ucrânia, sentem-se à mesa agora mesmo, antes que seja tarde demais. Obrigado”, escreveu Trump na rede social Truth Social.
Durante coletiva na tarde desta sexta-feira, Trump afirmou que é necessário terminar a guerra na Ucrânia logo, porque o conflito pode evoluir para a 3ª Guerra Mundial.
“Isso pode realmente acabar virando a 3ª Guerra Mundial se a gente não resolver. (…) Acho que europeus não sabem como terminar a guerra, eu sei”, disse o presidente americano.
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Na semana passada, após um bate-boca entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, os sinais de uma aproximação entre Washington e Moscou, que já vinham causando preocupação, ficaram ainda mais fortes.
Com isso, após os EUA suspender a ajuda militar à Ucrânia, líderes europeus se reuniram nesta quinta-feira (6) para debater os próximos passos do bloco e concordaram com um plano de rearmamento.
Nesta sexta, a Rússia atacou a infraestrutura energética da Ucrânia em um bombardeio em larga escala com mísseis e drones. Pelo menos 10 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas, segundo as autoridades.
O ataque ocorreu poucas horas após o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciar que negociações com os EUA sobre o fim da guerra ocorrerão na próxima semana na Arábia Saudita.
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