Nesta quarta-feira, 11 de setembro de 2025, completam-se 24 anos do maior ataque terrorista já ocorrido em solo norte-americano. Em 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da organização extremista Al-Qaeda. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, colapsando os edifícios em questão de horas.
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Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, enquanto o quarto caiu em um campo na Pensilvânia, após passageiros tentarem retomar o controle da aeronave. Ao todo, cerca de 3 mil pessoas perderam a vida e mais de 6 mil ficaram feridas, marcando para sempre a história contemporânea.
O impacto dos ataques foi global. Além das perdas humanas, o 11 de Setembro provocou mudanças profundas nas políticas de segurança internacional, no combate ao terrorismo e na atuação militar dos Estados Unidos em diversas partes do mundo, especialmente no Oriente Médio.
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Anualmente, cerimônias são realizadas nos EUA em memória das vítimas, com momentos de silêncio marcando os horários exatos dos ataques. O atentado não apenas deixou cicatrizes profundas, mas também redefiniu o século XXI sob a sombra da segurança nacional e do terrorismo global.
(Reuters) - Nenhuma das 11 pessoas mortas em um ataque militar dos Estados Unidos a uma embarcação no Caribe na semana passada era membro da gangue venezuelana Tren de Aragua, disse o ministro do interior da Venezuela nesta quinta-feira, enquanto o país sul-americano mobilizava tropas em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o barco estava transportando narcóticos ilegais, mas forneceu poucas informações adicionais sobre o incidente, mesmo em meio a exigências de membros do Congresso dos EUA para justificar a ação.
"Eles confessaram abertamente que mataram 11 pessoas", disse o ministro do Interior e líder do partido governista, Diosdado Cabello, na televisão estatal. "Fizemos nossas investigações aqui em nosso país e há as famílias das pessoas desaparecidas que querem seus parentes e, quando perguntamos nas cidades, nenhum era do Tren de Aragua, nenhum era traficante de drogas."
"Um assassinato foi cometido contra um grupo de cidadãos usando força letal", acrescentou Cabello, questionando como os EUA puderam determinar se havia drogas no barco e por que as pessoas não foram presas.
O governo venezuelano disse, após o incidente, que um vídeo postado por Trump sobre o ataque era inteligência artificial.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que seu país implantará defesas militares, policiais e civis em 284 locais de "frente de batalha" em todo o país, sua mais recente demonstração de capacidade militar.
(Reportagem da Reuters)
A decisão da maioria dos ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal (STF) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já repercute nos principais veículos de imprensa internacionais.
"A decisão da maioria de um painel de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) faz de Bolsonaro o primeiro ex-presidente na história do país a ser condenado por atentado à democracia", escreveu a agência de notícias Reuters, ao reportar a decisão desta quinta-feira (11/9).
- Acompanhe o julgamento ao vivo nesta live da BBC News Brasil ou no nosso canal no YouTube.
A Reuters destaca que a condenação de Bolsonaro, "um ex-capitão do Exército que nunca escondeu sua admiração pela ditadura militar que matou centenas de brasileiros entre 1964 e 1985, ecoa as condenações judiciais deste ano contra líderes de extrema direita em outros lugares, incluindo a francesa Marine Le Pen e o filipino Rodrigo Duterte".
"É provável que isso enfureça ainda mais o aliado próximo de Bolsonaro, o presidente dos EUA, Donald Trump, que já chamou o caso de 'caça às bruxas' e atingiu duramente o Brasil com aumentos de tarifas, sanções contra o juiz relator do caso e a revogação de vistos para a maioria dos membros do Supremo Tribunal Federal (STF)", analisou a agência de notícias.
A Reuters destacou ainda o voto dissonante do ministro Luiz Fux, que na quarta-feira (10/9) decidiu pela absolvição de Bolsonaro e da maioria de seus aliados.
"Esse único voto pode abrir caminho para contestações à decisão, potencialmente aproximando a conclusão do julgamento das eleições presidenciais de 2026, nas quais Bolsonaro tem dito repetidamente que é candidato, apesar de estar impedido de concorrer a um cargo", destacou a agência.
Em Salvador, o ex-presidente Michel Temer (MDB) avaliou que o voto do ministro Luiz Fux no julgamento da chamada trama golpista foi “fundamental” para Jair Bolsonaro (PL). O emedebista participou do 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade na capital baiana, nesta quinta-feira (11) e conversou com jornalistas.
Fux, que divergiu da maioria formada até o momento no Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela absolvição de Bolsonaro de todos os crimes atribuídos a ele. No entanto, votou pela condenação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, e o general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Temer chegou a dizer que o ministro, até o presente momento, está absolvendo a todos. "Para o ex-presidente Bolsonaro, este voto [do Fux] é fundamental e importantíssimo”, defendeu.
https://www.youtube.com/watch?v=BZxkOzlWlNU
O ex-presidente também ponderou que a divergência entre Fux e o relator Alexandre de Moraes é “natural” e destacou a “qualidade pacificadora” de ambos. Ele voltou a defender que o país precisa de moderação e equilíbrio neste momento. Antes, durante a palestra, afirmou que "o que está acontecendo no país é uma radicalização que atinge até o judiciário e que é necessário ter um discurso de pacificação”.
Sobre as declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que chamou Moraes de “ditador e tirano” em ato bolsonarista na Avenida Paulista no último domingo (7), Temer considerou que o aliado de Bolsonaro “não foi feliz” nas palavras. “Compreendo o calor do comício, talvez uma tentativa de mostrar lealdade ao ex-presidente. Afinal ele precisa também de votos dos bolsonaristas. Mas ele trabalhou no meu governo, é uma pessoa moderada e equilibrada. O Brasil precisa disso agora”, reforçou na fala.
https://www.youtube.com/watch?v=1t47Pkj5B34
Questionado sobre o projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro, o ex-presidente reconheceu que a proposta deve gerar questionamentos de constitucionalidade, mas defendeu que o STF busque uma saída que evite novos confrontos.
“Todos sabem que a punição deve existir, afinal houve depredação de prédios públicos e sedes dos Poderes. Mas, para evitar conflitos, o melhor seria que o Supremo resolvesse usando instrumentos jurídicos já previstos, como a compensação de penas”, sugeriu.


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