segunda-feira, 27 de abril de 2026

MSN 27 DE ABRIL DE 2026 - SEGUNDA-FEIRA

 

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala aos delegados durante reunião sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear na sede da ONU em Nova York 27 de abril de 2026 REUTERS/Eduardo Munoz© Thomson Reuters

Por David Brunnstrom

27 Abr (Reuters) - Os Estados Unidos e o Irã entraram em choque na Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira sobre o programa nuclear iraniano e a escolha do país para ser um entre dezenas de vice-presidentes em uma conferência de um mês para revisar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

A 11ª conferência para analisar a implementação do TNP, que entrou em vigor em 1970, começou nesta segunda-feira na ONU, em Nova York. Diferentes grupos indicaram 34 vice-presidentes da conferência, e o presidente da conferência, o embaixador do Vietnã na ONU, Do Hung Viet, disse que o Irã foi escolhido pelo "grupo de Estados não alinhados e outros".

Christopher Yeaw, secretário-assistente do Escritório de Controle de Armas e Não Proliferação dos EUA, disse na conferência que a escolha do Irã foi uma "afronta" ao TNP.

Ele disse que era "indiscutível que o Irã há muito tempo demonstra seu desprezo pelos compromissos de não proliferação do TNP" e se recusou a cooperar com o órgão de vigilância nuclear da ONU para resolver questões sobre seu programa.

Ele classificou a escolha do Irã de "além de vergonhosa um constrangimento para a credibilidade desta conferência".

Reza Najafi, que atua como embaixador de Teerã na Agência Internacional de Energia Atômica, rejeitou a declaração dos EUA como "sem fundamento e politicamente motivada".

"É indefensável que os Estados Unidos, como o único Estado que já usou armas nucleares e que continua a expandir e modernizar seu arsenal nuclear... busque se posicionar como árbitro de compliance", disse ele na reunião.

A questão nuclear tem sido o centro da guerra de dois meses dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterando no domingo que o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear.

O Irã há muito tempo exige que Washington reconheça seu direito de enriquecer urânio, que Teerã diz buscar apenas para fins pacíficos, mas que as potências ocidentais dizem que poderia ser usado para fabricar armas nucleares.

O Irã tem insistido que não busca armas nucleares. Mas a AIEA e a comunidade de inteligência dos EUA avaliaram separadamente que Teerã tinha um programa de desenvolvimento de armas nucleares que foi encerrado em 2003.

Fontes iranianas divulgaram nesta segunda-feira a mais recente proposta de Teerã para encerrar o conflito, que deixaria de lado a discussão sobre o programa nuclear de Teerã até que a guerra terminasse e as disputas sobre o transporte marítimo do Golfo Pérsico fossem resolvidas.

Trump e seus principais assessores de segurança nacional se reuniram para discutir o conflito nesta segunda-feira e a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres que "as linhas vermelhas do presidente com relação ao Irã ficaram muito, muito claras, não apenas para o público norte-americano, mas também para eles".

Veja as emoções da novela no horário nobre da TV Globo© Da Redação

Raul e Joélly desconfiam de Lena, que se sente acuada e deixa o local. Joaquim tenta acalmar Arminda e lhe mostra o dinheiro escondido no compartimento da escultura, propondo que os dois fujam. 

Jairo afirma que Kasper responderá em liberdade, enquanto Bagdá é encaminhado ao sistema prisional. Kasper e Bagdá denunciam Lucélia. 

Joaquim disfarça para Misael que pegou o dinheiro da escultura. Josefa e Gisleyne desmaiam ao ver uma mão humana enterrada no jardim da casa. 

Paulinho e Juquinha tentam tirar a verdade de Helga sobre a morte de Célio. Arminda descobre que Ferette é pai de Raul.

Militares participam da cerimônia de inauguração de monumento em homenagem aos soldados norte-coreanos mortos na Ucrânia, em 26 de abril de 2026 em Pyongyang© STR

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, inaugurou um monumento em homenagem aos soldados do país que morreram nas operações de apoio à Rússia no conflito contra a Ucrânia e prometeu ajudar Moscou a alcançar a vitória em sua guerra "sagrada", informou a imprensa oficial.

O ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, compareceu ao evento em Pyongyang, onde se reuniu com Kim, segundo a agência estatal norte-coreana de notícias KCNA. 

Kim, Belousov e o presidente do Parlamento russo, Viatcheslav Volodin, compareceram à inauguração do memorial aos soldados norte-coreanos mortos na Ucrânia. 

O líder norte-coreano prestou homenagem ao "valor incomparável, grande heroísmo, espírito de luta indomável e nobre sacrifício" dos soldados, segundo a KCNA. 

A cerimônia de inauguração incluiu um concerto, uma apresentação de fogos de artifício e um sobrevoo da Força Aérea, informou a KCNA.

A Coreia do Norte enviou mísseis, munições e milhares de soldados para apoiar a Rússia na Ucrânia. Analistas afirmam que Moscou concedeu, em troca, ajuda financeira, tecnologia militar, alimentos e energia ao aliado. 

Kim disse a Belousov que seu país "sempre apoiará plenamente a política da Federação Russa na defesa de sua soberania nacional, integridade territorial e interesses de segurança", segundo a KCNA.

Ele expressou a "crença de que o exército e o povo russos, sem dúvida, alcançarão uma vitória na guerra sagrada justa". 

Os serviços de inteligência da Coreia do Sul calculam que quase 2.000 soldados norte-coreanos morreram na guerra da Ucrânia.

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navio-tanque de petróleo bruto de propriedade de um grupo da Rússia transita pelo Bósforo em Istambul, Turquia, em 4 de abril de 2024. REUTERS/Yoruk Isik/Foto de arquivo© Thomson Reuters

MOSCOU, 27 Abr (Reuters) - Dois navios-tanque que transportavam diesel russo com teor de enxofre ultrabaixo (ULSD) foram desviados no meio da viagem do Brasil para destinos alternativos, segundo dados de operadores e da LSEG.

Ambos foram carregados em março no porto russo de Primorsk, no Báltico, e fizeram quase metade da viagem até o Brasil antes que os compradores da carga fossem trocados, à medida que os traders aproveitaram um aumento nos preços globais devido à guerra no Irã, disseram comerciantes.

Os termos dos acordos originais e dos subsequentes não estão claros, e é incomum que os compradores sejam trocados depois que as cargas deixam seu porto original.

O Flora 1, com bandeira de Camarões, que carregou aproximadamente 37.000 toneladas de diesel no porto de Primorsk em 31 de março, está agora navegando em direção ao Canal de Suez, de acordo com os dados de navegação.

Outro navio, o Aurora, que navega sob a bandeira de São Tomé e Príncipe, deu meia-volta no Atlântico na semana passada. O navio-tanque carregou 37.000 toneladas de diesel em Primorsk em 22 de março e tinha como destino inicial o Brasil, mas agora está indo em direção ao Estreito de Gibraltar, com destino final ainda incerto.

Dois outros navios-tanque que carregaram um total de 106.000 toneladas de diesel em abril a partir de Primorsk estavam parados e à deriva sem direção na rota para o Brasil, de acordo com a LSEG. O motivo da paralisação não foi conhecido imediatamente.

VENDEDORES BUSCAM ENTREGAS COM MARGENS MAIS ALTAS

Operadores disseram que as mudanças de rota no meio da viagem podem indicar um aumento das diferenças de preços entre regiões, conforme vendedores buscam entregas spot com margens mais altas.

O Brasil é um grande produtor de diesel, mas depende de importações para atender à demanda interna, que representa de 20% a 30% do consumo total de combustível. As exportações russas de diesel para o Brasil não estão proibidas pelas sanções atuais.

No mês passado, um executivo da estatal brasileira Petrobras disse que seis de suas 11 refinarias nacionais operam além da capacidade instalada para produzir combustível localmente em meio a um aumento nos preços causado pelo conflito com o Irã.

A Rússia emergiu como o fornecedor dominante de diesel para o Brasil desde março de 2023, substituindo rapidamente os volumes dos EUA depois que a proibição da União Europeia aos produtos petrolíferos russos entrou em vigor.

Os dados da LSEG mostram que os embarques de diesel dos portos russos para o Brasil podem ultrapassar 800.000 toneladas em abril.

Antes de as sanções reformularem os fluxos comerciais globais, a Europa era o principal destino do diesel russo.

(Reportagem da Reuters)


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